domingo, 4 de outubro de 2020

A menina que falava com Deus

Esta é a verídica história, que parece lenda, de uma menina que falava com Deus. “Cansada” de ajudar os pais na lavagem da louça da casa, a menina pediu, com muita fé, que Deus tirasse dela “a lavagem da louça” por uns dias. Na atividade seguinte, foi abrir uma lata de leite condensado e cortou um dos dedos profundamente. O acidente doméstico, de imediato, a deixou sem lavar as louças. Foi parar no hospital. Três horas e meia depois, mais de R$ 100,00 de despesas com medicamentos, o médico teve de costurar o corte e suspendeu as atividades físicas que a menina fazia por dez dias. Meus conhecimentos não me permitem dizer se foi mesmo uma ação de Deus. O que posso dizer é que “as palavras têm poder”. Se você pede, você consegue. O que se deve avaliar são as consequências. Tudo no mundo é ecossistêmico. Envolve várias coisas ao mesmo. Temos dificuldades em avaliar o todo. Pedidos um e esquecemos as outras coisas envolvidas. No caso específico da menina, seria “mais econômico” lavar os pratos. Ao pedir as coisas, portanto, pense nas consequências de receber o que foi pedido.

 

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sábado, 3 de outubro de 2020

Abuso

Foram lições de abuso

E extrema arrogância

De quem é obtuso

E pode parar na ambulância.

A qualquer hora do dia

Desconhece a pandemia

Age como se nada houvesse

E como se medo não tivesse.

Tanta gente a morrer

E só fica o descaso

O responsável é você:

Criatura do atraso.

 

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Arrogância e abuso na fila de embarque

O que vi, em Brasília, na fila de embarque do Voo 1886, da Gol, de Brasília para Manaus, ontem, foi uma demonstração de abuso e arrogância nunca visto em nenhum voo durante a pandemia. Nos voos “normais” as pessoas esperam, pacientemente, as chamadas, por sequência, e guardam a distância regulamentar recomendada pelas autoridades de saúde. Foi a primeira vez que vi as quatro filas lotadas e ninguém mantendo nenhuma das recomendações do distanciamento necessário. Moradores de Manaus ou que para a cidade se deslocam devem ter a mesma sensação: não existe mais pandemia. Não aprenderam nem com a morte. Vão aprender quando? Depois de mortos, não poderão me responder. Nem a mim, nem a vocês, leitores e leitoras.

 

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Melhor

Seja municipal

Estadual ou federal

O melhor para uma cidade

É ter universidade.

E quanto mais tiver

Melhor assim será

Para quando você quiser

A sua vida melhorar.

 

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Municipal, estadual ou federal

Há uma espécie de tentativa de monopólio do saber por parte dos professores e professoras das universidades federais em todo o País. Resultado de uma visão canhestra de o que seja universidade. Quando se fala em criar uma universidade estadual, há gritaria contra. Se se fala em uma universidade municipal, a gritaria é ainda maior. Medo de quê, meu povo? Pois, para mim, que venham as estaduais e as municipais. Houvesse universidade municipal em cada município brasileiro, aplaudiria. Aplausos para todos os prefeitos que a criarem. E que não seja apenas promessa com prazo de validade até 15 de novembro de 2020.

 

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Covardia

Unhas escondidas

Meio divididas

Entre aparecer

Ou se recolher.

Pessoas esquecidas

Que louvam a ditadura

Tentam sobreviver

Meio às escuras.

Encolhem-se se alarde

Até na universidade

À noite ou de dia

Demonstram a covardia.

 

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O direitista que sente vergonha

Ainda temos, na universidade brasileira, o direitista que sente vergonha de assumir que o é. Talvez, certamente, por conta do patrulhamento ideológico que, no mais dos casos, não é nem disfarçado. Tradicionalmente, após a queda do regime militar, a universidade brasileira passou a ser o locus da, digamos, resistência e luta pelas eleições diretas. Com isso, os direitistas se encolheram. Dedos-duros do Serviço Nacional de Inteligência (SNI) jamais mostravam os focinhos. E eram muitos. Deve ser por isso que, até hoje, o direitista ainda sente vergonha. Votou em Bolsonaro, defende com unhas e dentes as ideias dele, mas é sonso: não mostra as unhas.

 

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