terça-feira, 1 de novembro de 2016

Nova versão do Ciências sem Fronteiras

Atacado até por cientistas justamente por retirar recursos da Ciência, o programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal, voltará repaginado, possivelmente no ano que vem. A primeira mudança prevista é que ofereça bolsa para estudantes de Pós-graduação de todas as áreas do conhecimento desde que sejam selecionados por instituições mundiais “renomadas”. Muito embora, até agora, não se tenham apontados quais critérios serão usados para se definir se uma instituição é renomada ou não. Estuda-se, também, na nova versão do Programa, ofertar cursos de línguas, de curta duração, nas férias, para os melhores estudantes do Ensino Médio. Fazer avaliações antecipadas de versões ainda não definidas não é sensato. O melhor é esperarmos a nova forma como o Ciências sem Fronteiras será apresentado aos cientistas e à sociedade.


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A política sem pastores

Chego a me perguntar se não está na hora de nós, os educadores, reagirmos ao movimento “escola sem partido” com outro movimento similar: “a politica sem pastores”. Quando vi a imagem do bispo licenciado da Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella (PRB), comemorar a eleição para a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro de mãos dadas, em um palanque, rezando um “Pai Nosso”, conclui que precisamos reagir. Nem padre, nem pastor, nem impostor. O que a política precisa, exatamente, é de política. De escolas que esclareçam, que preparem nossos jovens para o exercício da crítica. E que os religiosos pratiquem a religião nas igrejas, nos templos, jamais, porém, no parlamento. A não ser que, no caso específico de Crivella, ele passe a empregar na Prefeitura do Rio, os métodos de sucesso de gerenciamento financeiro da Igreja Universal. Quem sabe não consegue o milagre de salvar as finanças da capital do Rio de Janeiro!

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OBS: Post do dia 31/10/2016

Afeto é fundamental em Educação

Na última postagem neste espaço abordei a necessidade de não perdermos a criança que há em nós para conseguirmos ser melhores cientistas. Caso queiramos ser, além de cientistas, educadores, deveremos ampliar ainda mais o espectro da criança que há em nós. Principalmente no que tange ao afeto: é impossível se fazer ciência sem afeto, assim como é impossível educar. O processo de aquisição de conhecimentos flui melhor quando há comprometimento de professores (e professoras) e dos estudantes. Com o tempero do afeto, o comprometimento tende a aumentar, de ambas as partes. Daí a conclusão de que o afeto é ingrediente essencial ao processo educacional.

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OBS: Post do dia 30/10/2016