terça-feira, 19 de novembro de 2013

Interiorização da Pós: uma Política de Estado

A interiorização da Pós-graduação na Amazônia, especificamente no Amazonas, não se trata apenas de uma política de Governo. Tem de ser encarada como uma política de Estado. Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Federal de Educação Tecnológica do Amazonas (Ifam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estão em uma fase bem-adiantada das conversas para que um movimento feito pela Ufam, com seus Mintras e Dintras, transforme-se em uma Política de Estado. Essa Política, os acertos também avançam, terá o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). É meta da Ufam para 2014 que em cada um dos cinco polos que possui no interior do Estado sejam oferecidas 30 vagas de Mestrado e 15 vagas de Doutorado para a comunidade. Entende-se que esse movimento faz parte de uma política efetiva, não apenas de formação, mas, de fixação de mestres e doutores no interior. Seriam, de imediato, 150 vagas para Mestrado e 75 para Doutorado. Ainda que a meta inicial não seja atingida na totalidade, estudantes que concluíram a graduação no interior terão oportunidade de continuar os estudos. Espera-se que as conversas entre as três instituições avancem para que sejam triplicadas as vagas.


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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pesquisadores-Operários e o Mestrado Profissional

Ontem, por conta da postagem "Pesquisadores-operários cada vez mais excluídos", recebi comentários de que eles (os pesquisadores-operários) se encaixariam melhor na modalidade Profissional. Isso não é totalmente verdade. O que muitos não conseguem entender é que os Pesquisadores-operários são operários por não terem a chance de se profissionalizarem como pesquisadores. Trabalham por necessidade. Mas querem ser Pesquisadores. E não o conseguem. Quando o fazem é exatamente pela força do trabalho e da dedicação à pesquisa. Nem sempre os movimentos de gabinete acertam o alvo. A criação do Mestrado Profissional, se teve esse objetivo, não o atingiu. É preciso repensar o modelo e se entender que a realidade brasileira é feita de estudantes-operários desde os cursos de Graduação. E esses mesmos Operários se transformam em Pesquisadores-Operários quando chegam à Pós-graduação. É preciso levar em conta essa trajetória para que a política pública seja efetiva no caso desses pesquisadores.


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domingo, 17 de novembro de 2013

Pesquisadores-operários cada vez mais excluídos

O Brasil é uma País no qual algumas política públicas carregadas de boas intenções terminam por aumentar ainda mais a exclusão. Quando as agências de fomento tomaram a decisão de que bolsistas só podem ter vínculo empregatício se o trabalho que realizam durante a pesquisa “for resultante de sua condição de bolsista e como consequência do tipo de projeto que esteja desenvolvendo” excluíram que não for ligado às universidades. Acontece que, no Brasil, a maioria dos estudantes de Pós-graduação, pelo menos no Amazonas é assim, são operários. Não apenas professores, mas, operários ou no Polo Industrial de Manaus (PIM) ou nas empresas. Sem que sejam liberados para dedicação exclusiva aos programas de Pós, são obrigados a trabalhar e a estudar. Com isso, cria-se uma distância ainda maior entre que é do ramo da Educação, os professores e professoras, e quem dele não faz parte. Não tenho fórmulas, mas, é preciso tentar corrigir essa distância. Afinal, a pós-graduação não é destinada apenas aos professores. Se o País quer ter mais pesquisadores nas empresas terá de encontrar uma forma de o pesquisador-operário não ser excluído das Pós-graduação.


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sábado, 16 de novembro de 2013

