segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Prazo prorrogado no Bolsa Universidade


O prazo para a entrega dos documentos de quem se inscreveu no Programa Bolsa Universidade, da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), que se encerrava hoje, foi prorrogado para o dia 23 deste mês, quarta-feira. Quatro dos cinco postos disponibilizados pela Prefeitura para a entrega dos documentos funcionarão em horário estendido, até às 19h30, sem intervalo para o almoço. É importante ressaltar que as inscrições feitas pelo Portal da Prefeitura só serão validadas após a entrega dos documentos exigidos. Os estudantes inscritos concorrem a 20 mil vagas no Programa.   Quem concorre às vagas na na Fametro, Nilton Lins, UniNorte e Ciesa deve se dirigir às próprias universidades e centros universitários para a entrega dos documentos necessários. Quem concorre às vagas nas demais Instituições (Dom Bosco, Fucapi, IAES, La Salle, Literatus, Martha Falcão, Materdei, Boas Novas e Maurício de Nassau), terá de se dirigir à sede do Programa Bolsa Universidade, localizada à Rua Fortaleza, Adrianópolis. Os postos de tenadimento do Bolsa Universidade instalados nas Instituições Fametro, Nilton Lins e UniNorte funcionam das 8h às 19h30. O posto do Ciesa funciona de 8h às 17h. É aconselhável que os estudantes que concorrem às vagas não deixem para a última hora. Embora tenha havido prorrogação do prazo, não se tem garantia de que haja nova prorrogação. Portanto, o melhor a se fazer é aproveitar essa chance de "respirar" e entregar os documentos exigidos até quarta-feira, dia 23 de janeiro de 2013.

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domingo, 20 de janeiro de 2013

MEC constata falta de condições de trabalho nas universidades


Seria cômico se não fosse trágico, mas, enfim, quatro meses após o fim da mais longa greve dos últimos tempos entre os professores e professoras das universidades públicas federais brasileiras, o Ministério da Educação (MEC) e o jornal Folha de S. Paulo, descobriram o porquê de termos feito a greve. A comissão mista que avalia o processo de expansão da universidade pública brasileira, especificamente o do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) entregou ao Ministro Aloizio Mercadante Oliva o relatório final de um trabalho que começara há seis meses. E, basicamente, constatou os mesmos problemas da falta de condições de trabalho apontado pelos professores e professores na pauta de reivindicação que resultou na greve de 120 dias. A comissão indicou medidas a serem tomadas para garantir "um ensino de qualidade". Instituído em 2007, por decreto, o Reuni ampliou o número de vagas para o ingressos de estudantes nas universidades públicas brasileiras mas não ocorreu a expansão do número de professores e de técnicos na mesma proporção do crescimento do número de estudantes. A crise que a universidade brasileira enfrenta é resultado de 20 anos sem verbas para manutenção e custeio. Uma das proposições da comissão é que seja feito um resgate desse passivo. Sem muitos detalhes, pois só na próxima semana o relatório será disponibilizado no site do MEC, a comissão indica que o Reuni teve problemas exatamente por esbarrar na falta de verbas para custeio das universidades brasileiras. A comissão, criada em julho de 2012, foi composta por dois representantes do Ministério da Educação (MEC) e o mesmo número de representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da UNE e dos estudantes de pós-graduação do Brasil. Resta saber o que será efetivamente feito para que nós, professores e professoras, tenhamos condições dignas de trabalho, fato que, não ocorre, nesses últimos 20 anos.

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sábado, 19 de janeiro de 2013

