terça-feira, 31 de março de 2015

Relembrar para educar

Todos nós, professores e professoras, temos o dever de ir para as nossas salas de aulas e relembrar. Relembrar para educar. E se não relembramos porque por ele não passamos, pelo menos devemos estudar, e muito, o que foi o dia 31 de março de 1964. Estudar para que não aceitemos, nem por brincadeira, que se vá às ruas e se peça a volta dos militares ao poder. Estudar para relembrar e não estimular tamanha sandice. Lembras das pessoas que foram presas, torturadas e mortas para que ganhássemos o direito de ir às ruas nos manifestar. Lembrar que a liberdade democrática é o direito mais sagrado que temos e dele não devemos abrir mão. Relembrar, estudar e se dedicar a conhecer mais o País no qual se vive é praticar o exercício pleno da cidadania, coisa cada vez mais rara em todas as democracias. Ainda assim, é por relembrar (e estudar) que devemos medir bem, pesar cada detalhe para poder respeitar os sádicos, sim, por sermos democráticos. Mas, enfrenta-los para que não se corra novo risco de se viver, de novo, mais de 20 anos sob a égide de uma ditadura.


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segunda-feira, 30 de março de 2015

Currículos menos rígidos na Educação brasileira

No dia 28 de março de 2015, neste mesmo espaço, sob o título “A escola como espaço dos prazeres”, iniciei a postagem com a seguinte afirmativa: “a maior revolução que o Brasil precisa enfrentar no campo da Educação é transformar o espaço de aprendizagem em um lugar dos saberes e dos prazeres”. Por uma dessas coincidências difíceis de se explicar, deparei-me hoje com um link para o Blog do Josias, cujo título é “Janine defende Educação sem currículos rígidos”. Antes, no dia 24 de março de 2015, tratamos de o “Fim do conteúdo em matérias”, passo tomado pela Finlândia, pais considerado o de melhor educação básica no mundo. Além de uma escola mais prazerosa e alegre, o novo ministro defende que sejam ofertados, cada vez, mais, cursos abertos, sem definições profissionais, para aumentar a qualidade de vida dos estudantes. Posso antever que o ministro pode até não ter problemas dentro do Governo ou do MEC para dar vazão às ideias que tem. No entanto, certamente, encontrará resistência entre professores e professoras que ainda não venceram o preconceito de que a aprendizagem só ocorre na sala de aula e que a escola, em todos os níveis, deve preparar para o mercado. Do meu lado, tenho a convicção que devemos formar para a vida. Tomara que o ministro consiga convencer o maior número possível de agentes da Educação a respeito das suas ideias para a Educação brasileira.


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domingo, 29 de março de 2015

Desafios do novo ministro da Educação

A ida de Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação (MEC) foi saudada por intelectuais de vários matizes com um acerto da presidente. Se não é um gesto de ousadia, é, no mínimo uma tentativa de retomar o comando do próprio Governo. Resta saber se ele terá a autonomia para tirar do papel e transformar em realidade o lema “Pátria Educadora”. O ministro tem, no entanto, dois desafios muito maiores: cuidar da educação básica, haja ou não condições de tirar o papel o “Pátria Educadora” e olhar para o Norte e o Nordeste com a distinção que deve ser feita. Não que precisemos de proteção, mas, o olhar não pode ser o mesmo em função das idiossincrasias. Uma delas, talvez a pior, é o “Custo Amazonas”, que afeta não só o salário dos professores quanto o a administração das universidades e institutos. Na educação básica, o desafio é, talvez, mudar o próprio sistema atual e pensar em algo como a proposta do senador Cristovam Buarque de federalizá-la. Há muito a ser feito!


