domingo, 7 de março de 2010

A Ufam do futuro


Hoje falei de emoções no Blog www.gilsonmonteiro.net. Aproveito para deixar bem-claro aqui que não desistirei da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Institucionalmente os dirigentes da Ufam foram covardes e omissos no episódio da agressão que sofri no dia 11 de maio de 2009. Demonstraram descaso e subserviência completa ao poder do Estado. Confesso, fiquei extremamente magoado e cheguei a pensar em largar a instituição. A omissão institucional doeu mais que a agressão covarde promovida pelo irmão do vice-governador do Estado, Omar Aziz. Tentaram calar-me porque não sou subserviente nem a eles nem aos grupos políticos, antes de esquerda, que hoje locupletam-se nas entranhas do poder. Conclui que a Ufam é bem maior que a covardia dos seus dirigentes. Não devo desistir, ao contrário o amor pela instituição e a certeza de que, no futuro, teremos autonomia e independência dão forças para continuar. Foram emoções bem-mais fortes do que torcer por um time de futebol. A Ufam do futuro não se verga, não é covarde e respeita seus professores e técnicos, bem como estudantes. Acredito nessa Ufam e lutarei por ela. Covardes e medíocres, tremei. Estou inteiro, vivo e revigorado.

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sábado, 6 de março de 2010

Duelo de titãs


A posse do novo diretor do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professor Nelson Noronha, foi concorridíssima. Dentre as personalidades presentes, porém, duas chamaram-me a atenção: o deputado federal Francisco Praciano e o secretário estadual de Educação, Gedeão Timóteo Amorim. Ao que tudo indica, a Ufam, quase um gueto da deputada Vanessa Grazziotin, nas eleições deste ano, terá os votos da sua comunidade disputados palmo-a-palmo por Praciano e Gedeão. Será uma espécie de duelo de titãs. Sem o apoio maciço da Ufam, o casal vinte da política amazonense, Eron Bezerra e Vanessa Graziottin, precisará de uma articulação bem-maior da base do PC do B. Dentro da Ufam essa base não é mais quase exclusiva do partido. Com a entrada de um novo personagem, Gedeão Amorim, a disputa pela cesta de votos da Ufam, ganha um novo “player”: o PMDB. Explica-se, dessa forma, porque era fundamental ao PT ganhar, ainda que indiretamente, a reitoria da Ufam e a direção do ICHL. Aos poucos, retorna o cenário no qual era praticamente impossível vencer uma disputa interna na Ufam sem o apoio articulado de uma boa base de partidos políticos. Por seu turno, os partidos (e os candidatos) esperam da comunidade da Ufam o retorno em votos. Nessas idas e vindas, quem parece ter feito um trabalho competentíssimo ao longo dos anos foi o professor Gedeão Amorim. Do trio, tem todas as chances de ser o mais votado dentro da Ufam, com folga. Quando outubro chega, veremos!

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Revolução pedagógica


É mister que haja uma verdadeira revolução pedagógica na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, certamente, em grande parte das universidades brasileiras. Se não, vejamos: o perfil do estudante que ingressa hoje na educação superior brasileiro é completamente diverso do perfil de (poucos) anos anteriores. Há cada vez mais jovens entre 15 e 16 anos e, não duvidem, nós, professores, não estamos preparados para lidar pedagogicamente com eles. Alguns de nós temos dificuldades até com os filhos adolescentes, o que se dizer, então, de estudantes com o mesmo tipo de comportamento confrontador? Transpor as velhas fichas desbotadas para apresentações em Power Point projetadas em Data Shows de altíssima definição não torna a aula moderna. Os próprios processos administrativos devem ser discutidos e implantados mas, levando-se em conta uma nova visão pedagógica. A Ufam, cuja reitora, professora Márcia Perales, decretou sabiamente 2010 como o ano da Estatuinte, não pode deixar de levar em conta, nas discussões para a mudança do Estatuto, que o processo de aprendizagem deve ser o norteador e que o modelo administrativo a ser implantado deve refletir o novo olhar pedagógico (se isso for mesmo existir). Caso contrário, as mudanças serão apenas como perfumes: cheiram bem, parecem novidade, mas, depois transformam-se em folhas ao vento.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Planejamento estratégico


