sábado, 31 de maio de 2014

Atividades inviabilizadas durante a Copa

As poucas atividades acadêmicas mantidas pelas universidades localizadas em Manaus estarão praticamente inviabilizadas durante o mês de junho. Isso porque enquanto o preço das passagens e diárias, em alguns casos, triplicou, os recursos para as atividades ficou no patamar de antes. O Governo Federal autorizou que o valor das diárias pagos aos professores que venham a trabalho para Manaus dobrasse. Ainda assim, ficaram no patamar de R$ 400,00. Como os hotéis cobram quase o dobro, as atividades ficaram praticamente inviabilizadas no mês de junho. Promovê-las vai requer um certo grau de habilidade e de boa vontade das partes envolvidas.


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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quando formos obrigados a contrabandear livros

Enquanto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como o Governo brasileiro, com o Ciências sem fronteiras, tentam incentivar a internacionalização da Educação do País, dentro do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) ainda há quem partilhe da visão protecionista de mil, novecentos e antigamente. Pois não é que o deputado federal Vicentinho (PT) apareceu com uma daquelas joias que atravancam tudo! É de autoria dele o Projeto de Lei (PL) 7.299/14 que "proíbe os órgãos públicos federais estaduais e municipais de adquirirem publicações gráficas estrangeiras". Para ele "o poder público não deve favorecer o mercado externo em detrimento das produções nacionais". Na prática, se um devaneio desses vira Lei, estudantes brasileiros de Pós-graduação, inclusive, as bibliotecas das universidades públicas brasileiras, para fazerem a aquisição de algum livro produzido no exterior, terão de praticar o contrabando de livros.


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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Norma técnica não garante qualidade

Quem foi que disse que um livro, uma tese, uma dissertação ou um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) terão qualidade garantida por seguirem as Normas Técnicas emanadas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)? Norma técnica nunca garantiu, nem garantirá a qualidade de nenhum tipo de produto. O máximo que as normas garantem é a padronização dos processos. Processos padronizados, no entanto, não garantem, de forma absoluta, a qualidade. Exigir um padrão no processo de fabricação de qualquer produto deve ser uma opção do consumidor, assim como seguir ou não as NBRs da ABNT, na academia, deve ser uma indicação, mas não uma obrigação. Porque, além de não garantir efetivamente a qualidade, obedecer cegamente, normas externas de Associações ou Conselhos não passa de mais uma das facetas aqui já apontadas do que ousei denominar "perde de autonomia consentida" das universidades brasileiras. Só nos falta aceitar seguir determinações do "Clube da Esquina"?!


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quarta-feira, 28 de maio de 2014

A governança necessárias nas Organizações

Por mais que os estilos de administrar sejam diferentes, nas organizações, as pessoas escolhem seus líderes para liderar, ou seja, para exercer a governança. E abrir mão de liderar é um perigo que pode gerar, inclusive, a rebelião dos liderados. A participação dos liderados, mesmos nas organizações de Educação que, em tese, seriam diferentes, tem um limite: o desejo de participar, de pro-agir, ou seja, o agir antes. Acontece que há muitas pessoas cujo perfil é não agir de forma nenhuma. Muito menos pro-agir. O que elas querem é uma espécie de Manual de Procedimentos com cada uma das atividades prescritas, como se fossem uma receita médica, e ponto final. Quem lidera equipes, portanto, tem de estar atento a cada um desses movimentos sob pena de a equipe implodir. Com uma certeza: a governança só existe se o líder a exercê-la. Às vezes com mão-de-ferro, às vezes com muito amor e acolhimento. Encontrar o ponto de equilíbrio é o maior desafio de quem lidera.


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terça-feira, 27 de maio de 2014

Educamos para quê, afinal?

