quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O jornalismo nega a comunicação

Ninguém pense que o fato de, por meio da Portaria 234, de 15 de dezembro de 2016, a área de Comunicação e Informação ter ganho autonomia na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), significa “vida fácil” para os pesquisadores. Significa, apenas, uma fresta aberta no bolo dos recursos públicos. Conhecimento é uma coisa. E nisto nós, da Comunicação, avançamos muito. Acontece que nunca fomos reconhecidos como campo do conhecimento. Os recursos foram sempre minguados. Ser reconhecida como área do conhecimento é o primeiro passo para bolsas de produtividade, projetos, recursos. Temos chances de nos firmarmos como área do conhecimento. Precisamos, no entanto, deixarmos de querer ser “mais real que o rei” como pregam, dentro da área, os defensores do jornalismo. Há anos o jornalismo nega a comunicação. Espera-se que reconheçam o erro e retornem. Com a bandeira branca em punho. Antes que seja tarde!


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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Comunicação vira área do conhecimento

Por meio da Portaria 234, de 15 de dezembro de 2016, em função do Processo nº 23038.019570/2016-17, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abílio Baeta Neves, consolidou a mudança de nome de três áreas para efeito de avaliação e financiamento da CAPES. Administração, Ciências Contábeis e Turismo passa a se chamar Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura e Urbanismo se transformou em Arquitetura, Urbanismo e Design e Ciências Sociais Aplicadas I agora é Comunicação e Informação. Para a área de Comunicação e Informação é uma vitória política sem precedentes, pois, interferirá em questões de financiamento e epistemológicas. Uma notícia alvissareira no final de 2016.


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A quase impossível objetividade

Por mais que o Ministério Público Federal (MPF) às vezes tente interferir, é pouco provável que provas e testes elaborados por humanos sejam totalmente objetivos. Até as provas objetivas (aquelas “de marcar”), como o próprio nome sugere, nem sempre são objetivas como se nos apresentam. A ordem das questões, por exemplo, pode tirar a objetividade. Quando se tem de dissertar sobre as questões, ainda que se tente, há que se responder o mais próximo possível de o que pensa o avaliador. Infeliz ou felizmente, as perguntas estão centradas no avaliador. A máxima objetividade, portanto, é uma utopia. O que se precisa ter é honestidade acadêmica na hora de se corrigir provas, principalmente, quando se tratar de um exame de seleção.


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