quinta-feira, 30 de abril de 2015

O método Beto Richa de educar

As imagens correm o mundo inteiro. São professores feridos por um ataque insano da Polícia Militar comandada pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que mandou descer o sarrafo nos professores e em quem se manifestasse contra o governo dele. O episódio é lastimável e merece o repúdio de toda a sociedade. Tem um lado pedagógico, porém, à parte a violência insana: demonstrar aos babacas e bobocas que viviam a pedir a volta da ditatura uma amostra grátis de o que seria o País caso houvessem militares ditadores no poder. Para piorar, os mesmos babacas que apareceram nas manifestações com cartazes “fora Paulo Freire”, infelizmente, não puderam provar e sentir na pele o “método Beto Richa de educar”. Ironia das ironias, a vida, no episódio, demonstra claramente as diferenças pedagógicas entre um método e outro de governar. E, por ampliação, de educar. Que apareçam novos paulos e novos freires.


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quarta-feira, 29 de abril de 2015

A inclusão pela Educação

É impressionante como alguns colegas professores e professoras não compreendem o papel social da Educação no processo de inclusão social. Em geral, tratam o estudante a ferro e fogo, como, talvez, também tratem os filhos: pouco diálogo, ou quase nenhum, e muita ordem. Como se o lema tivesse de ser sempre “ordem e progresso”. Acontece que em Educação, quase sempre, a desordem e a criatividade são mais importantes que a ordem. O mundo da vida é complexo e desordenado. E a escola deveria preparar, conjuntamente com a família, para a vida. Assim, a Educação só cumprirá o papel de inclusão quando for criativa até na desordem.


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terça-feira, 28 de abril de 2015

Hoje é o Dia da Educação

Confesso que nem eu sabia, porque dizer que não me lembrava seria uma mentira. Mas, há pouco, recebi a promoção de uma editora universitária que me oferecia livros com desconto por ser o “Dia da Educação”. Outra confissão: não vi, em nenhum lugar, a não ser no próprio anúncio, qualquer menção sobre o “Dia da Educação”. Não sei se estamos tão desiludidos com o Dia disso e o Dia daquilo que nem ligamos mais para tais dias que, como o tal slogan da presidente Dilma Rousseff (PT) “Pátria Educadora”, até agora não deu em nada. Como presente pelo Dia da Educação, nós, os professores e professoras, recebemos a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar a contratação nas universidades federais por meio de Organizações Sociais (OSs). Sem falar na terceirização Plena que segue a passos largos. Realmente, não temos nada a comemorar no Dia da Educação.


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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Os cada vez mais restos de ontem

No dia 4 de fevereiro de 2014, neste mesmo espaço, publiquei a postagem “As Mídias Digitais e o jornalismo resto de ontem”. Descarada e desavergonhadamente, as pessoas passaram a compartilhar postagens antigas como se fossem atuais. E o fazem sem nenhum tipo de pudor. O mais degradante é quando professores de Comunicação, e até de Jornalismo, também promovem a mesma prática e não consideram que seja nenhum problema. Chegam a argumentar que o material foi disponibilizado por outra pessoa e cabe ao “atingido” tomar as providências contra a empresa que publicou o material. Hoje, por exemplo, alguém compartilhou o material “MEC deixa de pagar bolsas a 4223 mil educadores”. Imediatamente cliquei no link. Vi que era uma matéria publicada no dia 20 de fevereiro de 2015. Menos mal que não se trata de um tempo tão distante entre o compartilhamento e a publicação. No entanto, isso não exime quem a compartilhou de um comportamento eticamente inaceitável. Está na hora de “os restos de ontem” não serem apresentados como se fosse novidade. Todos merecemos respeito!


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domingo, 26 de abril de 2015

Justiça não interferirá em concurso público

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a autonomia dos membros de uma banca de concurso para elaborar questões de prova e decidiu, por maioria dos seus ministros, que a os critérios usados por bancas examinadoras não poderão mais ser questionados pelos juízes. A decisão tomada pelo STF foi com base em recurso do Governo do Estado do Ceará contra decisão da justiça cearense que julgou não serem razoáveis as questões contidas em uma prova de concurso da área de saúde. Embora não tenha relação direta com as universidades brasileiras, ainda que de forma indireta, o STF devolve a autonomia às bancas examinadoras, em todos os níveis. No entanto, significa que aumenta ainda mais a responsabilidade das universidades de realizarem concursos transparentes e baseados nos princípios constitucionais. O fato de a justiça não poder mais interferir nas questões dos concursos não significa que, a partir de agora, tudo seja permitido.


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A Economia que se aprende em casa

Talvez os primeiros passos da Economia, não sei se como ciência (assim como nem sei se economia é ciência), se aprendam em casa. Isso quando, geralmente a mãe, projeto os ganhos e gastos, mantém as contas da casa “na ponta do lápis”, sem deixar que o orçamento estoure nunca. Às vezes, é uma administração tão impressionantemente exitosa que ficamos a nos perguntar como uma família que ganha tão pouco consegue realizar tantas coisas? É bem provável que não seja a mesma Economia que se aprende na escola, na Educação superior. Mas, muito provavelmente, se aprende a só gastar aquilo que se ganha e ainda a economizar “do pouco que se ganha”. Tais princípios certamente não foram aplicados ao se administrar a Economia do País, por exemplo, o que a levou ao caos atual. Quem sabe não tenhamos que aprender com as zelosas mães princípios que há muito deixamos para trás.

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OBS: Post do dia 25/04/2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Carlos Nobre será o novo presidente da CAPES

A comunidade dos programas de Pós-graduação das universidades brasileiras ainda não teve tempo de absorver a novidade: após 12 anos, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) terá um novo presidente. É o professor e pesquisador Carlos Afonso Nobre, da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Entre os anos de 2006 e 2008 o professor Nobre foi o coordenador da Comissão de Cursos Multidisciplinares da CAPES. De fevereiro de 2011 até os dias atuais, exercia a função de secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTi). O antigo presidente da CAPES, Jorge Almeida Guimarães, nos últimos tempos, foi lembrado pela polêmica proposta de que montar uma Organização Social para a contratação de professores para as universidades federais. Não se sabe se o novo presidente manterá o mesmo rumo depois que o MEC garantiu a contratação de professores por concurso para as federais, muito embora o STF tenha deliberado pela legalidade desta contratação feita por meio de OS. O clima de polêmica ainda não foi totalmente dissipado.


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