Às vezes fico com a impressão que um pai manda seu filho para a escola simplesmente baseado no fato de que se o seu vizinho manda, ele também tem de mandar. Ou educamos apenas para que ele (o filho) "consiga se dar bem na vida" ou "arrume um emprego". As escolas, por seu turno, em todos os níveis, parecem ter o perfil do egresso em seus Projetos Políticos Pedagógicos apenas para cumprir uma formalidade contida nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e exigida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Educamos para quê, afinal? A pergunta, em alguns casos, irrita demasiadamente dirigentes de escolas e de Instituições superiores. Na prática, o que se vê, é que, coletivamente, trata-se da pergunta mais mal respondida da Educação brasileira. Fica-se com a nítida impressão de que, no Brasil, educa-se para que o estudante não cruze nem a rua da equina. Há um nítido preconceito contra a Internacionalização. A mobilidade é quase zero dentro do próprio País e, no mais das vezes, das próprias Instituições. Quando não se tem um caminho, qualquer caminho serve. Este parece ser o lema das escolas brasileiras, do nível básico ao superior, passando pelo médio. Talvez, por isso, formemos tantos estudantes medianos. A pergunta do título desta postagem ainda precisa ser respondida. Ou, talvez, nunca deva ter mesmo uma resposta definitiva.


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segunda-feira, 26 de maio de 2014

O ENEM e os cursos menos concorridos

O uso indiscriminado das notas dos Enxame Nacional do Ensino Médio (ENEM) pela universidades brasileiras provou dois fenômenos que merecem ser melhor estudados: um intenso rodízio de estudantes nos cursos menos concorridos e um atraso no fechamento das turmas que provoca problemas didáticos para professores e estudantes. Como existem infinitas filas eletrônicas para o preenchimento das vagas, novos estudantes são incorporados às turmas existentes até quase o final do período letivo. Rigorosamente, estão reprovados por falta. Logo, são sérios candidatos ao famigerado jubilamento. Relativamente aos cursos menos concorridos, passaram a funcionar como uma espécie de pré-vestibular para quem não consegue aprovação nos cursos que deseja. No ano seguinte, fazem novo ENEM. Caso sejam aprovados nos cursos que desejam, abandonam o curso anterior. Parece ser claro, portanto, que esses dois movimentos devem ser melhor estudados.


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domingo, 25 de maio de 2014

Evasão e retenção que promovem a exclusão

Há, nas universidades brasileiras, um discurso de inclusão que não combina com a prática exclusiva e elitista, apesar de todas as políticas públicas de quotas, aliás, só aplicadas, em muitas delas, por força de lei. Os números da evasão e da retenção, ano a ano, são assustadores e revelam uma universidade que, ao invés de investir na agilidade, na flexibilidade e na qualidade dos cursos de graduação, tem como política a expulsão, proibida, inclusive pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) mas, posta em prática e de forma míope, em nome da autonomia. É algo que me choca e dói, ver, anualmente, estudantes expulsos das universidades, não por culpa única e exclusiva deles, mas, de professores que não ministram as aulas que deveriam e coordenadores que, no máximo, distribuem os horários das disciplinas mas se eximem de qualquer atuação verdadeiramente pedagógica. Afora o fato de as instituições não possuírem efetivo acompanhamento psicopedagógico e investirem na política da exclusão e do cerceamento do direito dos estudantes como regra. O direito básico da prova de segunda chamada, por exemplo, na prática, é ignorado pela maioria dos professores. Quando não, há alguns que ainda avisam:"Você pode até requerer a segunda chamada, mas, não será aprovado. Isso se eu for obrigado a fazer a prova". Lastimável que aberrações como essas sejam muito mais comuns do que se possa imaginar. E são comportamentos desse tipo, que parecem de pouca importância para alguns, os que iniciam o processo de evasão ou retenção de estudantes nas universidades brasileiras. Há muitos arautos da moralidade, que perseguem, inclusive colegas professores e professoras, mas, admitem como normais atrocidades como essas. Só não apelo para porem a mão na consciência porque, certamente, teriam extrema dificuldade de localizá-la. Quem aceita como normal esse tipo de comportamento, certamente, porá a mão no vazio.


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