quinta-feira, 7 de maio de 2015

Direito ao nome social regulamentado

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 12 de março de 2015, a Resolução 12 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, “estabelece parâmetros para a garantia das condições de acesso e permanência de pessoas travestis e transexuais - e todas aquelas que tenham sua identidade de gênero não reconhecida em diferentes espaços sociais- nos sistemas e instituições de ensino, formulando orientações quanto ao reconhecimento institucional da identidade de gênero e sua operacionalização.” A Universidade Federal de Goiás (UFG) já regulamentou o uso do “nome social” e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) também já iniciou as discussões sobre o tema. É dever de todas as universidades contribuir para o fim das desigualdades. É preciso um mundo com respeito às diferenças. Já vi reações raivosas na internet especificamente contra a Presidente Dilma Rousseff (PT) que, ao meu ver, tomou a mais elogiável e humana medida do seu Governo até agora. Da minha parte, só recebe aplausos!


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quarta-feira, 6 de maio de 2015

O perigo de se compartilhar nas Mídias Digitais

No dia 12 de junho de 2012, um ano antes de assumir o cargo de Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), publiquei o texto “O Falso dilema da Pós e a metáfora do Bebun” neste espaço. No texto, critiquei o trabalho voluntarioso de quem coordenava os Programas, por não ter FG. Passei pela situação durante quatro anos. Atualmente, os coordenadores e coordenadoras de Pós recebem FG e todos os Programas possuem secretária ou secretário. No mais, qualquer coisa publicada à época e compartilhada hoje como se fosse atual, ou seja, fora do contexto, provocará interpretações equivocadas. Considero eticamente grave tal tipo de prática pelo potencial de destruir pessoas e reputações, inclusive institucionais. Hoje, mais uma vez, fui vítima deste de prática que combato. Por descuido, um colega professor da UFAM compartilhou o texto acima comentado. O professo me pediu desculpas por não ter visto a data e por algum tipo de constrangimento que me pudesse ter causado. Aceitei as desculpas, mas, ressalto: estragos que esse tipo de prática pode causar são irreparáveis. Todos devemos ter cuidado sempre que compartilharmos “achados” nos mecanismos de busca.


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terça-feira, 5 de maio de 2015

Seminário de Ações Afirmativas na UFAM

Com o tema “Desafios e possibilidades”, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) abre hoje, às 9h, no Auditório Rio Amazonas, da Faculdade de Estudos Sociais (FES) o “Seminário de Ações Afirmativas na UFAM”. Há quase dois anos, exatamente no dia 20 de maio de 2013, neste mesmo espaço, publiquei “A política de ações afirmativas nas universidades”. Eis o texto, na íntegra: “A política de ações afirmativas nas universidades não pode ser vista meramente como uma espécie de "transferência de renda". É preciso levá-la à sério e atentar para a finalidade precípua das ações afirmativas: diminuir as desigualdades e dar chances a quem nunca teve oportunidades iguais, de ingressar em um Curso Superior. Defender que no sistema capitalista as oportunidades são iguais e que "esse povo deve mesmo é batalhar", como tenho ouvido, é demonstrar falta de leitura política mais acurada e desconhecimento da realidade do povo brasileiro, principalmente dos pobres. Dizer que um filho de alguém das classes mais humildes tem oportunidades exatamente iguais às do filho de alguém das classes mais abastadas é desconhecer a vala que separa as classes no País. Mais que isso, é ignorar as injustiças sociais que se nos apresentam constantemente em cada canto das cidades do País. As ações afirmativas são tentativas de diminuir as diferenças entre os que possuem e os que não possuem oportunidades de ter uma carreira acadêmica digna pelas vias da "concorrência" normal. Cabe ao Estado sim, corrigir discrepâncias em todos os níveis. E assim deve ser vista a política de ações afirmações: um instrumento de acolhimento e integração de pessoas menos favorecidas ao aparato estatal da Educação Superior. É preciso refletir mais profundamente sobre o assunto para não se cometer injustiças.” Hoje tenho o sentimento do dever quase cumprido. Só o terei feito, sobre o assunto, quando a UFAM tiver aprovada sua política de Ações Afirmativas. Estamos quase lá!


