quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ufam e PPGCCOM finalistas do Prêmio Luiz Beltrão

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM) da própria Ufam, o primeiro do Norte a ser autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), são finalista do Prêmio Luiz Beltrão 2013, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A Intercom esclarece, na apresentação do Prêmio: "O prêmio Luiz Beltrão de Ciências de Comunicação foi criado como forma de reconhecimento para pesquisadores e grupos de pesquisa que estejam se destacando no meio acadêmico. O troféu é concedido a quem produz trabalhos relevantes na área das ciências da comunicação e contribui para consolidar o prestígio das comunidades acadêmica e profissional brasileiras. A cerimônia de entrega das estatuetas ocorre anualmente durante o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação." Este ano, o XXXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação acontece, do dia 04 a dia 07 de setembro de 2013, na Ufam. Não é a primeira vez que a Ufam concorre ao Prêmio Luiz Beltrão. Em 2008, o professor do Departamento de Comunicação Social (Decom) da Ufam, Gilson Monteiro, ficou entre os cinco finalistas na categoria de Liderança Emergente. No mesmo ano, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Ciências da Comunicação, Design e Artes (Interfaces), por ele liderado, também disputou entre os cinco finalistas na categoria Grupo Inovador, a mesma categoria que o PPGCCOM da Ufam, proposto pelo Interfaces, concorre em 2013. Em 2011 o professor Gilson Monteiro voltou a figurar entre os finalistas da categoria Liderança Emergente, numa clara demonstração de que o trabalho desenvolvido pela Ufam na região Norte tem reconhecimento nacional, muito embora, o prêmio ainda não tenha vindo para a Ufam nem para a Região Norte. Com a realização do Congresso da Intercom pela segunda vez na Ufam, espera-se que a Instituição seja agraciada com o prêmio pelo menos em uma das categorias.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

O desafio de tornar a sala de aula atraente

À parte a falta de compromisso abordada ontem neste espaço sob o título de "A primeira semana de (não ter) aulas", há outro problema fundamental: o espaço físico. Não é de hoje que afirmo: a sala de aula tradicional é o pior espaço para o processo ensino-aprendizagem. E, certamente, é o espaço que menos avançou no mundo Pós-moderno. O máximo que se tem, quando se tem, é uma lousa digital. Na quase totalidade das salas de aulas das universidades brasileiras, públicas ou particulares, o quadro branco é o maior sinal de avanço. Ainda assim, com todo o avanço do quadro, há o atraso da falta de educação de alguns colegas professores que vão embora e o deixam com todo o conteúdo que ministraram escrito. Talvez, por não receberem o apagador. Ou, quando recebem, terminam por esquecê-lo constantemente. Pior ainda, quando, ao invés de usarem o marcador para quadro branco, usam o pincel atômico comum. Há algumas instituições particulares que possuem o projetor de multimeios em todas as salas e ar-condicionado. Outras, possuem o projetor com ventiladores. Algumas, particulares e públicas, mal conseguem manter os espaço físico, em boa ventilação, e com carteiras extremamente desconfortáveis. E, nessas cadeiras, o estudante é obrigado a assistir aulas, às vezes, extremamente tradicionais, baseadas em fichas amarelíssimas de tão velhas. Imaginemos se, em um ambiente desses, o professor (ou professora) não tiver muita vontade de trabalhar, nem os estudantes de estudar? O desafio, quase hercúleo, é transformar um ambiente desses, com todas as dificuldades estruturais, em um espaço atraente e de criatividade. Sinceramente? Não sei se temos forças para conseguir!

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terça-feira, 4 de junho de 2013

A primeira semana de (não ter) aulas

Um colega professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que ministrou aula ontem, no primeiro dia do primeiro período letivo de 2013, relatou-me que alguns estudantes da turma dele disseram que ele "gosta de aparecer", por ter ministrado aula. Já a filha de uma amiga reclamava que não teve nenhum dos tempos de aulas previstas, também, ontem. São as faces de uma mesma moeda chamada "comprometimento". Há muito, parece existir uma regra não escrita: não se pode ministrar aulas na primeira semana. É a cínica cultura do antigo "pacto da mediocridade": professores (e professoras) fingem que ensinam, estudantes fingem aprender, todos são muito bem avaliados e a vida acadêmica continua como uma peça de teatro na qual os artistas são todos canastrões. É lastimável que, de um lado, o professor esteja predisposto a ministrar aulas desde o primeiro dia e seja visto pelos estudantes como alguém que "quer aparecer". Uma comprovação tácita da falta de compromisso dos estudantes daquela turma, ou, na melhor das hipóteses, daqueles que fizeram comentário tão infeliz. Do outro lado, infelizmente, um estado inoperante que oferece vagas nas universidades sem que existam professores suficientes (em números) ou comprometidos em ministrar aulas desde o primeiro dia. Com isso, professores substitutos (no fundo trabalhadores temporários) são contratados. A autorização para esses contratos, no entanto, nunca acontece antes do início dos períodos letivos. Vive-se a contradição de uns que podem estudar e não querem e outros que adorariam ter aulas desde o primeiro dia, mas, não podem. Lastimável!

