sábado, 28 de outubro de 2017

Mais afeto, menos despeito

Em ambientes de troca de saberes, pois é assim que entendo o processo de Educação, temos de abrir espaços para mais afetos e menos despeito. Para que isso ocorra, no entanto, não podemos mais entender a Escola como o lócus autoritário que reúne iluminados de um lado e muitos “sem luz” do outro. Talvez devêssemos deixar de lado a ideia de que “educamos” alguém a passássemos a entender o processo de aquisição de conhecimentos como algo saudável, coberto de afetos, portanto, livre da dor. E se elas aparecessem (as dores), que fossem enfrentadas pelo conjunto de pessoas envolvidas no processo. Quando administradores, professores (e professoras) e estudantes realmente se comprometerem com a troca de afetos e não de ofensas, quem sabe, não teremos um ambiente de troca de saberes melhor? Como consequência, talvez, o mundo também melhore. É uma tentativa!


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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Inovação requer transpiração

Para Michel Foucault, no trabalho intelectual, você inspira 10% e transpira 90%. Claro que ele não disse exatamente assim, mas, talvez a “numerologia de Foucault” sirva para muitas coisas na vida Inclusive, o processo criativo e de inovação. Há quem imagine ser criativo, porém, baseia todo o seu “trabalho criativo” na inspiração. É um erro grasso. Ser criativo é trabalhar, e muito. O criativo observa mais, analisa minuciosamente e conclui por algo diferente do trivial. Muito embora, o trivial também possa ser inovador. O que não se pode crer é que você, para inovar, deve ficar deitado em uma rede a esperar que a inspiração chegue. Inovações são resultados de muita transpiração, claro, temperadas com doses de inspiração. Mas, se a musa inspiradora não aparecer, trabalhe!


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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Nossos modelos precisam ser rediscutidos

Há muito, não tenho dúvidas: nossas escolhas, em Educação, dependem dos modelos mentais que nos guiam. Inclusive, no processo de tomadas de decisão. Portanto, em uma escola ou universidade, as decisões administrativas e pedagógicas sofrem interferências diretas do modo que pensamos a própria vida. Não deveria ser assim? Muito provavelmente não. Pelo que se defende e se propaga em uma universidade, por exemplo, deveríamos deixar de lado nossas crenças e respeitar as diferenças e o modo que cada um pensa para a sua própria vida. Nem sempre é assim que se decide. Temos, talvez, de rediscutir permanentemente o próprio modelo de universidade.


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