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segunda-feira, 4 de maio de 2015

DAV da CAPES tem novo diretor

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) terá um novo diretor de avaliação. É o prefeito do Campus da Universidade de São Paulo, Capital, professor Dr. Arlindo Philippi Jr, que também é membro da Comissão de Acompanhamento do PNPG da CAPES. Ele ocupará o cargo exercido até então pelo professor Lívio Amaral, físico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O novo diretor de avaliação da CAPES, Arlindo Philippi Jr, que ainda nem foi anunciado oficialmente pelo novo presidente da CAPES, Carlos Afonso Nobre, que assume somente no dia 7 deste mês, quinta-feira, registra, na Plataforma Lattes, um currículo de vastas realizações: “tem Doutorado em Saúde Pública (USP), Pós Doutorado em Estudos Urbanos e Regionais (MIT/EUA) e Livre Docência em Política e Gestão Ambiental (USP). É Professor Titular da Universidade de São Paulo. Presidente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Saúde Pública, exerce atualmente a função de Prefeito na Prefeitura do Campus USP da Capital (PUSP-C) tendo sido Pró-Reitor e adjunto de Pós-Graduação da USP. É ainda membro do Conselho Universitário da USP. Na CAPES, é Membro do Conselho Superior tendo atuado como Coordenador da Área Interdisciplinar e da área de Ciências Ambientais tendo sido membro titular do Conselho Técnico Científico de Ensino Superior (2007-2011). Publicou 40 livros, 120 capítulos de livros e 49 artigos científicos em periódicos qualificados, . Possui 172 itens de produção técnica. Participou, como convidado, de cerca de 500 eventos científicos e tecnológicos no Brasil e no exterior.”


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domingo, 3 de maio de 2015

O templo dos puritanos

Às vezes fico com a sensação de que a universidade, lugar que, por definição, se pode duvidar até da existência de Deus, se nos apresenta mais como se fosse um templo dos puritanos. Não à toa, comparo a universidade brasileira com o exército e a igreja em tradicionalismo. Quando leio e ouço o que defino como “esquerda barulhenta” a falar em concepções de universidade fica-se com a impressão de que a universidade é um templo de puros e puritanos, incapazes de cometer qualquer ilegalidade, talvez, um templo das irmãs Carmelitas. Seria irônico se não fosse trágico, só para não deixar de usar essa frase batida. Um clichê que define bem o momento que vive a universidade brasileira. Uma espécie de polícia política se instalou, a cobrar ética de todos, sem devolver em ética o que tanto se cobra. A universidade não é um templo dos puros, muito menos, dos puritanos. Será possível que não se enxerga isso? Ou se mantem a cegueira apenas por comodismo.


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sábado, 2 de maio de 2015

A ética dos que não têm ética

Há, nas universidades brasileiras, um movimento similar ao que ocorre nas ruas e nas Mídias Digitais: cobranças éticas extremistas, quase fundamentalistas, de quem, nem sempre, é tão ético quanto propaga ou cobra dos outros. Entendo que só quem é puro e casto tem o direito de cobrar dos outros o comportamento que nunca teve. Recentemente, li e vi, de um professor, cobranças de comportamento institucional tão extremas, baseadas no que ele ouviu dizer. Não seria um ato de extrema violência condenar alguém a ser proibido de entrar no espaço da universidade apenas pelo que se ouviu dizer? Quer dizer que se alguém for acusado, sem que seja julgado ou condenado, ficará proibido de entrar na universidade brasileira? A ética que se cobra dos outros ou da instituição talvez não seja a mesma que se demonstra dia após dia. Interessante seria que as pessoas, em todos os níveis, avaliassem as besteiras que dizem ou escrevem. Sob pena de se tornarem escravos das próprias palavras.


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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Policiais insubordinados, mas, educados

Soldados da Polícia Militar do Paraná que se recusaram a descer o sarrafo nos professores que se manifestavam foram considerados insubordinados pelo governador daquele estado, o tucano Beto Richa. Pois eu vos digo, em nome de Paulo Freire, tais “elementos” são o de mais educado que pode existir em uma polícia. Professores ou quaisquer outros profissionais que sem manifestam, em uma democracia, jamais podem ser tratados como se fossem bandidos. Ao que parece, o Brasil passou a viver um estado de insanidade coletiva: enquanto vozes se levantam contra o “massacre do Paraná”, há quem o considere normal a ponto de dizer que “a polícia cumpriu o seu papel”. Seria louvável que soldados sempre se insubordinassem contra chefes que ainda não aprenderam que o combustível da democracia é a liberdade de manifestação. Descer o sarrafo em manifestantes é coisa de um tempo que o brasileiro deveria nunca mais querer de volta. Muito embora, ainda há imbecis e insanos com saudades dos militares. Quero sim, militares insubordinados, mas, educados para a democracia.


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