domingo, 3 de janeiro de 2016

Reciprocidade na Internacionalização

Antes de a crise bater forte à porta da Educação Superior brasileira havia um viés rumo à Internacionalização. Mesmo sem crise, no entanto, não se pode esquecer que Internacionalização requer reciprocidade. E não são muitas as universidades brasileiras que possuem estrutura física para receber estudantes e professores estrangeiros. Pelo menos quando se trata de Pós-graduação, as melhores universidades estrangeiras oferecem, no mínimo, alojamento e alimentação aos “visitantes” estrangeiros. Quando se fala em reciprocidade é exatamente neste ponto: receber tão bem quando se é recebido. E será muito difícil, a não ser que mude o rumo da economia, que se dê continuidade ao projeto de Internacionalização. É a época, porém, de se planejar o futuro e atentar para o fato de que um bom projeto de Internacionalização inclui estrutura física para receber estudantes e professores. Sem essa preocupação, o processo tende ao fracasso.


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sábado, 2 de janeiro de 2016

Um ano difícil para a Ciência

Ninguém duvide! O ano de 2016 não será nada fácil para a Ciência e a Tecnologia no País e no Estado do Amazonas. Os recursos serão escassos e nenhuma das agências de fomento escondeu isso de ninguém. Deve-se dar graças a deus se o Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) conseguirem manter os investimentos com os quais encerraram o ano de 2015. Os cortes foram brutais e exigiram habilidade de negociação das instituições de nível superior a fim de que as principais atividades da Pesquisa e da Pós-graduação não parassem. Não será diferente em 2016. Com o agravante de que, no caso do Amazonas, a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPEAM) teve sérias dificuldades para pagar os bolsistas nos últimos três meses do ano em função de entraves na Secretaria de Estado da Fazenda. Os primeiros três meses, certamente, darão o tom de como será o ano de 2016 para a Educação superior brasileira. As perspectivas são de dicifuldades e muitos ajustes nos investimentos.


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Mentes brilhantes na Educação

Anysio Teixeira, Paulo Freire, Rubem Alves e, até mesmo Darcy Ribeiro, relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) merecem registro. São mentes brilhantes da Educação brasileira. Há um sonhador, vivo, que tive o prazer de conhecer: Naomar Monteiro de Almeida Filho. Médico com mestrado em saúde pública e doutorado em epidemiologia, foi reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2002, reconduzido ao cargo em 2006. Hoje é o reitor da Universidade Federal do Sul da da Bahia (UFSB), O projeto da UFSB foi no Senado, no dia 8 de maio de 2013 e sancionado pela presidente Dilma Rouseff em 5 de junho de 2013. A UFSB ofertará “10.800 vagas em 71 cursos para diferentes modalidades: Bacharelados Interdisciplinares (BI), com acesso via Enem/Sisu ou via rede de Colégios Universitários (Cuni), Licenciaturas Interdisciplinares (LI), Cursos de Graduação Profissionalizante Plena (CPL), Cursos Superiores Tecnológicos (CST), Cursos de Formação Sequencial Universitária (CFSU), Residências, Mestrados e Doutorados, com parcerias com IFBA, IFBaiano, SEBRAE e outros órgãos do Sistema S”. Na UFBA, Naomar Filho não conseguiu transformar o sonho de uma Universidade Nova em realidade. Seu projeto inicial foi transformado em um projeto de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) pelos burocratas de Brasília. Nem de longe o REUNI tangencia as ideias de Naomar Filho. Seus raros cabelos frontais e o característico “rabo-de-cavalo”, à época, passavam a ideia de um homem além do seu tempo. Que a UFSB seja o modelo para uma nova Educação superior brasileira!


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