terça-feira, 8 de julho de 2014

Momento histórico da Pós em Benjamin Constant

A defesa da primeira dissertação do Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia e a qualificação da primeira tese, no mesmo programa do qual sou professor, são dois momentos históricos que merecem registro pela importância que possuem para a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e para o processo de interiorização da Pós-graduação. Ontem, às 19h, no Auditório do Instituto de Natureza e Cultura (INC), em Benjamin Constant, participei como membro da banca examinadora da dissertação "O conhecimento escolar socializado aos Tikuna do Brasil e da Colômbia: interculturalidade e identidade", defendida pela professora do INC, Shirlane Pantoja da Silva. A banca Examinadora foi presidida pela professora Marilene Correa da Silva Freitas e contou, ainda, com a professora Rosemara Staub de Barros. O trabalho foi aprovado e a Banca recomendou a publicação, após, os ajustes, em função do valor histórico da obra, por ser a primeira dissertação produzida a partir do processo de Interiorização do Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA), iniciado em 2012. Hoje, às 9h, no mesmo local, também farei parte da Banca Examinadora da primeira qualificação do Doutorado em Sociedade e Cultura na Amazônia, da proposta de Tese da professora Antônia Rodrigues da Silva, denominada "Concepções e práticas educativas dos povos ameríndios na Amazônia: um olhar para a Educação escolar dos Tikuna no Alto Solimões". Além das professoras Marilene Correa, que preside a Banca, participam a professora Rosemara Staub e a professora Renilda Aparecida Costa, que é do INC e credenciada no PPGSCA. São dois momentos históricos para o processo de interiorização da Pós-graduação da UFAM.


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A necessidade de se tomar decisões

Ao se tomar posse em um cargo administrativo, há aprendizados que se consolidam. Um deles é que administrar tem uma necessidade precípua: tomar decisões. E tomar decisões significa arcar com as consequências positivas ou negativas do ato. Nem sempre a tomada de decisão é capaz de agradar a todos (e todas). Portanto, quem administra jamais pode pensar em ser benquisto por todo mundo. E, às vezes, a tomada de decisão, principalmente no serviço público, pode gerar inimigos permanente. Em muitos casos, eternos. A nós que assumimos tais cargos, porém, não nos cabe deixar de tomar decisões por medo. Ou fazemos isso ou, honrosamente, vamos embora. E, nessas horas, pouco se tem a fazer a não ser olhar pra dentro de si, medir as consequências do ato e agir. Faz parte do ofício de administrador tomar decisões.


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

sábado, 5 de julho de 2014

Educação e sensibilidade em tempos de Copa

O zagueiro brasileiro David Luiz, além do bom futebol que vem apresentando durante a Copa, tem dado demonstrações de sensibilidade e educação doméstica pouco vista entre seus pares. Há alguns dias, na saída de um treino, ouviu o grito de uma criança por seu nome, esperou o menino, recebido com abraços e ainda deu uma camisa ao garoto. Prova de sensibilidade, acima de tudo. E, claro, de educação exemplar, porque sensibilidade numa hora dessas é uma tremenda prova de educação doméstica. Respeito ao outro. Ontem, após o jogo Brasil x Colômbia, vencido pelo Brasil com um gol de David Luiz (pra mim, numa falha do cunhado de James Rodriguez, o goleiro Ospina), o brasileiro foi ao encontro do craque colombiano, James Rodriguez, por enquanto artilheiro da Copa, com seis gols, consolá-lo e pedir aplausos do torcedor brasileiro para o adversário, em reconhecimento ao excelente futebol que o colombiano joga. Gestos assim talvez resumam o que se pode chamar de "Educação para o futuro".


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

O respeito a quem pensa diferente

O fato de me manifestar nas Mídias Digitais, especialmente no Facebook, contra os "brasileiros vira-latas" é pura zoeira na hora do jogo de futebol. Tenho inúmeros amigos, inclusive o meu filho, que se deixaram contaminar pela imprensa mundial que só se refere ao jogador brasileiro Neymar Jr como "cai-cai". Discordo! Sempre discordei. Neymar Jr, desde que apareceu para o futebol, é o melhor jogador brasileiro em atividade. Mantenho o que digo desde 2009. Ninguém é obrigado a me seguir, a pensar igual. E não defendo o bom futebol de Meymar Jr só porque ele recebeu uma entrada criminosa que fraturou a terceira vértebra lombar. Faço-o por gostar do bom futebol. Aliás, o que falta à Seleção Brasileira: bom futebol. Garra e superação nos sobram. E, talvez, essa mistura ponha em ebulição os jogadores e a torcida. Aproxime mais os brasileiros: jogadores e torcedores. Apesar de não concordar com os que torcem contra Neymar Jr e o Brasil, não quero a morte de nenhum deles por discordarem de mim. Algo me diz, desde o início, que o Brasil pode ganhar a Copa, embora este seja um dos piores times que já tivemos (jamais deixei de ser crítico em relação a isso). Pura intuição. Respeito os que pensam diferente. Mas não sou obrigado a concordar com eles. Muito menos a deixar de zoar na hora do jogo. Nada além disso!

Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.


OBS: Post do dia 04/07/2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O funeral da utopia da universidade pública

Queiramos ou não, resistamos ou não, mas, aquela universidade na qual os professores (e professoras) ficavam isolados em seus laboratórios, financiados pelo estado e sem a menor necessidade de prestar contas efetivamente das verbas  recebida e dos chamados resultados finalísticos, não existe mais. Está morta e enterrada. E nem adianta, em época de campanha, procuramos os mais puros e os menos puros. A universidade pura, que não se aproximava do capital privado foi morta no Governo de Fernando Henrique Cardoso e enterrada no Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ponto! Sorrateiramente, de quando em vez, uma nova política pública joga professores e professoras nos braços da iniciativa privada ou, de alguma forma, injeta recursos públicos na iniciativa privada. O que era considerada uma relação incestuosa das universidades com as empresas privadas, hoje é uma "lua-de-mel". A cada nova Lei, a cada novo Decreto ou Programa lançado, fica mais do que claro que o envio de verbas a fundo perdido para as Instituições de Educação Superior (IES) já era. E não me venham com essa de que Fernando Henrique é o demônio e Lula um santo que não engulo por ser um discurso manipulador. O que acontece é que as universidades brasileiras, em geral, dormiram no berço esplêndido da proteção legal e esqueceram de aprimorar as formas de devolver ao público (seu único investidor), em descobertas, inovações e produtos, o que nela era investido Manteve sempre a visão de que bastava formar seus filhos que a sociedade investiria infinitamente nelas sem cobrar mais nada. Quando se prestava contas, era mal e parcamente. Não havia (e talvez ainda nem haja) mecanismos de controle das atividades. Pela escassez de recursos e a ineficácia na aplicação dos mesmos, nem o Governo, nem a sociedade que ele representa, parecem não querer mais aquele modelo de universidades totalmente financiada com recursos públicos tão sonhada por todos nós dos movimentos sindicais. Não demora, e o máximo que os saudosistas (eu incluso) poderão fazer é acender velas de sete dias. E, no futuro, talvez cheguemos à conclusão que, ao longo do tempo, não foram nem Fernando Henrique nem Lula os responsáveis pela morte da utopia de uma universidade pública e de qualidade. Mas, nós, pelo anacronismo das práticas profissionais e o descompromisso com a Instituição na qual exercemos nossa atividade (profissional).


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

FIES para a Pós-graduação em vigor

Os estudos nos Programas de Pós-graduação das instituições particulares possuem mais uma forma de financiamento. Passou a vigorar, desde o dia 01 de julho de 2014, a possibilidade de o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poder ser usado por estudantes para financiar mensalidades nos cursos de Pós-graduação das Instituições Particulares. O Portal do Sistema Informatizado FIES se encontra aberto para a adesão das Instiuções. Depois deste período, os estudantes podem fazer a adesão ao FIES no próprio site do Sistema. Com a medida, o Ministério da Educação (MEC) espera que haja aumento no número de propostas de cursos de Pós-graduação pela universidades não-públicas. Estudantes da modalidade de Mestrado Profissional também poderão solicitar o FIES, o que deve provocar um aumento substancial na oferta deste tipo de curso.


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

terça-feira, 1 de julho de 2014

O velho discurso de privatização das universidades

Não esperava por outro coisa que não fossem acusações de que pessoas da equipe do candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, apresentariam um Plano de Privatização das universidades públicas brasileiras. O discurso é tão velho que cheira a mofo. É como se houvesse um grupo que defende as universidades públicas ferozmente, o do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados, e outro, do PSDB, DEM e correlatos que as querem ver pelas costas. Em verdade, o que se tem é um País que não sabe o que fazer com as universidades públicas e as empurra para um modelo de financiamento no qual os pesquisadores são obrigados a participar de uma disputa interna para a captação de recursos quaisquer que sejam os governos. Os mais liberais enfrentam a questão de cara limpa e dizem que querem um modelo misto, no qual o Governo invista mas a iniciada privada também possa fazê-lo. Na prática, com a Lei de Inovação e a legalização da relação com as Fundações de apoio, o modelo misto é aplicado desde 1994. O que sobra é um velho discurso maniqueísta. E só!


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.