Cinquenta anos de idade, 20 anos de Ufam

Há exatos 50 anos, aos 45min do dia 16 de novembro de 1963, numa casa de paxiúba coberta de palha, em Sena Madureira, a primeira capital do Acre, localizada a 144 quilômetros da hoje capital, Rio Branco, eu nascia. Somente ontem à tarde, quando cheguei de Manaus, minha mãe revelou:"há cinquenta anos, sua mãe quase bate o catolé". A expressão "bater o catolé" significa morrer. De bem com a vida e feliz rebati:"Mãe, então temos dois motivos para comemora. A senhora nasceu de novo e eu também nasci". Depois de 35 anos volto a Sena Madureira para comemorar o aniversário com minha mãe, meus irmãos, sobrinhos e parte da família. Em março de 1993 ingressei na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) como professor. Depois de oito anos e dois cursos na condição de estudante, somo 28 anos de dedicação à Ufam. Tenho poucas ilusões em relação ao local no qual trabalho, alguns sonhos e uma certeza: a cada ano que passa, o fim se aproxima. Meu avô morreu com 77 anos, meu pai, 79. Talvez eu ainda tenha mais 30? Não sei! Quero viver intensamente, com menos ilusões em relação à humanidade, mas com a utopia de um mundo mais justo e melhor.


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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Vagas nas instituições públicas

Fico a me perguntar, afinal, qual a imagem que a classe média (alta e baixa) brasileira tem das universidades públicas: quer federais, estaduais ou municipais. Nos discursos pré-formatados e preconceituosos se diz que é um lugar onde não se tem aulas, não se trabalha e "ainda se faz greve". Na hora da disputa por vagas, porém, todo mundo que ingressar nelas. Será, meramente, uma questão econômica? Tratam-se de lenda, balela, conversa para bois dormirem e quetais essas histórias de que, "por causa das greves", os filhos vão para as Faculdades e Universidades particulares. A classe média brasileira blefa constantemente. Faz de conta que desvaloriza a Educação Pública, mas, no fundo, não consegue se sentir realizada sem por ela passar. Ingressar em uma universidades pública ainda simboliza, sim, sucesso, ser bem-sucedido na carreira profissional. Daí, ser tão acirrada a luta por vagas.


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O esfacelamento da área da Comunicação

A área da Comunicação, para muitos tida como Campo, para alguns outros já com status de Ciência, enfrenta um grave momento no Brasil: de esfacelamento. Tudo em função da predominância de muitos profissionais de Jornalismo com uma visão estreita a respeito do Campo e da própria Comunicação em si. E foi com base nesta estreiteza de visão que se aprovaram as Diretrizes Curriculares do Jornalismo, extremamente excludente em relação às demais atividades que fazem parte da Comunicação. Baseado em "líderes de si" e de alguns subservientes seguidores, o que se fez, com as Diretrizes, foi afastar o Jornalismo das atividades correlatas. Esses mesmos "líderes" negam, inclusive, as Mídias Digitais e, talvez, sonhem com o retorno do Jornalismo aos cânones dos anos 60 e 70. O retorno do Estágio Curricular Obrigatório simboliza esta nostalgia do grupo que propôs as Diretrizes para os cursos de Jornalismo. Simboliza, também, a aversão ao novo, ao moderno, ao Digital. O movimento se refletirá em ações separatistas nas Faculdades e Universidades. Levará a um atraso, inclusive do ponto de vista teórico, que, ao longo do tempo, certamente, decretará o fim do Jornalismo que os velhos líderes tentaram resgatar. A história contemporânea comprova que jornalistas formados pela velha cartilha se transformam em desempregados portadores de diplomas. Será o fim para aqueles que optarem por seguir religiosamente líderes anacrônicos.


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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O que se espera da universidade

Há uma distância monumental entre o papel da universidade pública na sociedade e o que se espera dela. A expectativa em torno da atuação de uma universidade, principalmente uma federal, é que de seja capaz de corrigir todos os erros das esdrúxula e falidas políticas públicas para a Educação nos níveis municipal e estadual. Não se pode é atribuir à universidade o dever de corrigir o problema da péssima Educação nos níveis Básico e Médio. Ao contrário, ela, a universidade, termina por se tornar vítima de um ciclo que, por mais que consiga um bom nível de qualidade, sempre será afetada pelo processo de formação nos níveis anteriores, responsabilidade do Município e do Estado, respectivamente. Antes de qualquer tentativa de interferência na política de seleção de ingressantes em qualquer universidade, deputados e vereadores devem mesmo é cumprir o dever de casa e cobrar providências tanto do Município quanto do Estado no sentido de que seja ofertada uma Educação de qualidade. A universidade pode até ser parceira no processo, nunca, porém, condenada pela má-administração de quem não cumpre o mínimo.


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