segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Governo fecha acordo com servidores

Desde a sexta-feira, dia 4 de setembro de 2015, o Governo Federal começou a fechar os primeiros acordos com Servidores Federais em greve. As categorias aceitaram a nova proposta do Governo, de 5,5% de reajuste em 2016 e 5,3% em 2017, quando, então novamente o assunto será rediscutido. O que parece ter sido fator decisivo para o fim do impasse foi, justamente, não a mudança nos índices, mas, a possibilidade de uma “nova mesa de negociações” em 2017. De acordo com o Ministério do Planejamento, já sinalizaram em aceitar a proposta a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa 70% dos servidores civis do Executivo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT) e a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), estes últimos representam os trabalhadores das carreiras da Previdência, Saúde, Trabalho e do INSS.


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domingo, 6 de setembro de 2015

O ministro que não ministra

A chegada do filósofo Renato Janine Ribeiro ao Ministério da Educação (MEC) foi saudada por muitos como um sopro de vigor ao combalido Governo Dilma Rousseff (PT). Até agora, Ribeiro não passa nem de sopro. A greve de professores das universidades federias ameaça chegar aos 90 dias e nem sinal do ministro. No MEC, só se ouve os nomes do secretário-executivo, Luiz Cláudio Costa, ou do Secretário de Educação Superior (SeSU), Jusualdo Pereira Farias. O ministro mais parece uma Rainha da Inglaterra da Pátria Educadora. Confesso que até eu me enganei com a grife Janine Ribeiro. No entanto, gostaria muito que ele não estivesse apenas no ministério, mas, o assumisse para valer, pois, ao meu ver, até agora, não o fez. Em um momento destes de crise aguda, com cortes de R$ 9 bilhões no Orçamento do MEC, o que a Educação menos precisa é de um ministro omisso. Não demora e começaremos a sentir saudades do Cid Gomes, que foi uma nulidade no Ministério.


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sábado, 5 de setembro de 2015

O exercício diário de ser calhorda

Os últimos episódios dos quais participei, como observador, fizeram-me acreditar em uma única verdade: viver em sociedade é ser permanentemente um canastrão, ou seja, um péssimo ator. As pessoas fingem tão mal, representam com tanta inépcia que não seria nada anormal dizer que a vida em sociedade é um exercício diário de ser calhorda. No dicionário, calhorda é “Desprezível, sem caráter, que causa nojo e repulsa. Um sujeito que não se importa com as outras pessoas, ilude e engana.” É sinônimo de “nojento, repulsivo, escroto, desprezível, ignóbil, biltre, sórdido, torpe, ananicado, fúfio, baixo, miserável, infame, indigno, pífio, à-toa, somenos, ignominioso, abjeto, refece, ordinário, vilão, vil, asqueroso, contemptível, mísero, reles, soez, desprezável, pulha”. Haja adjetivo! Ainda assim, para manter a paz, a vida em sociedade, o respeito às diferenças, você é obrigado a cumprimentar educadamente cada ser que, no fundo da alma, você gostaria de externar todos os adjetivos possíveis para a figura. A vida em sociedade requer o pleno exercício da arte de fingir. Dizer o que pensa em todos os momentos é ser excluído aos poucos. O se aprender a viver em sociedade, ou se aprende a ser péssimo ator, ou você será um zumbi dentro de qualquer grupo. Triste e ignóbil realidade!


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Autonomia fast food

No dia 30 de agosto de 2015, aqui, neste mesmo espaço, posicionei-me veemente contra o “Jornalismo fast food de Manaus” por considerar que, a prática, em Manaus, é de um “jornalismo de conveniência”. A mesma lógica pode ser aplicada, com todas as letras, para a autonomia universitária, tão “bravamente defendida”: não passa de uma autonomia da conveniência, portanto, uma “autonomia fast food”: servida da forma como for conveniente ao freguês. Na última reunião do Conselho Universitário da UFAM, realizada ontem, dia 03 de setembro de 2015, quando se discutia alternativas para o Calendário Acadêmico, ouvi uma professora, teatralmente quase chorar e dizer que tinha vergonha de encarar os colegas professores que “judicializaram a greve”. Confesso, as lágrimas quase brotaram em meus olhos. Porque, no fundo, também concordo que em uma universidade verdadeiramente madura, as decisões devem ser tomadas em seus conselhos e, só após, as pessoas devem recorrer à justiça, caso se consideram prejudicas. Se uma pessoa vai à justiça porque se considera vilipendiada em seus direitos, nunca considerei isso um problema, um ataque à autonomia da UFAM e dos seus conselhos. É um caminho natural em um estado democrático de direito. Considero sim, uma extrema violência, por exemplo, o CONSUNI ser impedido de deliberar. Para mim, sempre, é preciso deixar que os conselhos deliberarem e, só depois, como um passo mais natural do mundo, recorrer à justiça. Por isso o discurso da professora me emocionou tanto. Vejo, no entanto, que, ao que parece, está em jogo uma espécie de “autonomia fast food”, ou seja, uma autonomia da conveniência: ir à justiça é um grave erro, algo imperdoável, se for contra os meus interesses, mas, se for eu a fazê-lo, é perfeitamente normal e defensável. Se não for o final dos tempos, sou mais besta de o quê imaginava sê-lo!

