segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A mídia que quer governar

O editorial de ontem do jornal Folha de S. Paulo, denominado “Última chance”, mais parece um ultimato à presidente Dilma Rousseff (PT). Para aqueles que não viveram nem os anos de chumbo do regime militar, nem os momentos que o antecederam, é como se a história se repetisse e a Folha fosse uma voz da mídia, como em 1964, quando chamou a ditadura de “ditabranda”. A mídia completamente livre como o é hoje parece ter dado a ela (mídia) o poder extremo de governar. Se não o deu, a fez tentar usurpá-lo desavergonhadamente. Pôr a presidente da República Federativa do Brasil nas cordas e tentar dizer o que ela deve ou não fazer é, no mínimo, uma arrogância sem tamanho, para não se dizer outra coisa. Em todos os níveis parece acontecer o mesmo: tentam manipular a opinião pública por meio da mídia ou governar no lugar de quem foi eleito. Talvez esta seja mais uma face do “Anacronismo democrático” ao qual me referi ontem aqui neste mesmo espaço.


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domingo, 13 de setembro de 2015

Anacronismo democrático

Quando ingressei na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em 1985, ainda como estudante de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, acreditava, piamente, ter ingressado em um espaço plenamente democrático, no qual as ideias divergentes, ao invés de serem vistas negativamente, eram exaltadas, reconhecidas e incentivadas por ser, ao meu ver adolescente, o combustível da própria vida universitária. O tempo, os fatos, a vida e a carreira como professor da Instituição me fizeram ver que se tratava de um engano dos maiores. O espaço democrático para ideias divergentes é uma fachada. O que se quer, em alguns casos, é impor uma única verdade: a dita verdade coletiva. É um centralismo democrático, um anacronismo democrático, travestido de “vontade coletiva”. A coletividade é muito maior que alguns indivíduos que dela se apropriam e a manipulam. Ainda bem que nem sempre todos se submetem. Combater as desigualdades não significa pensamento único. A pior das desigualdades é querer subjugar uma comunidade em torno de um pensamento único. Não me submeti, não me submeto, não me submeterei.


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Crise afeta a pesquisa brasileira

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, afirma que a Ciência brasileira vive a pior crise nos últimos 20 anos. Com o ajuste fiscal, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) sofreu um corte de 25%. No Ministério da Educação (MEC), o corte foi de 9%. A SBPC também reclama, mesmo antes do ajuste fiscal, dos R$ 2,5 bilhões retirados do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para pagamentos de bolsas do programa Ciência sem Fronteiras. O problema é que os cortes afetaram as agências federais de fomento, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e as agências estaduais, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). A queda na arrecadação afeta, de forma direta e indireta, todos os setores, inclusive, a Pesquisa no País. Principalmente porque o financiamento da Pesquisa, no Brasil, é integralmente estatal. A continuar neste ritmo, até os Centros de Pesquisa, Laboratórios e quetais que possuem convênios com a iniciativa privada terão verbas cortadas. A crise na economia termina por afetar a todos nós, ainda que indiretamente.

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OBS: Post do dia 12/09/2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A covardia coletiva levada ao extremo

