segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Sem energia elétrica, com energia humana

Às 14h30min, no Miniauditório do Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura (PPGSCA), participei da minha última atividade acadêmica na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Não mais como professor da própria UFAM. Desde o dia 18 de setembro de 2017, sou professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Era a qualificação de Karina Gonçalves Teixeira da Silva, minha orientada no PPGSA, que defendeu o projeto “Shopping bate-palmas: a passarela popular da moda”. A banca era formada por mim, por Maria Luíza Cardinale Baptista e Marilene Corrêa da Silva. Sem energia elétrica a tarde inteira, o trabalho foi apresentado “na garra”. Qualificada a orientada, tive outro momento de intensa emoção quando Maria Luíza Cardinale resolveu fazer uma homenagem. Missão cumprida na UFAM, singrarei outros mares.


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domingo, 8 de outubro de 2017

O que não se aprender com a democracia

Tenho criticado, e não é pouco, a postura das Câmaras dos Vereadores e das Assembleias Legislativas. O Congresso Nacional também não escapa das críticas. Esses “entes” existem em uma democracia para representar o povo, a sociedade. Por um desvio de conduta dos seus membros, no entanto, passam a representar os interesses dos governantes. O povo, usado para obter votos, passa a servir de pressão aos governantes. E se começa um processo de achaques mútuos. É o que se vê hoje no Congresso Nacional. A prática tem se tornado corriqueira em todas as decisões colegiados. E se deixamos que isso aconteça, somos cúmplices de uma repugnante prática. Da democracia, este é o tipo de aprendizagem que não podemos ter. Para o bem da sociedade. E da democracia.


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sábado, 7 de outubro de 2017

O quadradismo das nossas mentes

Sou de um tempo em que os compositores baianos Antônio Carlos e Jocafi (Anônio Carlos Marques Pinto e José Carlos Figueiredo) estouraram no Brasil inteiro com sambas dos quais jamais esqueço. Era a década de 70. Eu tinha entre sete e oito anos quando ouvi: “...Se o quadradismo dos meus versos/Vai de encontro aos intelectos/Que não usam o coração como expressão...”. Antônio Carlos escreveu a letra em 1970 e Jocafi a musicou. Dentre as vezes que Stevie Wonder e entoou, uma delas foi em pleno Rock in Rio. Nos anos de chumbo da ditadura, quando foi lançada, a música não passou pela censura. Venceu o quadradismos das nossas mentes, algo que, pelo andar da carruagem, terá de ocorrer de novo. Voltamos aos “homens das cavernas” e não nos demos conta.


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