segunda-feira, 7 de março de 2011

Fome de leão

Não demora e, como no mercado financeiro, na Educação Superior brasileira, haverá concentração de grandes grupos no comando dos negócios. Faculdades, Centros Universitários e Universidades regionais, ao que tudo indica, serão engolidos. Restarão somente as federais e as estaduais. Os negócios educacionais são extremamente lucrativos, mas, necessitam de investimentos altíssimos para cumprir as exigências legais. Como nos demais negócios, o discurso oficial é que houve uma “fusão”. Na verdade, os antigos donos regionais pegam uma ótima bolada, ficam com um percentual pequeno de participação nos lucros e o grupo grande “funde” tudo. Em se mantendo o marco regulatório e a fiscalização rígida, tal modelo pode até obter êxito. Com a concentração, porém, parte-se para uma padronização, inclusive do material didático. Isso não é nada bom do ponto de vista do respeito às características regionais. No entanto, é uma tendência que parece irreversível.

domingo, 6 de março de 2011

Se a moda pega...

O Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Pará (Sinduepa) resolveu inovar de forma radical nas manifestações. Chamou mulatas e integrantes de uma escola-de-samba para, juntamente com professores e estudantes, protestarem contra a demissão de professores temporários e exigindo aumento da carga horária dos que lá ficaram. Como estamos em época de Carnaval, a manifestação foi um sucesso. A se levar em conta que, no Brasil, tudo acaba em pizza, mudar essa lógica parece bem-mais inteligente. Não se sabe se as reivindicações serão levadas a cabo pelo Governo do Estado do Pará, mas, de uma coisa se pode ter certeza, se a moda pega, o que antes acabava em Pizza pode começar a acabar em samba. Moda muito mais brasileira.

sábado, 5 de março de 2011

Novo modelo no Oeste do Pará

O tradicionalismo e o atraso que predominam na universidade brasileira fizeram com que a infinita maioria das universidades existentes nem discutissem o novo modelo acadêmico proposto inicialmente pelo que se convencionou chamar de “Universidade Nova” e terminou no .... Reuni. As mais novas, como o é a Universidade Federal do Grande ABC, e as que foram criadas, não podem mais existir se não forem em um novo modelo acadêmico e de gestão. A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) começou as atividades no dia 28 de fevereiro de 2011 revolucionando o modelo didático-pedagógico existente no Norte do País. O primeiro deles é que e estrutura curricular é em módulos. O primeiro módulo, que corresponde ao antigo “primeiro semestre”, é denominado Formação Interdisciplinar I, composto por seis submódulos, e ofertado a todos os 1.200 estudantes matriculados na Instituição. Às que não aderiram ao novo modelo fica um alerta: mais cedo ou mais terão de fazê-lo. A mente humana não é departamentalizada e os saberes, menos ainda, Mais dia, menos dias, terão de voltar atrás e aderir à nova proposta ou algo semelhante. Como disse no início, tradicionalismo e atraso emperram as inovações. A universidade brasileira precisa abandonar esse cheiro de mofo didático-pedagógico e experimentar novos formatos do processo de aprendizagem.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ecossistemas comunicacionais vivos

Ao cunhar a expressão “Facejournalism”, no fundo, brinquei com o maneirismo do momento, o Facebook, sua “rede social” e seu book real: o efeito facebook. No mundo irreal cada vez mais real criado por Mark Zuckemberg, álbum de fotografia tem mural. Esse mural vira bate-papo desde que o assunto, e as pessoas que o comentam, estimule-o a sê-los. Selos, etiquetas, quem sabe até no sentido de “ética pequena”, aparecem e somem. O estrondoso sucesso de uma rede virtual, formada por pessoas e empresas reais, maior que a população dos Estados Unidos, talvez se explique pela forma como funciona a comunicação dentro dela: em flashs. São ecossistemas comunicacionais vivos que se integram e se desintegram a cada segundo. Não morrem porque ficam lá, postados. A espera de comentários. Ganham vida a cada nova postagem porque autopoieticamente são alimentados pelas expressões humanas. E não apenas pela fala, pelos discursos. Perfis saltam de lá para o mundo real. Promovem encontros. Assexuados. Sexuais. Há vida sem sexo ou sexo sem vida? Facejournalism, jornalismo colaborativo, participativo e outros “ism” escondem nossa tristeza (ou indignação) com a morte do “lead”. Com a morte do diploma. Somos cartoriais. Prisioneiros da gramática normativa e de outras regras. E queremos trazê-las para a rede. Para as descargas eletromagnéticas do cérebro, metáfora de um ambiente, cuja principal característica é existir e não-existir ao mesmo tempo. Métodos, regras, normas, gramáticas, padrões ... e todas as demais prisões, são armadilhas que criamos para os outros e por elas fomos aprisionados. O novo nos assusta porque nossa mente é metodicamente quadrada enquanto o pensamento é redondo, criativo e autopoiético. É como defende Maria Luíza Cardinale Baptista: ou você “se autoriza”, ou não consegue nem escrever. O Facebook talvez seja a plataforma mais apropriada para a “comunicação com amorosidade, com afetividade”. Poucos estamos preparados para amar e ser amado. O amor assusta o afeto mais ainda. Principalmente quando nascem em um mundo aparentemente tão irreal. Energias dissipadas se encontram. O universo conspira. No caso do Facebook, com a ajuda dos sistemas de busca e comparação que rodam por baixo daquela “pele” simples que se nos apresenta. Os ecossistemas comunicacionais vivos não dependem de nós. Cada conta em uma dessas redes ganha vida própria depois de criada. Não tente a prática do jornalismo ou de qualquer outra forma de comunicação tradicional dentro de um deles (ecossistemas). São simultaneamente autofágicos e autopoiéticos. Nem vivem nem morrem, morrem e vivem. E é desse aparente mistério que se alimentam para fomentar a principal norma: não ter regras.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Facejournalism: o futuro é agora

