sábado, 23 de abril de 2016

Neoliberalismo de beira de fogão

Ao publicar um perfil da “possível futura primeira-dama” Marcela Temer, com uma série de adjetivos, dentro os quais os que mais ganharam destaque foram “bela, recatada e do lar”, a Revista Veja superou todos os limites do aceitável. Traçar um perfil “bonzinho” de Marcela Temer no fundo é negar todas as conquistas da mulher ao longo da história e trazê-la de volta para a “beira do fogão”. Conheço muito bem a história da minha avó e da minha mãe, que praticaram o “neoliberalismo de beira de fogão” (de lenha) não por opção, mas, por imposição. Nenhuma mulher é “recatada e do lar” por querer. Era por uma imposição social de um mundo extremamente machista. E não me venham com o argumento destes: ”qual é o problema a Marcela Temer optou por ser assim?” Meus senhores, minhas senhoras! Que o Brasil queira voltar a ser uma republiqueta das bananas por opção política, que o faça. Voltar, no entanto, à época dos pajens e das daminhas de honra é um acinte!


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