Parfor: cinismo e cretinice na universidade brasileira


Parece haver um certo cinismo, quiçá não seja cretinice, na universidade pública brasileira. Durante a greve de 120 dias dos professores e professoras, grande parte da categoria fez discursos veementes contra o Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). Hoje, porém, não sei a realidade das demais universidades brasileiras, mas, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a maioria absoluta dos professores viajou ao interior para ministrar disciplinas no Programa. Do ponto de vista financeiro, é uma mina. Além dos salários que recebem ao final do mês, professores e professoras que participam do Parfor são agraciados com a seguinte remuneração: para disciplinas de 40h, recebem quatro bolsas de R$ 1.300,00, ou seja, um total de R$ 5.200,00. Se a disciplina fora de 60h, são seis bolsas de R$ 1.300,00 durante seis meses, o que dá um total de R$ 7.800,00. Cada professor ou professora pode participar de até duas disciplinas. Para ter direito a uma das duas modalidades de bolsa o professor ou professora precisa passar 15 dias em uma cidade do interior do estado. Em 30 dias, um professor (ou professora) pode acrescer ao seu salário duas bolsas de até R$ 7.800,00, o que perfaz um total de R$ 15.600,00. Só que, para fazer jus a esse montante, professor ou professora devem deixar seus estudantes da sede sem, no mínimo, 30 dias de aulas, uma vez que não pode ministrar duas disciplinas, ao mesmo tempo, no Parfor. Até aqui, tocamos apenas na questão financeira. Nessa perspectiva, para professores e professoras mal-remunerados como somos, é o que se pode chamar de "mão na roda". Do ponto de vista pedagógico, porém, é a comprovação do cinismo, da cretinice e da mediocridade levados ao extremo. O mesmo professor que, na capital, ministra a disciplina em quatro meses e reprova a maioria da turma, sai para um Parfor, quando tem de ministrar até nove horas diárias da mesma disciplina e aprova todos os estudantes. Há algo de errado no reino da Dinamarca. Enquanto, em Manaus, dos 5.500 estudantes que ingressam na Ufam, 30% (trinta por cento) são reprovados, no Parfor, são 100% de aprovação. Oras, não se precisa ser nenhum ser inteligente para perceber que, do ponto de vista do Ministério da Educação (MEC) e da política pública em vigor, o melhor é que a universidade brasileira inteira se transforme em um grande Parfor. Para se chegar aos resultados exigidos pelo MEC, o melhor mesmo é que cada disciplina seja um Parfor. Imaginem o que seria um disciplina, em apenas 15 dias, com 100% de aprovação? É tudo o que o MEC quer. Depois de 15 dias os professores e professoras ficariam livres para desenvolver atividades de Pesquisa e Extensão. Se não somos crápulas e enganadores, o melhor modelo é o do Parfor que, em 15 dias, ministra uma disciplina de até 60 horas com 100% de aprovação. Não sejamos cretinos! Isso é um modelo que, pedagogicamente, é a maior enganação da universidade brasileira. Serve aos interesses eleiçoeiros do Governo Federal mas, do ponto de vista didático-pedagógico, é assumir a mediocridade como regra. Sejamos menos cretinos e assumamos que enganar estudantes e a população é a melhor política e criemos um Parfor para Manaus. Assim, cada disciplina da Ufam será oferecida em 15 dias com aprovação total. Em não sendo assim, peitemos o Governo Federal e não aceitamos esses programas que nos colocam em disputa constante com os colegas pelos minguados reais de remuneração. Sejamos, no mínimo, honestos conosco e deixemos de criticar esses programas "meia-bocas" do Governo. É o que se espera de quem realmente defende uma universidade pública, gratuita e socialmente referenciada. Quem se torna escravo desses programas como forma de complementar os salários não moral para criticar ninguém. E quem defende esse modelo nefasto de universidade que não me venha pedir apoio na candidatura para reitoria, Candidatos que representam e defendem esse modelo de universidade não terão o meu apoio. Defendo uma Ufam e uma universidade brasileira diferente deste modelo neoliberal que aí está. Reflitamos sobre esse modelo que usa programas como forma de engordar salários. Empurra para a morte da universidade pública brasileira e questiona qualidade dos cursos na capital. Reprovar aqui uma média de 30% de estudantes aqui em Manaus e aprovar o total no Parfor é cretinice. Que não aceitemos essa prática como normal.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sacramentado o racha entre Perales e Frota na Ufam


