sábado, 5 de janeiro de 2019

Derrotas deveriam ensinar


Quem participa de disputas, quaisquer que sejam, deveria ter como regra aprender com as derrotas. Aliás, até nas vitórias, deve haver algum tipo de aprendizado. Porém, nas derrotas, necessariamente, o aprendizado deveria ser maior. Tenho me espantado, a propósito, com a narrativa de nós, os derrotados. Pelo menos inicialmente, e espero que mude, há uma tentativa de desqualificar os vencedores. É um erro! Quem perde, ao invés de assumir uma postura de soberba, deve, salvo melhor juízo, entender as mensagens e as narrativas que levaram à derrota. Sair atirando para todos os lados como o fizeram alguns dos candidatos derrotados (e até nós, os que neles votaram) desqualifica os eleitores. Ou, no mínimo, demonstra postura arrogante como se o eleitor só acertasse quando “em nós vota”. Derrotas deveriam nos ensinar. Aprendamos com elas!

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Por um fio


Eles já chegaram lá
E nós estamos de cá
Com medo de melindrá-los
Por eles sermos atacados.
Em maio a este vazio
A democracia por um fio
O que mais me assusta
É a louvação a Ustra.
E o fundamentalismo
De que só militar resolve
Os atos que o banditismo
Neste país promove.
Em uma democracia
Só o povo gerencia
Precisamos reconstruir
O elo perdido aqui.

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Fundamentalismo militarista


A mim me preocupa muito este fundamentalismo militarista que se implantou no Palácio do Planalto, em Brasília. E fico a me perguntar: será que não ficou nenhuma lição dos tempos de chumba, da cruel ditadura que vivemos neste País? A volta dos militares ao poder, por meio do voto, talvez leve a crer que a resposta é não. E, talvez, seja não mesmo. Há, porém, que se pensar uma coisa: pode piorar! Se está ruim assim, há como ficar muito pior. E sabem como? Se o governo errar tanto a ponto de “botar o povo nas ruas”. Eis, na minha opinião, a senha para o Golpe: a retórica de se “reestabelecer a ordem” voltará. E com ela, medidas de exceção piores que as atuais. Não sei de onde tirarmos tanta capacidade de equilíbrio. Mas, ela será necessária. Tenham certeza!

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