terça-feira, 3 de outubro de 2017

Nosso talento coletivo para matar

Ainda sobre a tragédia que se abateu sobre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o suicídio do Reitor, Luiz Carlos Concellier de Olivo, devo dizer que ainda não me recuperei do choque. Não só pelo que a família e os amigos dele devem estar passando. Mas, porque passei a noite a refletir sobre o nosso incomensurável talento coletivo para matar. Antes, com as mídias tradicionais, Rádio, Jornal e TV. Agora, com a forma mais fantástica de promover a integração entre povos e pessoas, a Internet; porém, que se pode transformar em arma letal, dependendo das mãos que a toque. Em um toque, em um clique, destruímos, vidas, reputações, pessoas. Quantos não pensaram em fazer o mesmo diante de tanta pressão, de ataques sem precedentes dos urubus e coveiros das Mídias Digitais? Nosso mundo só será melhor se nos tornarmos melhores. E se, urgentemente, revermos nosso desejo incontido de destruir o outro. Para o bem da própria humanidade.


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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Condenar sem investigar é crime

Hoje, na sala de aula do curso de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), não pode deixar de fazer uma reflexão sobre a morte do ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Concellier de Olivo. “Estamos matando as pessoas com os nossos pré-julgamentos”, comentei, para ressaltar que estava trise e chocado com o suicídio. Preso sem provas, condenado antecipadamente aos olhos da sociedade, o reitor, que nem completou um ano de mandato, foi executado, indiretamente, pelo sistema de justiça brasileiro que, agora, passou a apelar para este tipo de prática. Porém, quando se prende se provas, há uma condenação moral antecipada, sem nenhum tipo de investigação mais profunda que, justamente gere provas. Quando isso acontece, decreta-se a morte moral das pessoas, neste caso foi muito mais trágico, e do Estado democrático de direito. A saída para este beco está cada vez mais difícil de ser encontrada. E pessoas passaram a morte fisicamente por isso. Lastimável sob todos os pontos de vista!


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domingo, 1 de outubro de 2017

O que é ser um pai

Certa vez, quando me dirigia à Universidade De São Paulo (USP), com meu filho Felipe Guerra Monteiro, então com 7 anos (ainda me lembro até do carro, uma Parati preta), ele me perguntou: “O que é ser um pai”. Algo simples, quase sem nenhuma pretensão. Mas, de uma profundidade sem precedentes. Tanto que, até hoje, é o tipo de pergunta que martela em minha cabeça. E, todas as vezes, que tenho de tomar uma decisão em relação a ele e à irmã, minha filha, Carolina Guerra Monteiro, tento responder a esta pergunta básica para poder decidir. Muitas vezes tomo a decisão, aí me pergunto: isso foi mesmo uma decisão de pai? E lá estou eu a voltar atrás, quando avalio que não o foi. Filhos nos ensinam todos os dias. Precisamos estar abertos para aprender com eles.


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