O racha entre a atual reitora, Márcia Perales Mendes e Silva e o ex-reitor, Hidembergue Ordozgoith da Frota, que a indicou, foi sacramentado ontem. Depois de muitas idas e vindas, convites negados, feitos (aceitos e não aceitos), a turma comandada pelo ex-reitor, Hidembergue Ordozgoith da Frota, cujo principal articulador é o professor de Física, Marcílio Freitas, finalmente "fechou" uma chapa para a disputa da reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) este ano. O professor da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), Henrique dos Santos Pereira, será o candidato a reitor, tendo como vice o professor do Instituto de Computação (Icomp), José Pio de Souza. Professores já começam a ser convidados a participar da primeira reunião da nova chapa, que ocorrerá no curso de Matemática. Padrinho político da atual reitora, Márcia Perales, Frota não quer mais nem ouvir falar na possibilidade de ela se reeleger. Aliás, devo um pedido de desculpas públicas aos demais professores do Departamento de Física da Ufam que não participam das articulações para esta "nova chapa". Há, no curso, professores não comungam das ideias do ex-reitor e não gostam nem de imaginar alguém nos corredores os confundindo com a "turma da Física", como aqui denominei. O certo é que, agora, três nomes já estão definidos para a disputa: a atual reitora, Márcia Perales, o recém-eleito diretor da Faculdade de Estudos Sociais (FES), Sylvio Puga, e o novo candidato do grupo apoiado pelo ex-reitor, Hidembergue Frota, Henrique Pereira. Mais certo ainda é que a campanha para a reitoria da Ufam nunca demorou tanto a ganhar os corredores. Como a listra tríplice deve ser enviada ao Ministério da Educação noventa dias (90) antes de terminar o mandato da atual reitora, no máximo, no início de abril, tudo já deveria estar resolvido. Sem falar que, por causa da greve, no dia 18 de abril o período letivo será iniciado. Corre-se o risco de uma consulta pública sem a participação efetiva, principalmente dos estudantes, e de grande parte dos professores que marcaram o início das férias para a segunda quinzena de abril. Será, com certeza, uma das mais atípicas consultas para a escolha que dirigirá a Ufam nos próximos quatro anos.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Tons de cinza nas eleições para os conselhos da Ufam


Sem nenhum tipo de trocadilho relacionado ao meu colega Antônio José Valle da Costa, o Tom Zé, membro da Comissão Eleitoral, mas, com uma bem-humarada relação entre o livro "50 tons de cinza" e a companhia de aviação, Azul Linhas Aéreas, é que começo a comentar o fato de ainda não se ter o resultado das eleições para a escolha dos representantes das unidades, nos três níveis, para os conselhos superiores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Por mais inusitado que possa parecer, e por isso comecei esta postagem com humor (para não chorar), a Azul Linhas Aéreas foi a responsável pela suspensão da divulgação do resultado das eleições para o Conselho Universitário (Consuni), para o Conselho de Administração (Consad) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Ufam. O leitor ou a leitora devem se perguntar:"mas como?". É difícil de acreditar, mas, a fusão da Azul com a Trip (lá me vem novo trocadilho) provocou uma confusão sem tamanho nas eleições da Ufam. É que a Azul se recusou a embarcar as urnas e os impressos relativos à eleição nos Campi da Ufam no interior do Estado. Os funcionários da empresa alegaram que "na fase de reestruturação" não transportam cargas, mas, apenas, passageiros. Com isso, as urnas não chegaram (e sabe-se lá quando vão chegar) em tempo para que a eleição ocorresse no mesmo dia na capital e no interior. A Comissão Eleitoral tomou, então, a decisão de lacrar as urnas com os votos da cidade de Manaus e depositá-la no cofre da Comissão de Vestibulares (Comvest) até que a votação seja realizada nas cidades do interior (Benjamin Constant, Humaitá, Coari e Parintins) a fim de que o resultado das eleições seja apurado no mesmo dia. A Azul, por mais incrível que isso possa parecer, terminou tirando o brilho (se é que houve brilho, uma vez que a participação dos três segmentos na votação foi pífia) do processo de escolha dos novos conselheiros do Consuni, do Consad e do Consepe da Ufam. Uma notícia dessas divulgada no dia em que a Instituição comemora (oficialmente) 104 anos é desanimadora.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ministro da Educação recebe presidente do ANDES