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sábado, 28 de março de 2015

A escola como espaço dos prazeres

A maior revolução que o Brasil precisa enfrentar no campo da Educação é transformar o espaço de aprendizagem em um lugar dos saberes e dos prazeres. E não em um espaço permanente de tortura. No espaço atual, dos ensinos Básico ao Superior, passando pelo Médio, o que se tem são professores aborrecidos, mal remunerados e descomprometidos, pais descrentes e estudantes mais ainda: sem contar, também, a falta de compromisso. Não há local que resista a um triunvirato tão negativo quanto esse. É preciso mudar a concepção. O local tem de ser do saber e do prazer. Todos os envolvidos no processo de aprendizagem precisam encarar o que se convencionou chamar de aula como o espaço prazeroso da troca de saberes. Em não sendo assim, não há motivação. E, sem motivação, não há revolução, portanto, mudança. Ou nos espelhamos na Finlândia, por exemplo, que aboliu as matérias nas escolas ou teremos o fracasso como resultado independentemente das metas. Educação de qualidade se faz com ousadia e novos métodos e não apenas com números.


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sexta-feira, 27 de março de 2015

Renato Janine Ribeiro no MEC

No final da tarde de hoje o Palácio do Planalto anunciou o nome do novo ministro da Educação. É o doutor em Filosofia e professor da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro. Ele já dirigiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e tem bom trânsito entre os intelectuais do setor, por ser um dos filósofos e intelectuais dos mais respeitados do País. Por linhas tortas, e em função de um episódio dos mais desagradáveis, a demissão pela Câmara dos Deputados, do então ministro Cid Gomes (PROS), a presidente Dilma Rousseff (PT), com a escolha do novo ministro da Educação, parece mandar um recado claro: voltou a assumir o controle do seu próprio governo. Gomes não tinha credibilidade entre nenhuma das lideranças do setor da Educação e não disse a que veio. Em meio a uma crise de popularidade, alta da inflação e, digamos, de governança, Rousseff precisava retomar o comando do próprio governo. Pelo jeito, começara a fazê-lo. A posse do novo ministro será dia 6 de abril.


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quinta-feira, 26 de março de 2015

MEC não terá corte no Orçamento

Os primeiros sopros de otimismo para a Educação surgem em Brasília. O novo ou a nova ministra da Educação terão menos problemas para tirar do papel o Plano Nacional de Educação (PNE) caso se confirme que o corte de 30% no Orçamento, pelo menos da Educação, não ocorrerá mais. Não há nenhuma confirmação oficial, mas, fontes palacianas revelam que é desejo da presidente Dilma Rousseff (PT) tirar as universidades públicas brasileiras do sufoco que estão no início do ano e retomar, na prática, o lema que lançou ao assumir o segundo mandato: “Pátria Educadora”. Por linhas tortas, um dos pontos positivos é a saída do próprio ministro. Cid Gomes (PROS), político nato e, pela forma como saiu, de oposição e não de situação, como fingia ser, não era bem-visto por ninguém no setor da Educação. Resta saber quando os repasses de verbas para as universidades retomam à normalidade. Se antes os repasses eram de 1/12 ao mês, passaram para 1/18 e deixaram algumas universidades sem condições de pagar quaisquer dos serviços terceirizados. Só a especulação de que não serão efetivados mais os cortes anunciados no ajuste fiscal já mudaram o clima na área.


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quarta-feira, 25 de março de 2015

O mundo não é disciplinar

Houve um tempo em que, para o avanço da Educação e da própria Ciência, o mudo teve der ser divido em disciplinas, matérias, caixinhas... para poder ser entendido. Hoje, com o avanço da Ciência e da forma de olharmos o mundo e nos olharmos dentro dele, dividi-lo para, em seguida, tentar remonta-lo não dá mais conta a complexidade do mundo. Assim, o conteúdo escolar dividido em matérias, sem que se faça o que Edgar Morin denominou “religação dos saberes”, fará com que a escola tradicional desmorone não apenas fisicamente, mas, e, principalmente, na estrutura curricular. Por isso, não foi à-toa que a “Finlândia será o primeiro País do mundo a abolir a divisão do conteúdo escolar em matérias” fato comentado na postagem de ontem “O fim do conteúdo em matérias”, neste mesmo espaço. Com o surgimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) e o acesso livre à informação no que se pode considerar o maior banco de dados do planeta, quem domina (e centraliza) a informação não somos mais nós os professores e professoras. Por isso o mundo da sala de aula fica cada vez mais distante do mundo, logo, é mais complexo aproximá-lo da realidade do estudante. Este sopro de renovação do trabalho multi e transdisplinar de professores e professoras certamente será capaz de arejar o ambiente da escola.


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