É estranho que os diretores da unidade não sejam convidados para as reuniões de Planejamento Estratégico que ocorrem na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um deles, pelo menos, o diretor-eleito do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), Nélson Noronha, não o foi. Ainda assim, compareceu a uma das reuniões. Será que o tal Comitê Gestor, criado na administração anterior, começa a perder fôlego? Ou, exatamente o contrário, por serem membros natos do Comitê Gestor, os diretores não foram convidados? Em verdade, os diretores terminam por receber todas as demandas estruturais dos institutos e faculdades. Portanto, recebem a pressão mais direta por serviços. Assim, sendo, são fundamentais para o sucesso ou fracasso de uma administração. No caso do ICHL, o professor Nélson Noronha tenta esboçar um plano de trabalho. Espera, porém, pela ajuda dos chefes de departamentos, nos quais, a cultura do planejamento é quase nula. Terá trabalho mas, se conseguir, fará uma administração eficaz.







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quarta-feira, 3 de março de 2010

Fracasso do Sisu


O Ministério da Educação (MEC) estuda mudanças do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) depois apenas 26% (vinte e seis por cento) dos 29 mil inscritos se matricularam na segunda fase. A desistência maciça dos candidatos às vagas das instituições para as quais foram selecionados, para o MEC, é o indicador de que o modelo atual fracassou completamente. Uma das mudanças estudadas pelo MEC é manter uma lista de espera já na primeira fase. O Sisu revelou-se um sistema de concorrência nacional do “faz-de-conta”. Até um poste conseguiria ver que um sistema conforme o proposto, exigido pelo mercado internacional, não funcionaria no Brasil pelas dimensões, diversidades regionais e, principalmente, pela falta de estrutura das universidades federais localizadas fora dos grandes centros. Sem uma estrutura gigantesca de apoio aos estudantes de fora do Estado, o Sisu, como está, provocará estresse desnecessário às famílias para tudo acabar na terceira fase. Não tenho mais dúvidas. Mirna Feitoza está certa: a história se vinga.

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terça-feira, 2 de março de 2010

Qualidade de vida


Professores e técnicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) já possuem o benefício de poder usufruir da qualidade de vida proporcionada pela Companhia Atlhetica, unidade de Manaus. Basta apresentar uma cópia do contracheque ou o crachá, tanto no Manauara Shopping quando no Stúdio 5, para obterem o desconto na mensalidade, que cai do preço normal de R$ 290,00 para R$ 232,00. Pais e esposos e esposas também tem direito ao benefício, assim como filhos menores de 14 anos e pais com mais de 60 anos pagam apenas R$ 212,00 mensais. Técnicos ou professores terão direito de usar das duas unidades da Athletica em Manaus e, quando em viagem, também podem desfrutar dos serviços em quaisquer das unidades fora do Amazonas. Eu que comecei em janeiro de 2008 com 96 quilos e hoje fico entre 74 e 78 sei dos benefícios da prática correta de exercícios físicos não abro mão dos treinos diários. Recomendo a quem puder porque vale a pena mudar de uma vida sedentária para uma vida de qualidade e de domínio do corpo. Meus agradecimentos à direção da Companhia Athletica por conceder o benefício a todos os colaboradores da Ufam.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Trote imbecil


Revolta, asco e indignação misturavam-se sem que eu conseguisse definir se há significados diferentes para os três termos. A reportagem do programa de domingo Fantástico, da Rede Globo, do dia 28 de fevereiro de 2010, sobre o trote aplicado pelos estudantes de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, foi revoltante e não tinha nada de fantástico e sim de absurdo. Fico a imaginar como trogloditas que não possuem nenhum respeito pela vida humana podem se transformar em bons profissionais de medicina? Que cospe na cara dos colegas e vos obriga a participar de rituais de humilhação pública não tem a mínima condição de, um dia, ser responsável por salvar a vida de alguém. É bem-verdade que, no limite, a universidade é o espaço da liberdade plena. E, talvez, para os futuros médicos, liberdade plena seja a capacidade de decidir se quer matar ou morrer. Bem, mas será que os calouros tinham a opção de decidir se queriam ser humilhados? Ou foram obrigados a isso? Vale uma reflexão mais profunda de todos e todas sobre o problema. Só sei que fiquei extremamente revoltado com o que vi.