A postura do Ministério da Educação (MEC) em relação ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) e do ANDES eu relação ao MEC parece ter dado uma guinada de 180 graus e mudado da água para o vinho. Depois de uma greve de 120 dias "suspensa" no fim de agosto do ano passado, o ministro Aloizio Mercadante Oliva reuniu-se ontem com a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, que, à saída da reunião, disse ter havido avanços. O clima, nem de longe, se assemelha que vigorava durante a greve, quando o Governo Federal se negava a receber os professores e professoras em greve. A grande novidade revelada por Marinalva Oliveira é que o ministro da Educação assumiu que há necessidade de se estabelecer uma interlocução maior entre o MEC e a entidade representativa dos professores das universidades federais brasileiras e se comprometeu em marcar uma série de encontros para que as negociações iniciadas no período da greve sejam retomadas. Oliveira deixou claro que os professores das federais não se contentaram com o que foi aprovado no "acordo" que resultou na "suspensão" da greve e esperam avanços, este ano, na questão carreira e da falta de condições de trabalho. Que esse espírito de civilidade predomine e que o MEC reconheça as fragilidades do processo de expansão que houve e lute, juntamente com as entidades, para que o Governo efetivamente crie as condições necessárias para uma expansão seja boa para a comunidade, mas, que respeite, no mínimo, os direitos trabalhistas dos professores e professoras.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O ménage a tróis de avatares e as Mídias Digitais



Grande parte das pesquisas (e dos textos delas advindos) sobre a Internet no Brasil e no mundo está contaminada pelo fetiche da tecnologia. E isso provoca equívocos que passam a se transformar em regra ao longo do tempo. Um dos mais graves, por exemplo, é utilizar a expressão "mídias sociais" como se significasse exatamente Twitter, Facebook e quetais. Há muito, no Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e no Programa de Mídias Digitais (ECOEM/UFAM) mudamos essa abordagem. No ECOEM/UFAM (veja nosso portal ainda em fase experimental) não somos contaminados pelo fetiche da tecnologia. Entendemos que smartphones, tabletes e afins são "dispositivos móveis" por meio dos quais os usuários promovem experiências receptoras, tanto das mídias tradicionais (Rádio, TV, Jornal, Cinema), quanto das Mídias Digitais (todo o tipo de tecnologia digital que existe ou que venha a existir capaz de otimizar a circulação de informações digitalizadas). Acontece que nas Mídias Digitais tanto se pode ter experiência receptoras dos mídias tradicionais quanto da "nova mídia". Os dispositivos móveis são as plataformas, os dispositivos tecnológicos que servem de base para a recepção. Mais nada! Assim o é, também, com o que alguns teóricos chamam indistintamente de "redes sociais", "mídias sociais" e coisas do gênero. Os sites do Facebook, do Twitter, do FourSaquare e qualquer outra "rede" que surgir não passam de ferramentas. São o suporte tecnológico para que os usuários construam suas redes. A utilização a apropriação desses espaços sim se constituem em redes sociais. Na prática, há uma rede social para cada um dos usuários e em cada uma das plataformas que ele utilizar. Entendemos, portanto, que os dispositivos móveis e as Mídias Digitais só fazem sentido se auxiliarem a diminuir a solidão das pessoas. Se fizerem com que as pessoas, no mundo real, se encontrem mais e aprendam a transformar a vida em uma "tremenda curtição" como o fazem nos espaços individuais e nas redes (sociais) que criam nas Mídias Digitais. Em assim não sendo, terminam por criar um exército de solitários que não encontra mais prazer em outra coisa a não ser expandir o número de seguidores das vossas redes. Passam a praticar uma espécie de ménage a tróis de avatares. Com isso, os encontros e as interações virtuais ganham mais importância do que as trocas da vida real. Ou criamos um grupo de Internautas Anônimos (IA) para tratarmos coletivamente desse mal ou a prática do ménage a tróis de avatares será a marca registrada dessa geração de zumbis digitais. E nós, os pesquisadores da área, temos imensa responsabilidade para e com esses zumbis. Isso se já não formos um deles.

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