sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mídias Digitais alternativas mudam o perfil profissional

Nós, professores e professoras de jornalismo, temos o dever de repensar o processo de formação dos nossos estudantes nas universidades brasileiras. A mobilização do Movimento Passe Livre, ocorrida ontem, nos quatro cantos do Brasil, além de demonstrar o quanto o processo democrático brasileiro mudou de configuração, é uma lição para quem pratica o jornalismo tradicional. Até mesmo os donos dos conglomerados de comunicação devem ter percebido que há um novo padrão de cobertura no ar. Ao largo da mídia tradicional, comumente engessada e dependente de verbas públicas, surge uma mídia que pode ser enquadrada da categoria alternativa, que transita do Twtter ao Youtube, passando pelo Instagram e o Facebook, capaz de oxigenar a prática do jornalismo. Aliás, já recebe o nome de Mídia Cidadã, Mídia Participativa e quetais. No fundo, é uma multidão de usuários de celulares, especificamente smartphones, tabletes e máquinas fotográficas que filmam e transmitem ao mundo, ao vivo, o que bem entenderam. Por serem menos dependentes, são mais ágeis e transmitem o fato como ocorre. As imagens não possuem a mesma qualidade das produzidas por um profissional. Na configuração atual, no entanto, mais importa agilidade que a qualidade das imagens. Há que se repensar urgentemente o perfil do novo profissional de Comunicação, especialmente os jornalistas. Os fatos parecem comprovar isso.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ufam suspende atividades a partir das 12h

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas hoje, dia 20 de junho de 2013, a partir das 12h. No Portal da Instituição há uma nota bem direta sobre o assunto: " A Reitoria da Universidade Federal do Amazonas comunica que, devido às manifestações programadas para o dia de hoje, 20/06, na cidade de Manaus, estão suspensas as aulas e as atividades administrativas nos períodos vespertino e noturno das unidades da Ufam em Manaus. O expediente encerrará às 12h". As manifestações começaram em São Paulo, com o aumento de R$ 0,020 no preço da passagem de ônibus e ganharam o nome de "Movimento Passe Livre". O mesmo nome começa a se espalhar pelo Brasil inteiro a partir das Redes Sociais. Apesar de lideranças partidárias e sindicais tentarem "se apoderar" do movimento, desta vez, a saída do povo às ruas parece ser similar ao que ocorreu em vários países. Para se ter uma ideia da força que o movimento ganhou, mais de 2 milhões de pessoas confirmaram presença nas manifestações do Rio de Janeiro, nas Redes Sociais. Como de praxe, muitos que confirmam a participação nem moram na cidade. Ainda assim, no Rio de Janeiro, mais de 100 mil pessoas foram às ruas. Em Manaus, a Ufam é a terceira universidade a anunciar a suspensão; Nilton Lins e Fametro já haviam anunciado a suspensão das atividades.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A visão administrativa mesquinha nas universidades

Ao que parece, não existe no vocabulário das universidades brasileiras o termo racionalidade. Vive-se um período de mesquinharia acadêmica que passa pela inveja constante em relação ao trabalho do outro e culmina com uma sensação de posse. Algumas questões que me atormentam desde que ingressei na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em 1993: sou servidor do Departamento de Comunicação Social? Sou servidor do Instituto de Ciências Humanas e Letras (UCHL) ou sou servidor da Ufam? Aliás, a pergunta maior é: sou servidor público federal? A visão estritamente burocrática e cartesiana não deixaria dúvidas a ninguém: sou servidor do Decom da Ufam. Essa visão é de uma idiotia sem tamanho. Em verdade, sou servidor público federal. Se o governo do meu País precisar dos meus conhecimentos técnicos e me convocar, devo aceitar sem qualquer tipo de receio. Vincular um servidor ao local para o qual prestou o concurso público é uma visão tacanha de administração pública. Precisamos vencer essa barreira da mesquinhez e olhar para o todo. É a única maneira de fazermos a máquina amofinada se mexer.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!


Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.

Os tolos teóricos da conspiração

Pode parece brincadeira, mas, ouvi, nos corredores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que a mobilização de jovens indo às ruas para protestar contra o aumento da passagem de ônibus, contras as obras superfaturadas da Copa do Mundo e contra a corrupção que grassa no País "tem os militares por trás". É preciso ser muito alienado, ou um perfeito idiota, ou ambos, para acreditar que os militares brasileiros, depois de tanto tempo, conseguiram recuperar as forças e tirar os jovens (e as demais pessoas de todas as idades) das suas casas para protestar. O que esses teóricos do besteirol nunca quiseram nem estudar é o fenômeno das Mídias Digitais. Como, inicialmente, só se fazia, no Brasil ativismo de ponta de dedos, ficou a ideia de que o povo estava anestesiado. O que se tem desta vez é um movimento cujas caras não são pintadas (como na era Collor), mas que, também, não tem a cara dos partidos políticos nem das organizações sindicais, todas elas sob o jugo do Partido dos Trabalhadores (PT). Nem a gloriosa União Nacional do Estudantes (UNE) sai do casulo. Não avaliar corretamente o potencial das Mídias Digitais, especificamente das Mídias Sociais, parece ter sido o erro do Governo e dos chamados "estudiosos". Agora, diante do fenômeno, não sabem nem o que dizer ou fazer. Subestimar a inteligência coletiva talvez seja o maior erro do governantes. De nós, os pesquisadores, os erros também aparecem. Essa hipótese de os militares serem o vetor das manifestações é patética. Coisa de quem não conhece nem estuda as Mídias Digitais.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!

Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.


OBS: Post do dia 18/06/2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

A autonomia das universidades cortada ao meio

O Ministério da Educação (MEC) cortou ao meio a autonomia das universidades brasileiras. Não permite mais que, para os casos previstos em lei de substituição de um professor (ou professora), com 40 horas de trabalho semanais, sejam contratados dois professores substitutos de 20h. Até então, as universidades federais faziam o seguinte: para cada professor liberado, dois substitutos eram contratados. O MEC fazia vistas grossas para a determinação legal de que só podem ser contratados como substitutos o equivalente a 20% do total de professores da instituição. Acontece que, por determinação legal, o professor substituto só ministra aulas. E só é contratado para cumprir 20h semanais de atividades. As atividades de pesquisa e administrativas ficam a descoberto. Como as universidades não se prepararam para essa espécie de "mudança na perspectiva do olhar" do MEC, o que se tem é uma crise sem precedentes. Se, ao iniciar o período letivo, havia falta de professores, essa falta dobrou. As universidades fazem uma conta óbvia: se um professor exerce atividades de 40h, com dedicação exclusiva, só pode ser substituído, pelo menos, por dois professores de 20h. Como o MEC proibiu a medida, não há matemática que feche a conta. Os reitores e reitoras das universidades públicas brasileiras terão dificuldades para encontrar uma solução.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!

Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.


OBS: Post do dia 16/06/2013

domingo, 16 de junho de 2013

O desafio de unir Ensino, Pesquisa e Extensão

No final do ano passado, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deu os primeiros passos na direção de implantar, efetivamente, a "santíssima trindade acadêmica" Ensino, Pesquisa e Extensão quando, em dezembro, foram criadas ações contínuas de extensão abrigadas sob o guarda-chuva dos Programas de Extensão. Funciona da seguinte forma: agora, na Ufam, há dois tipos de Programas Institucionais de Bolsas de Extensão (PIBEX). Os que fazem parte dos Programas e, por isso, são contínuos, e os que podem ser mudados ano a ano. O que faz a diferença? Quando as ações não podem ser descontinuadas, o professor coordenador apresenta o relatório a cada seis meses e solicita a renovação do PIBEX que, de acordo com a nova regulamentação, é automática. Aqueles professores e professoras que possuem ações de Extensão que não fazem parte dos Programas e são descontinuadas devem concorrer ano a ano. O novo formato começou a ser usado no início deste ano e só se pode fazer uma avaliação mais precisa com o passar do tempo. A modalidade de renovação automática pode ser a chave para que se consiga a efetiva indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão caso as pró-reitorias das respectivas áreas fazem um esforço para que as atividades possam ser desenvolvidas em conjunto. É um desafio dentro de qualquer universidade que queira fazer Ensino, Pesquisa e Extensão concomitantemente. Vale a pena enfrentá-lo!

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!

Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.


OBS: Post do dia 15/06/2013

sábado, 15 de junho de 2013

A santíssima trindade acadêmica: ensino, pesquisa e extensão

Considero crucial que a indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão não seja apenas uma letra morta do Decreto 5.773/06. É preciso que as universidades brasileiras não se limitem a cumprir o Decreto pró-forma. Em todas elas, o desafio é promover, efetivamente, o que resolvi denominar nesta postagem de "santíssima trindade acadêmica". E por que faço uma correlação com a santíssima trindade dos católicos? Pelo simples fato de que Pai, Filho e Espírito Santo em um só ser é uma questão dogmática, de fé: existe, mas, ninguém vê nem sabe explicar. Contenta-se em acreditar. Na universidade brasileira, a indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão tem a mesma característica da santíssima trindade católica: existe, porém, na prática, ninguém vê. É como se fosse um dogma acadêmico brasileiro: todos acreditam, mas, poucos a praticam. Um professor (ou professora) desenvolver um projeto de extensão, um projeto de pesquisa ou ter uma bolsa de monitoria (ou ministrar uma disciplina) na graduação, não significa que esteja a praticar a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão. A indissociabilidade efetiva só ocorre quando as ações de Ensino, Pesquisa e Extensão possuem correlação, isto é, constam nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação, relacionam-se com as pesquisa desenvolvidas nos programas de Pós-graduação e com as ações de extensão. Sem isso, o que se tem são trabalhos isolados, sem coesão, logo, não são indissociáveis. O desafio, portanto, é transformar essa indissociabilidade não em uma profissão de fé, mas, em políticas que induzam às ações efetivas e indissociáveis entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!

Visite também o Blog Gilson Monteiro Em Toques e o novo Blog do Gilson Monteiro. Ou encontre-me no www.linkedin.com e no www.facebook.com/GilsonMonteiro.


OBS: Post do dia 14/06/2013