“Cultura com aspas” é o título do livro sobre o qual a pesquisadora Maria Manuela Carneiro da Cunha, falará em palestra a ser realizada no Auditório Rio Solimões, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no dia 08 de abril de 2010, quinta-feira, às 9h30. Ela é professora aposentada da Universidade de Chicago (Estados Unidos) e integrante do Conselho de Administração do Museu da Amazônia (Musa) e considerada uma referência mundial em assuntos indígenas. Ela também estuda o conhecimento tradicional, bem como o direito intelectual das sociedades indígenas. O evento é gratuito mas, caso os estudantes e professores desejem adquirir o livro “Cultura com aspas”, haverá exemplares disponíveis para compra.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
O fato jornalístico
“... O fato jornalístico é muito mais um tratamento dos acontecimentos do mundo do que um retrato objetivo do mesmo, como se apregoa. A afirmação de Marconi Oliveira da Silva, no livro “Imagem e verdade: jornalismo linguagem e realidade” só corrobora a acepção de que a tão propagada “objetividade jornalística” é um mito que, felizmente, nem nas escolas de jornalismo se ensina mais. Bom para os estudantes de jornalismo que os professores também não professam mais essa crença como se fosse uma religião. O fato jornalístico nem de longe se aproxima da realidade e a sociedade deve saber disso para não se deixar enganar por manchetes, fotografias e cores. Enquanto não souber como acontece esse “tratamento do mundo”, inclusive, às vezes, defendendo interesses dos donos das empresas e dos políticos apaninguados, a sociedade terá no jornalismo o quarto poder. O papel da universidade é esclarecer estudantes de jornalismo e a sociedade sobre tais mitos.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
MBAs em xeque
No Brasil, os Master Business Administrations (MBAs) popularizaram-se tanto a ponto de se tornarem completamente vulgares. De cara, rigorosamente, pela própria etimologia, MBA só deveria ser em administração. Mas, no Brasil, e em especial no Amazonas, MBA ganhou status de ser superior até ao doutorado. Dia desses uma pessoa me encontrou em apresentou alguém: “Gilson, eis o falano. Ele tem MBA!!!”. Respondi: “pois é, eu tenho doutorado”. Grande parte das pessoas não entendeu patavinas. E talvez nem entendam até hoje. Porque a maioria não sabe fazer a menor distinção entre um MBA e um Doutorado. Mas, são coisas do Brasil, um País que adora americanizar até os títulos acadêmicos. O provincianismo é tamanho que até o próprio MBA perdeu a essência. Fazer o quê?
domingo, 4 de abril de 2010
Avaliação de verdade
A avaliação só pode ser verdadeiramente um instrumento de aprendizagem institucional se os resultados forem utilizados para promover o crescimento interno da organização. E, sinceramente, embora seja avaliador do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ainda não senti que o ministério da Educação (MEC) seja capaz de promover o crescimento organizacional das universidades brasileiras. E digo isso porque o mantenedor das universidades brasileiras é o MEC. E este não nos dá as condições necessárias exigidas das demais universidades. Não por falta de vontade do próprio MEC, mas, por questões administrativas e políticas. O resultado das avaliações serve para balizar políticas públicas. No entanto, qualquer “atitude” administrativa do MEC depende, pelo menos, do Ministério do Planejamento e do Ministério da Fazendo. Sem contar com as ingerências políticas. Logo, por mais que haja boa vontade do MEC, o resultado da avaliação não poderá ser, digamos, “aplicado” imediatamente. Assim, corre-se o risco de não se completar o ciclo da avaliação, ou seja, para muitos, pode ficar a impressão de que não houve uma “avaliação de verdade”.
sábado, 3 de abril de 2010
Instrumento de seleção
Ainda não se entendeu na Universidade brasileira a diferença entre avaliar e selecionar. O processo de ingresso, normalmente, é de seleção, ou seja, faz-se um exame para tentar “medir” quem são os melhores de determinadas áreas e estes são alçados à condição de “iluminados” daquele ano. Dentro da universidade deveria ocorrer um processo de avaliação. Ao contrário, o que ocorre é um processo de “provas” igualzinho ao do vestibular. Não há avaliação por mais que alguns ditos “próceres” da academia digam que se trata de uma discussão filosófica da educação. Não o é. E quem assim se pronuncia dês conhece o que é avaliação e “mede” a capacidade dos estudantes pelas notas obtidas na “semana de provas”. Enquanto não ocorrer uma mudança estrutural, a universidade brasileira permanecerá excludente, por mais que as políticas públicas tentem incluir os egressos do ensino médio. A avaliação não pune nem seleciona, portanto, não exclui. Quaisquer instrumentos excludentes, por mais simples que o sejam, passam longe da avaliação formativa e processual.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Paixão
Dor. Ação. Ação de se doar. Paixão. Dia de paixão. Paixão de Cristo. Nós, os fracos, os oprimidos, as minorias, somos os cristos modernos. Pós-modernos. Cristos da democracia, cuja maioria governa as minorias. Cada cristo carrega a sua cruz. Cada um com as feridas de Jesus. E nós? Sós. A sós. Escravos das nossas concepções. Dos nossos conceitos e pré-conceitos. Prisioneiros da língua, da linguagem e dos seus significados. Seus não! Nossos. O que é dar sentido à vida? Sangrar? Sofrer? Feridas? Cristo na cruz. Deus, Jesus. Paixão prova de amor? Amor e dor. Dores. Reflexões. Páscoa. Renovação. Doação. Cristo. Cristão. Palavras soltas. Que se prendem. Prisões. Coletivas. Individuais. Somos o que pensamos. Somos o que criamos. Criamos o que não somos. Imagens. Hoje a cruz. Amanhã. O ponto. Depois, o ponto cruz. Seguimos a tecer. Nossos nós. Nossa voz. Páscoa. Doce. Amarga. AMOR.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
À conta-gotas
A ideia do Governo Federal de autorizar a contratação de professores e técnicos à conta-gotas não tem dado muito certo nas universidades brasileiras que aderiram ao REUNI mas não se adaptaram à filosofia do programa, como é o caso da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Pensar que aderir ao REUNI solucionaria o problema da falta de professores foi um grave erro. Quem aderiu e absorveu a filosofia, como a Universidade Federal da Bahia (Ufba), por exemplo, não tem problemas. Na Bahia, criaram o Centro de Humanidades e os professores contratados trabalham na formação dos estudantes universitários. Se essa ideia de se fazer opção por selecionar estudantes por áreas, o REUNI perde a essência. E sem isso, haverá sempre problemas para definir “onde os professores serão lotados”.
Visite também o novo Blog do professor Gilson Monteiro.
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