Há um movimento do Ministério da Educação (MEC) na tentativa de ser o único cartório responsável por validar o saber formal no Brasil. Com o crescimento e a força política de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), só para ficar em um exemplo, o monopólio do MEC foi quebrado. Tanto que um advogado não exerce a profissão apenas por ser graduado. Só está habilitado se passar no Exame de Ordem. Outras categorias profissionais lutam para retirar do sistema educacional oficial o poder de dizer quem pode e quem não pode exercer atividades profissionais regulamentadas. Para ser o melhor presidente do País nos últimos anos Luiz Inácio Lula da Silva não preciso passar pelos cartórios oficiais. Logo, pelo menos na educação política, a escola tradicional, em todos os níveis está longe de dar conta das necessidades do cidadão. Portanto, é sempre discutível a questão cartorial na educação do País.
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
E a entrada da Ufam?
Até agora o Instituto Municipal de Transportes e Trânsito (IMTT) da Prefeitura de Manaus não divulgou nenhum tipo de mudança que ocorrerá após a inauguração hoje do Complexo Viário Gilberto Mestrinho, antiga Bola do Coroado, prevista para hoje, às 21h, no trânsito da entrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Com a liberação das obras, naturalmente os carros descerão mais velozes. Sem uma obra que permita a fluidez dos veículos, a entrada da Ufam ficará impraticável. Os fofoqueiros de plantão já disseram que só haverá um retorno para a Ufam em frente ao atacadista Makro. Uma passagem de nível em frente a Ufam complementaria a obra do Complexo Viário Gilberto Mestrinho e, se a prefeitura tivesse mesmo a intenção de melhorar o trânsito, a obra deveria ter sido feita paralelamente ao Complexo. O problema ocorrerá principalmente com o retorno às aulas a partir do dia 15 de março. Uma solução pode ser pensada em tempo.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Enem sob supeita
Quando tudo começa errado, sempre há a possibilidade de dar errado. Não deu outra com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Apresentado como a panaceia para os problemas das universidades brasileiras que tinham os vestibulares anulados constantemente, como era o caso da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foi anulado uma vez por vazamento das provas e agora o Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) quer a suspensão do mesmo. No entendimento do MPF/SC, o "o procedimento adotado pela entidade organizadora da prova não atende o princípio da impessoalidade". Há uma ação civil pública contra a União, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que tem por objetivo suspender o concurso e evitar a divulgação das notas dos candidatos, prevista para o próximo dia 5 de fevereiro, e sua posterior homologação. Se isso acontecer, as universidades que aderiram ao Enem se uma discussão mais aprofundada, como é o caso da Ufam, terão sérios problemas com o ingresso dos estudantes este ano. O MPF/SC quer evitar "prejuízos irreparáveis aos candidatos".
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Cheiro de podridão
Exala um cheiro de podridão essa compra do prédio da Nilton Lins, no Distrito Industrial 2, para a criação de um Campus e um Hospital Universitário da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A sonegação de informações públicas por parte da reitoria é que faz gerar esse mau-hálito. Um dos jornais da cidade de Manaus noticiou que o reitor em exercício da UEA, professor Carlos Eduardo Gonçalves, teria negado um pedido feito pelo presidente do Sindicato dos Professores da UEA (Sind-UEA), Ricardo Serudo, por ele não ter anexado comprovantes de que é presidente do sindicado. De acordo com o reitor em exercício, em não comprovando ser presidente, Serudo não teria legitimidade para requer informações. A verdade é que um elefante branco de uma universidade particular foi comprado por R$ 17,5 milhões por uma universidade pública, com recursos públicos, portanto, e a administração superior da instituição se nega a prestar informações sobre o negócio. A alegação é que se trata de “uma decisão de governo”. Quando gestores públicos se negam a informar ao público sobre os gastos com recursos públicos sempre exala um mau cheiro no ar.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Primeiros projetos
Encerram-se hoje as inscrições de projetos para o Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores – Programa Primeiros Projetos (PPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Faepeam) em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq). Estão previstos recursos de R$ 1,5 milhão. O objetivo do PPP é apoiar a aquisição, instalação, modernização, ampliação ou recuperação da infra-estrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas e particulares, sem fins lucrativos, sediadas ou com unidades permanentes no Amazonas. Com o programa a Fapeam pretende fixar jovens pesquisadores e induzir à criação de novos grupos de Pesquisa em quaisquer áreas do conhecimento. Os recursos podem ser usado para despesas de capital e custeio. Os projetos aprovados terão financiamento de no máximo R$ 30 mil e vigência de até 24 meses. Para se inscrever no o pesquisador deve possuir título de doutor obtido há menos de dez anos; ter vínculo com instituições de ensino superior, fundações, institutos, centros de pesquisa e desenvolvimento públicos e particulares sem fins lucrativos, sediados ou com unidade permanente no Estado do Amazonas; não ser coordenador de projeto aprovado por Agência de Fomento nacional ou internacional (exceto bolsa); estar cadastrado no Banco de Pesquisadores da FAPEAM; e ter currículo atualizado na Plataforma Lattes.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Promessas e mais promessas
A agonia do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) parece não ter fim. As soluções inicialmente propostas ficaram no campo das promessas e nada se resolve. O certo é que se precisa tomar uma decisão política que exige coragem e ninguém toma. O HUGV não tem as mínimas condições físicas de funcionar como está. Reformas e mais reformas não passam de um sumidouro de dinheiro público. Só existe uma saída para o HUGV: a demolição completa do hospital e a construção de um novo. Ainda assim, isso não solucionará o problema de má-gestão que, ao que tudo indica, é crônico. Não apenas por culpa de alguns gestores, mas do modelo de gestão atual. É preciso se entender que um Hospital-escola é o local de aprendizado dos estudantes de medicina da instituição ao qual o hospital pertence. Logo, os investimentos são em equipamentos e material para este aprendizado. Se o hospital for obrigado a concorrer com as demais unidades de saúde por verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), por mais nova que seja a estrutura física, administrativamente está fadado ao fracasso.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Humberto ou Umberto?
Em nota recente alertamos os motoristas para o radar localizado em frente ao Manaura Shopping que mudou de velocidade: a máxima que era 60km/h baixou para 30km/h. E, para sermos mais exatos, falamos que o radar localiza-se à Avenida Umberto Calderado Filho. Pois bem, aos que não sabem, o primeiro nome do jornalista Umberto Calderaro Filho era grafado com “u” e não com “h” como determinam as regras da Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Digo era, porque, também, de acordo com a Gramática, depois que a pessoa morre, ainda que durante toda a vida tenha o nome grafado como no registro de nascimento (e este era o caso de Umberto Calderaro), passa-se a grafá-lo corretamente, ou seja, agora, a grafia correta seria Humberto Calderaro Filho. Nas placas, o nome que consta é Umberto. Em alguns documentos oficiais, já li a grafia Humberto. Rigorosamente, os documentos oficiais que circulam com a grafia Humberto é que estão corretos. Umberto ou Humberto? Linguisticamente o que importa é o processo de comunicação. O mais importante, talvez, seja as pessoas lembrarem quem era o homenageado. Por falar nisso, você sabe quem foi Humberto Calderaro Filho?
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