No dia 23 de agosto de 2015, aqui, neste mesmo espaço, publiquei a postagem denominada “A covardia coletiva”. Ei-la, na íntegra: ”Nitidamente, ao que parece, professores e técnicos tentam induzir estudantes a ocupar as reitorias das universidades, inclusive aquelas, como a da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), cujos estudantes não entraram em greve. É um tipo de covardia coletiva de quem não tem argumentos para enfrentar nem a categoria, que não aceita este tipo de movimento, nem o Ministério Público Federal (MPF), por conta da Lei de Greve. Tanto é legítimo entrar em greve, quanto é direto não o fazer, caso você não seja convencido pelos argumentos de quem faz a greve. Há, no entanto, a crença de que todos são obrigados a aderir, mesmo que a minoria decida fazê-lo. Quem está do outro lado, como administrador, tem o dever de garantir o direito dos dois lados. Há, porém, uma covardia coletiva. Tanto dos que aderem à greve quanto dos que deixam de fazê-lo: querem obrigar os administradores a tomar partido de um ou de outro lado. É a mais covarde das covardias: tentar obrigar um gestor a fazer o que não pode. Há má fé dos dois lados na tentativa de colocar os gestores em posições extremas de conflito com as categorias. Publicar notícias de invasões e compartilhá-las permanentemente com o objetivo de tentar fazer com que os estudantes façam o que, covardemente, não conseguem fazê-los é de uma insensatez inexplicável. Só o fazem os que são fracos de espírito e covardes e que tentam manipular estudantes. Se todos, juntos, tiverem coragem que o façam, mas, que não tentem manipular estudantes. E, ao que parece, é um movimento ardilosamente contido nas notícias e nos compartilhamentos. Que os estudantes não se deixem manipular!”. No dia 31 de agosto de 2015, estudantes acamparam na Reitoria da UFAM. Terá sido mera coincidência?! Não tenho respostas, apenas a suspeita de que, talvez, a covardia coletiva possa ser levada ao extremo. Tomara estar errado na minha suspeita. Para o bem da UFAM e da sociedade.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A sabedoria popular que não se explica

Lembro-me, como se fosse hoje, do meu avô, Alfredo Guedes Monteiro, que se foi, nos meus braços, como se a vida fosse um mero sopro. Respirou fundo, ouvi um som mais forte, e parou de respirar. Corri, gritei, “o vovô morreu”. Tinha morrido mesmo. Como um passarinho. Aquele cabelo branquinho, um gosto permanente por me ensinar. O Fredó era a imagem permanente que tenho, até, hoje, da sabedoria. Foi ele que me ensinou, e com ele aconteceu exatamente assim, que quando um doente terminal tem uma melhora absurda e aparente, é porque a morte está próxima. Passei a observar mais acuradamente o que ele me ensinara. É raro que assim não o seja. Em tudo na vida, quando as partes envolvidas tentam demonstrar mais força, é quando arquejam, dão o último suspiro: estão prestes a morrer, a acabar, a decretar o fim. Arroubos, frases feitas, palavras de ordem não passam de claras demonstrações de que o fim está próximo, mas, não se quer (nem se pode admitir). Lutar é uma das coisas mais lindas da vida. Não querer morrer é admirável, mas, todos sabemos: a morte é a única certeza. Logo, o que começa nesta vida terá um fim. Nada é indeterminado. A sabedoria popular não se explica. Começa a observar mais acuradamente e verás: quanto mais se tenta demonstrar forças é porque nenhuma força se tem mais.


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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Nem vencedores nem vencidos

Não sei qual será o destino que a Comissão retirada em reunião do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) apontará na nova reunião prevista para o dia 14. Só sei de uma coisa: é preciso que a Instituição seja posta acima de qualquer desavença havida até agora. Só existe verdadeiramente acordo e negociação quando as pessoas desarmam seus espíritos e discutem maduramente o problema, sem se preocupar em resolver o problema a partir do estereótipo de vencedores ou vencidos. Se houver boa vontade de todos os envolvidos no processo, a UFAM sairá mais forte e, o que é mais importante, os estudantes terão o menor prejuízo possível. Em assim não sendo, é pouco provável que se chegue a uma solução segunda-feira. Ao que parece, a comunidade inteira da UFAM aposta em uma saída negociada, sem vencedores nem vencidos, para o bem da própria universidade.


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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Disputa por espaço na entrada da Reitoria

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam) convocou para amanhã, às 9h, na entrada do Centro Administrativo (a Reitoria) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), uma Assembleia Geral. Muito provavelmente para discutir a proposta feita pelo Governo Federal, que começou a fechar os primeiros acordos com Servidores Federais em greve no dia 04 de setembro de 2015, sexta-feira. A prevalecer o que a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) acertou com o Governo, haverá indicativo de fim da greve. Só não se sabe como ficará a “disputa” por espaço físico na entrada da Reitoria da UFAM, uma vez que estudantes de um dos centros acadêmicos da UFAM, ainda não desfizeram o “acampamento”. Acusam tanto a Administração Superior da UFAM de truculência, mas, ao que parece, a disputa por espaço físico na entrada do prédio da Reitoria demonstra o contrário do que dizem.


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