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

O jornalismo meia-boca e o jornalismo de boca inteira

Divirto-me e me preocupo quando leio discussões sobre a prática do jornalismo reduzidas a expressões tais como "jornalismo meia-boca" para se referir à prática do jornalismo atual ou para se fazer contraposições ao que se convencionou chamar de jornalismo multimídia. Como sou defensor da denominação Mídias Digitais, diria que não se trata de jornalismo multimídia, mas, de jornalismo em redes digitais, ou, jornalismo para as Mídias Digitais. À parte a taxionomia, o que me preocupa muito mais é o maniqueismo acadêmico de tais expressões. Falar em jornalismo meia-boca é como se criar o par correlato "jornalismo de boca inteira": expressão que significaria o jornalismo bem praticado, bem feito. Quem produz conteúdos para as Mídias Digitais não pode ser denominado, de forma reducionista, meramente jornalista. É um profissional multifacetado, que precisa ter conhecimentos, não-rasos, de todas as áreas da Comunicação, mas também, das áreas de Ciência da Informação e Ciência da Computação. Por mais que os puristas, os defensores do jornalismo de boca inteira tentem se remoer nos sarcófagos, há uma tendência mundial que não será revista porque os faraós do jornalismo tradicional esperneiem. Esses, aliás, fazem isso, certamente, por pura ironia. Não creio que sejam tão ingênuos a ponto de não reconhecerem que, na estrutura atual do capitalismo, sonhar com a prática do jornalismo de boca inteira é pura utopia. Desde que Émile de Girardin descobriu a fórmula de sustentar os jornais por meio dos anúncios, não se faz outra coisa, na prática do jornalismo, do que dobrar os joelhos diante dos capitalistas (anunciantes). Nem em tese, nem na prática, há jornalismo de boca inteira. Há muito, o que se faz, é um nojento jornalismo meia-boca!

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domingo, 2 de junho de 2013

O dilema do local versus o global na Educação

Há um dilema no processo de Globalização desde os primórdios: como ser global sem perder as características essenciais de ser local? É uma equação muito mal resolvida até hoje pelas empresas. Desde que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou a ser usado como base para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) o mesmo dilema parece se nos apresentar: como realizar um exame nacional e preservar os conhecimentos regionais? O que se tem, em verdade, é uma homogeneização do processo ensino-aprendizagem, sem, no entanto, se preservar as questões regionais. Particularmente, penso que a ideia de uma exame nacional não é das piores. E faria um bem danado, exatamente para mitigar as questões regionais, se, de cada região, informações fossem selecionadas para que o País inteiro passasse a conhecê-las. Talvez, assim, disparidades fossem evitadas e o dilema entre o nacional e o local fosse resolvido. Por outro lado, o Enem perderia toda a sua essência se passasse a conter adaptações a partir de cada região. Só faz sentido, portanto, se for um "instrumento" capaz de levar conhecimentos regionais para o olhar nacional. Não tenho a solução de como operacionalizar o processo, mas, é uma ideia que, certamente, não deve ser jogada fora.

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sábado, 1 de junho de 2013

USP entre as 200 melhores do mundo

Quando fiz meu Mestrado em Administração na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) éramos instados a dizer que estudávamos em "uma das melhores da América Latina". Como o brasileiro adora essas listas das melhores denominada ranking, sempre busca essas "colocações" para ter um termo de comparação, muito embora, nem sempre, as comparações possam ser feitas a partir dessas listas. Recentemente, no ranking inglês THE (Times Higher Education).a USP aparece em 158º lugar em uma lista com as 400 melhores universidades do mundo. Das universidades da América Latina, a USP é a única que aparece. Por inferência, isso leva a crer que "a fala" a nós passada nos corredores da FEA era correta. Pela qualidade do processo de ensino-aprendizagem, certamente, a USP está mesmo entre as melhores da América Latina, se não for a melhor. Listas à parte, é preciso que se tenha algum tipo de parâmetro para comparar as universidades brasileiras e se investir na melhoria da qualidade no todo e não apenas na mera produtividade dos professores. As condições de trabalho são fundamentais para que se faça efetivamente Ensino, Pesquisa e Extensão de forma indissociável. E é um dos itens que mais interferem na qualidade das instituições superiores.

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O terrorismo acadêmico de início de período

É curioso como pessoas que não possuem efetivamente nenhum compromisso com uma universidade pública, de qualidade e socialmente referenciada se aproveitam do início do período letivo para praticar uma espécie de "terrorismo acadêmico": especulam sobre o ingresso em greve dos professores e professoras das universidades federais. Especificamente, espalham que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) entrará em greve logo no início do período letivo. Esses irresponsáveis tratam a greve como se fosse uma brincadeira dos professores e professoras. É como se o movimento paredista fosse uma opção da categoria "por não trabalhar" e ocorresse com data marcada. É uma visão míope da greve, baseada apenas nos interesses particulares (e individuais). Esquecem que a luta por melhores salários e condições de trabalho é coletiva. Um passo à frente para melhorar a própria universidade brasileira. Não se faz greve com um calendário pré-definido delas. Não se faz greve por fazê-la. Não se é irresponsável a este ponto. Quem faz esse tipo de terrorismo nos trata como se fossemos irresponsáveis. Greve não é a expressão do desejo individual. Ou de meia dúzia de irresponsáveis. Quem transforma a greve dos professores e professoras em piada deve repensar a prática e nos tratar com respeito. É o mínimo que se deve exigir dos nossos estudantes que, um dia, certamente, irão se transformar em profissionais.

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OBS: Post do dia 31/05/2013