segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A mão invisível que nos governa

Ao que parece, somos comandados por uma “mão invisível”, que Adam Smith dizia ser a mão do mercado. Ou será que a “sanha privatista” do Governo Federal, da qual não escapa nem a Educação Superior do País, não é baseada nesta visão? Muito provavelmente, sim. Quando se diz ser favorável ao “estado mínimo na Educação”, o que se quer dizer é que o mercado, com a sua dita mão invisível, é capaz de controlar a qualidade e a oferta do “serviço educacional” em função da demanda. O problema é que nós, de cerdo modo, também nos deixamos governar por alguma força invisível que nos empurra a ter visão semelhante a respeito do mundo. Talvez haja necessidade de mudarmos nossa própria visão de mundo para não nos deixarmos cair em armadilhas como as que pregam o estado mínimo na Educação. Para tanto, precisamos descobrir qual a mão invisível que nos governa.


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domingo, 27 de agosto de 2017

O rito acadêmico das defesas

Há dois momentos em uma tese ou dissertação que se assemelham a uma espécie de ritual: as qualificações e as defesas. As qualificações são os momentos que as bancas são reunidas para determinar se o Projeto apresentado pode seguir ou precisa de ajustes. Por essência, é o momento em que a Banca Examinadora escolhida indica caminhos ao pesquisador, que os aceita ou não. Claro, sob a supervisão do Orientador, que além de presidir a Banca, define, conjuntamente com o orientado, se aceita ou não o que é indicado pela Banca. Por, digamos, “educação acadêmica”, a maioria das sugestões termina por aceita. Passado este momento, o orientado tem um tempo, às vezes, seis meses, para refazer os percursos e partir para o rito final, da defesa, que serve para teses ou dissertações. É lógico e evidente que, se a maioria das orientações foi aceita, seria uma incoerência haver reprovação. Eis, portanto, a razão de poucas reprovações: trata-se de um processo que, se for seguido, reprovações são evitadas. Nada além disso, como muito tentam deduzir. Não há conluio, jogo de interesses ou coisa parecida. O rito existe, porém, em essência, tem por fim o processo de aquisição de conhecimentos.


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sábado, 26 de agosto de 2017

Ecossistemas sob ataque e em destaque

Há pouco recebi um e-mail com o seguinte convite: “O Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia, da Universidade Federal do Pará (PPGCom/UFPA) convida a todos e todas para assistir à Aula Magna deste semestre letivo a ser ministrada pelo Prof. Dr. Norval Baitello Jr., da PUC-SP. A Aula Magna terá como tema "Por uma ecologia da comunicação - compreender a comunicação como criadora de ambientes com uma genealogia e uma futurologia" e será realizada no dia 29 deste mês, terça-feira, às 15h, no auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), no Campus da UFPA, em Belém.” Nem bem comecei a ler, outro convite: “O programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista oferece o seminário: "Ecologia da Comunicação: Modos Contra-hegemônicos de Pensar/Agir no Processo Comunicacional", que será ministrado pelo prof. Dr. Jorge Miklos.
Data de Início: 04/09
Data de Término: 09/10.
Horário: 14h.
Local: UNIP-SP Campus Indianópolis – R. Dr. Bacelar, nº1212, São Paulo-SP.”
Só para registrar, “Ecossistemas comunicacionais” é a área de concentração do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), primeiro programa da Região Norte na área de Comunicação, que sofre ataques internos permanentes para que se mude a área de concentração. Enquanto isso, o mundo e o Brasil se curvam ao que foi proposto. Os dois convites são a prova. Vá entender!!!


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