segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Administradores públicos merecem respeito

Ainda que seja de um matiz político deferente do meu, e desde que não haja nenhum tipo de ação na justiça, transitada em julgado e que o condene, todo administrador das universidades públicas brasileiras merece o meu respeito. E deveria merecer o respeito de toda a comunidade. Quando somos contratados para a carreira do Magistério Superior consta que devemos desenvolver ações de Ensino, Pesquisa e Extensão. Mais recentemente, incluíram a “Inovação” como uma das nossas obrigações. O que nunca avisaram era que teríamos de, também, participar, de uma forma ou de outra, das atividades administrativas, sempre menos valorizadas nas IES. As gratificações e comissões existentes no serviço público brasileiro não pagam o fato de você entregar seu CPF e toa a sua vida particular à Instituição. Daí o meu respeito em relação a todos os administradores. Nem sempre concordo, às vezes, bato de frente. Quem administra, porém, terá sempre o meu respeito por aceitar o desafio de “tocar” as Instituições.


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domingo, 10 de dezembro de 2017

Não sou privilegiado: exijo respeito!

É um acinte a recomendação do Banco Mundial em relação ao servidor público brasileiro. Mais acintoso ainda é o ataque de colegas de trabalho a quem assume atividades administrativas nas universidades federais. Passei quatro anos como Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Coordenador do Programa de Mídias Digitais (ECOEM) ao mesmo tempo que ministrava disciplinas nos cursos de Graduação e de Mestrado – em três Programas, viu!, Sociedade e Cultura, Comunicação e Ensino de Ciências e Humanidades - (quem quiser a prova basta buscar, na Faculdade de Informação e Comunicação-FIC- meus PITs e RITs legalmente aprovados, inclusive, com todas as promoções às quais tenho direito implementadas). Saí da Pró-reitoria em Julho de 2017 e fiquei na UFAM até o início de Outubro de 2017, muito embora minha redistribuição para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) tenha sido publicada no dia 18 de setembro de 2017. Ou seja, legalmente, deste dia em diante, não tinha mais nenhuma obrigação com a UFAM. Ainda assim, fiquei na UFAM até o dia 03 de Outubro de 2017 para concluir a Disciplina que ministrava no Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM). Entre Julho e Setembro 2017, portanto, um dia após concluir o período na Pró-reitoria, fui para Humaitá ministrar uma disciplina no Mestrado de Ensino em Ciências e Humanidades. Ao voltar, ministrei metade de uma disciplina na Graduação e uma disciplina inteira no Mestrado da FIC. Ainda deixei dois projetos em andamento: DINTER e Mestrado e Doutorado Profissional. Afora quatro estudantes qualificados e dois formados: um mestre e um doutor. Só quero mamata? Sou privilegiado? Repito, exijo respeito do Banco Mundial, do Governo Federal e de quem quer que seja. Privilegiado é quem recebe sem trabalhar ou trabalha muito pouco para o que ganha. Tenho motivos de sobra (e o farei) para me manifestar contra esta nefasta Reforma da Previdência:


Farei campanha contra e não votarei em nenhum deputado golpista ou que volte a favor da Reforma da Previdência. Faço isso porque sempre fiz jus a cada centavo que ganhei e que ganho. Tudo comprovado nos meus relatórios de trabalho. Qualquer cidadão brasileiro que duvidar, que solicite informações na UFAM. Está tudo lá, aprovado em cada um dos colegiados e conselhos competentes.


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sábado, 9 de dezembro de 2017

A lógica de matar aos poucos as universidades

Ontem, um amigo, sobre a postagem “O golpe final da destruição das universidades”, disse concordar com quase todo o texto, porém, não com o fato de o PT “deixar a sangria continuar”. E argumentou: ”se fosse assim, como se explica a expansão?” Rebati, ironicamente: “talvez, para ter mais o que vender”. Desde os primeiros escritos a respeito do tema, afirmo e reafirmo que FHC estabeleceu uma lógica para as universidades públicas, refinadas nos governos do PT, claro, neste último, com mais investimentos, para a expansão, por exemplo. O que não mudou? A transferência gradativa de atividades e funções das universidades públicas para as particulares. PROUNI e FIES, por exemplo, são ações de transferências de recursos públicos à iniciativa privada, ainda que indiretamente. Bolsas de graduação e pós-graduação dos Estados e Municípios são sim, transferências de recursos públicos para a iniciativa privada. A invés de investir nas universidades, inclusive as criadas nos estados e municípios, governos preferem pagar bolsas e esvaziar as universidades. Esta é a lógica privatista que não mudou. Eis a sangria que continua em todos os governos, desde a época de FHC. Sem falar em todo o arcabouço jurídico-legal que já preparou a futura venda das universidades públicas ou o lento processo de entrega, por exemplo, com a contratação de professores por meio das Organizações Sociais. Esse é um modo de rebaixar salários e se desobrigar diretamente das obrigações trabalhista. É o que penso. Posso estar errado, mas, é o que penso!


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