Em uma das minhas postagens ontem, cunhei o termo “Facejournalism” para indicar as minhas experiências de expressões humanas acompanhadas de fotos e postadas no Facebook, o hoje fenômeno da Internet. Quando, ainda no ano passado, fui designado pelo Departamento de Comunicação Social (Decom) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para ministra o sub-módulo Webjornalismo, resolvi criar uma conta no Facebook e comprar uma máquina fotográfica a fim de experimentar práticas comunicacionais, às vezes com o olhar jornalístico, na nova febre da Internet mundial. Não foi difícil perceber que, das ditas “redes sociais”, o FB, como é conhecido entre seus próprios usuários, tem a plataforma mais simples e com maior probabilidade de integração dos vários formatos comunicacionais. Ainda no final do ano, recebi a notícia da aprovação do projeto do Centro de Mídias Digitais (Cemidi) da Ufam, que faz parte do Programa de Mídias Digitais (Promidi). Então, propus aos estudantes trabalharmos todas as ferramentas do Facebook (texto, fotos, vídeo e sons), bem como todas as possibilidades de interfaces que ele proporciona, aliadas ao Twitter e ao Blog. O desafio: experimentar uma nova forma de jornalismo para a qual encontrei um nome glamoroso ontem. Trata-se Facejournalism, uma prática de comunicação muito mais ampla que o simples jornalismo, tendo como base o Facebook, mas, com possibilidades de integração de todas as tecnologias de informação possíveis, inclusive, GPS e SMS. Não tenho respostas, só perguntas. E muita vontade de experimentar novos formatos de comunicação temperados pelo espírito de jornalista. O Facejournalism não prescinde dos Chats, dos comentários dos leitores nem dos bate-papos. Integra SMS com GPS e Data-base. O infinito é a sua base, assim como probabilidades de interações é a sua única regra. Testemos juntos!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Desconto especial na Athletica

Tenho sido abordado constantemente pro professores e técnicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) com perguntas sobre “quantas andam o convênio com a Academia de Ginástica Companhia Atlhetica, unidade de Manaus. É preciso esclarecer que não há nenhum tipo de convênio oficialmente formalizado. O que existe é a concessão de um desconto especial para professores e técnicos da Ufam. Para tanto, bBasta apresentar a cópia do contracheque ou o crachá, nas recepções do Manauara Shopping ou do Stúdio 5, para se obter o desconto. A mensalidade cai do preço normal de R$ 290,00 para R$ 232,00. Pais e esposos e esposas também tem direito ao benefício, assim como filhos menores de 14 anos e pais com mais de 60 anos pagam apenas R$ 212,00 mensais. Técnicos ou professores terão direito de usar das duas unidades da Athletica em Manaus e, quando em viagem, também podem desfrutar dos serviços em quaisquer das unidades fora do Amazonas.

terça-feira, 1 de março de 2011

Engarrafamento triplo

As fotos falam por si. Os engarrafamentos no Complexo Viário Gilberto Mestrinho, localizado na Bola do Coroado, antes da entrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), não deixam dúvidas: o poder público atirou na solução e acertou em um problema enorme. Ontem, uma segunda-feira, antes das 7h da manhã, o trânsito já engarrafava nas próprias alças do Complexo Viário e nas vias que dão acesso a Avenida General Rodrigo Octávio Jordão Ramos. Não é necessário ser engenheiro de trânsito para imaginar que algo, ali, daria errado. Oras, se três braços de rio deságuam em um único leito, ou esse leito tem capacidade de vazão ou represará. Simples assim. O trânsito nas ruas é como as águas nos rios, represas e igarapés. Qualquer caboclo, sem um curso de engenharia, condenaria a obra. Criou-se mais um fato inédito: viaduto que, ao invés de dar vazão ao trânsito, produz engarrafamento sobre si mesmo. Se você tem Facebook veja mais fotos no álbum “Complexo do caos”: www.facebook.com/GilsonMonteiro.