Parece cada vez mais difícil a alguns professores e técnicos compreender a importância dos estudantes no processo de formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Não se trata meramente de uma visão de marketing. A questão é reconhecer que a universidade existe por eles e para eles (e elas). Logo, se defendemos princípios básicos da democracia e neles acreditamos, não podemos deixar de reconhecer que a participação dos estudantes em todos os processos decisórios é fundamental. E não me venham com esse discurso de que os estudantes não participam de nada porque se isso for verdade, é um indicador da nossa incompetência (dos professores e professoras). Se optamos até agora por administrações míopes e assépticas politicamente devemos assumir que é assim que olhamos a universidade. Desconhecer, porém, a importância dos estudantes em todos os processos é negar o princípio básico da universidade: a autonomia e a democracia. Reflitamos todos sobre isso antes que seja tarde demais e a própria universidade venha a fenecer.
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O clima na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) é de fim de festa. Nem mesmo o fato de a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) ocorrer em Manaus, nas dependências da Ufam, parece empolgar muita gente. O que se nota entre estudantes e professores é um desejo imenso de o período terminar logo. Houve, pelo jeito, um estresse institucional provocado pela consulta pública que deve ter contaminado professores e estudantes. Principalmente os estudantes ainda não engoliram o fato de o professor Nélson Fraiji ter obtido mais de 6.000 mil votos e ter sido derrotado pela professora Márcia Perales, que obteve 4.000 votos. É por essas e outras que nós do movimento “A Ufam para o futuro” sempre defendemos o voto universal e continuaremos e defendê-lo, pois só assim se evita esse tipo de situação. Algo tem de ser feito para evitar que haja sempre uma aura de ilegitimidade no processo.
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O que se esperava dentro da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) era que o discurso de campanha durante o processo de consulta pública de que não haveria perseguições vingasse. Ao que tudo indica, não passava de balela. Há sim, uma perseguição velada. Quem não acompanhou a candidatura oficial começa a ver projetos barrados enquanto os amigos do rei (e agora da rainha) navegam em águas calmas. Essa foi uma bandeira que levantamos em todos os debates e defendemos como princípio do movimento “A Ufam para o futuro”. No debate final, todos os candidatos prometeram a mesma coisa: respeito aos adversários e o fim da disputa assim que o resultado fosse proclamado. Tudo balela. A reação omissa da reitoria ao episódio e invasão e agressão a mim foi uma demonstração de que o reitor Hidembergue Hordozgoith da Frota não desceu do palanque até agora. O que se vê é uma interferência direta da administração atual na nomeação dos cargos de confiança da administração futura. E não é para menos. Não fosse a mão-de-ferro com reitor atual no processo a candidata oficial teria perdido as eleições. O processo demonstra que na Ufam como fora dela, o poder e os cargos decidem eleições quando há equilíbrio nas disputas.
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Circula nos bastidores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que um dos principais projetos para a área de Comunicação Institucional é a criação do Centro de Comunicação Integrada (CCI). Não passa de uma cópia da proposta que apresentamos à comunidade na primeira vez que participamos da disputa pela reitoria, ainda com a chapa “A Ufam de todos nós”. Aliás, no início das discussões, em 2004, o nome proposto era o mesmo. Depois, evolui para Centro de Comunicação Digital (CCD). O órgão seria composto pela TV Ufam, Centro de Educação a Distância (CED) e integraria todas as atividades de comunicação da Ufam. Ainda não se sabe como o projeto vai sair do papel nem qual será a sua função, mas, espera-se, que, enfim, a Universidade tenha uma assessoria capaz de gerenciar todos os eventos de comunicação. Não temos nenhum tipo de problema que nossos projetos sejam copiados. Quando isso acontece, aliás, é sinal de que fizemos o melhor trabalho de prospecção dos problemas da Ufam.
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Em função da reunião anual da Sociedade Brasileira pra o Progresso da Ciência (SBPC) ocorrer nas dependências da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) a grande maioria dos cursos de férias não será oferecida aos estudantes. Esse tipo de curso, aliás, precisa ser rediscutido nas universidades brasileiras. São cursos que podem funcionar como instrumentos eficientes de gerenciamento do processo ensino-aprendizagem. No entanto, terminam servindo apenas para manter professores substitutos em atividade enquanto os professores de carreira desaparecem das instituições. É fundamental entender os cursos de férias como parte do processo de avaliação. Eles seriam verdadeiramente eficientes se funcionassem como forma de complementar as atividades e os processos de aprendizagem de estudantes que não conseguiram desempenho efetivo durante o período normal. Assim, a avaliação seria mais plena. Para isso, porém, é necessário que se mude radicalmente a forma de como se entende a avaliação nas universidades brasileiras.
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“Deixa-me chorar, ilusões perdidas...”. O refrão de uma música popular brasileira cantada por José Augusto parece empurrar a geração mais antiga de professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A sensação de desilusão completa também passa por mim desde a agressão sofrida no auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). Não tanto pela agressão em si, mas pela sensação de abandono completo por parte da instituição na qual desenvolvo minhas atividades profissionais. Essa também é a sensação das pessoas que encontro pelos corredores. Professores cansados de uma luta quase insana contra um modelo de universidade que nos mata a cada dia. Não tenho a intenção de me entregar e nem de deixar que nossos companheiros de luta também se entreguem. Aqui vale apenas o registro do momento de tristeza que grande parte da comunidade vive.
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É impressionante a falta de informações oficiais claras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) sobre os concursos públicos. A simples assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) não isenta a Ufam de prestar informações precisas aos candidatos. Em nome da transparência e do respeito à própria imagem da instituição, tanto os concursos que foram anulados de ofício quanto os que são passíveis de anulação deveriam ser informados clara e precisamente aos candidatos e à sociedade. Não é possível admitir em um TAC que seis certames possuem vícios insanáveis se que seja dito quais vícios são esses. Além do mais, se há vícios insanáveis em parte do certamente, como entender que os demais, objeto do mesmo edital, não sejam prejudicados? Parece evidente que se houve problema em um edital, este deveria ser totalmente anulado. Não é concebível que se anule parte de um concurso se todos estavam sob a égide do mesmo edital? Caso a universidade tomasse precauções e tivesse preocupada com a possibilidade de anulação total do concurso, deveria publicar editais por unidades acadêmicas. Assim, se tivesse problema em concurso de uma unidade, as outras não seriam prejudicadas. Com TAC ou sem TAC, se a juíza Jaiza Fraxe aplicar a letra dura da lei, adeus concurso inteiro do edital 013/2008.
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