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OBS: Post do dia 04/09/2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Uma borracha passada na história

Por uma daquelas coincidências inexplicáveis, fui designado para representar a Reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), professora Márcia Perales Mendes Silva, na “Sessão Especial” da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) em “Homenagem ao 28° Aniversário de Fundação do Jornal Amazonas em Tempo”, hoje, às 11h, no Plenário Ruy Araújo, daquela casa. Fiquem com a sensação de que o “esquecimento” fora proposital. Porque todos os nomes das pessoas que compuseram aquela equipe do número Zero do Amazonas em Tempo foram citadas. É bem possível, e nem prestei atenção nisto à época, que o meu nome não tenha saído mesmo nas matérias especiais da edição do dia 5 de setembro de 1987, que só circulou no dia 7 de setembro (pouca gente deve lembrar deste detalhe). É bem possível que o “temível” Carlos Alberto Honorato ainda lembre quem foi o Editor de Esportes do “Em tempo” na época dele. Tenho certeza de apenas um que não esquece nada, o meu hoje colega professora da UFAM, também colega do Em Tempo, Wilson Nogueira. Os demais, certamente, não lembram. Talvez porque sempre fui avesso ao aulicismo, às bajulações. Em outros tempos, muito provavelmente aquelas pessoas ouviriam um protesto duro por tentarem “passar uma borracha na minha história”. Dois anos como gestor me fizeram aprender que ali, naquele momento, representava a Instituição UFAM. E ninguém pode ou deve ser institucionalmente mal-educado ou grosseiro. Deixo a má-educação e a grosseria para eles com a certeza de que fracassarão se tentarem apagar a mim e a minha história.


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

STF adia decisão sobre ponto de grevistas

Um pedido de vistas do ministro Luís Roberto Barroso adiou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o corte automático do ponto de servidores públicos grevistas. O relator do processo, Ministro Dias Tofolli, votou pelo desconto dos dias parados. O ministro Edson Fachin considerou que o desconto só pode ocorrer se a greve for considerada abusiva. O ministro Luís Roberto Barroso pediu vistas e adiou a decisão. A Advocacia Geral da União (AGU) entende que, como não existe uma Lei de Greve para os servidores públicos, aplica-se a Lei 7.783. E por esta lei, a se há a interrupção do trabalho, o desconto tem de ser imediato. Entre todos os sindicatos dos servidores públicos federais há o termo de que uma decisão do STF favorável ao corte automático dos salários dos servidores em greve inviabilize o exercício do direito de greve. O STF reconheceu a “repercussão geral do caso”. Isso significa que a decisão a ser tomada servirá como base para futuros processos sobre o assunto. As greves, dependendo do STF, nunca mais serão as mesmas.


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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Um olhar diferenciado para a Amazônia

À parte cortes no orçamento e no financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é cada vez mais evidente que não se pode ter o mesmo olhar para a Amazônia que se tem para os demais estados do País. Impossível comparar programas de Pós-graduação no interior do Amazônia com programas no interior de São Paulo, por exemplo. A questão não é nos olhar como “coitadinhos”, mas, respeitar as diferenças brutais existentes entre uma região e outra. Asa políticas compensatórias usadas para o Polo Industrial de Manaus (PIM) dão um exemplo de como a região permaneceria se fosse tratada como igual às demais. Assim deve ocorrer em todos os níveis. Não se pode usar a mesma régua quando se sabe que, já no início, as possibilidades de concorrência igual não existem. Há um custo amazônico que faz com que aqui, tudo seja mais caro, entre 30% e 40%. Logo, em qualquer orçamento, em qualquer bolsa, a correção deve ser feita sob pena de as condições de competição não serem iguais, muito embora a régua o seja. Eis a necessidade do olhar diferenciado. Em todos os sentidos.


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