sábado, 20 de janeiro de 2018

A estrutura educacional aprisiona

Sou cético em relação às mudanças promovidas na Educação brasileira pelo fato de, como sempre, serem discutidas em gabinetes e enfiadas goela abaixo. Não significa, no entanto, que a estrutura atual esteja uma maravilha e precise ficar intacta como parecem indicar as reações às mudanças. Temos uma estrutura educacional que aprisiona e baseado em conteúdo que, nem de longe, preparam para a vida. Pior que isso: conteúdo que não possuem relação direta com as habilidades das pessoas. O que poderia ser prazer, transforma-se em tortura. Imagine o que é ser obrigado a estudar redação fundo para quem tem habilidades matemáticas? É disso que falo. Precisamos de mudanças que insiram habilidades básicas para se enfrentar o mundo. Sem isso, a Educação aprisiona.


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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Falhamos nas aulas de História

Duas adolescentes, meninas, revelaram-me, dias desses, que ainda não são obrigadas a votar, mas, tirarão o titulo para voltar naquilo de denominei “traste” em algumas postagens . Perguntei o porquê e a resposta foi curta e grossa: “Para impedir o Lula ganhar”. Fiz o que pude na base do argumento e não as convenci. Estão cegas pelo ódio em relação ao PT e a Lula. Disse a elas que não acreditava que duas jovens teriam o trabalho de tirar o título quando o voto ainda nem era obrigatório para votar numa figura daquelas. Falei de Carlos Alberto Brilhante Ustra, ídolo do candidato, da forma como torturava mulheres (com ratos na vagina). Elas me rebateram: “o senhor tem provas disso?”. Fiz um argumento geral sobre os livros de História deste País, mas, saí da conversa com uma certeza: talvez a nossa primeira falha como professores seja em deixar passar a história “como se nada tivesse ocorrido”. É possível que venhamos a pagar um preço altíssimo.


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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Quero ser apenas gente

Chego aos 54 anos com uma certeza: não quero ser modelo para ninguém, nem para os filhos. Ser admirado por alguém e se transformar em “modelo” é carregar o mundo sobre os ombros. É ser alçado à categoria olimpiana de ídolo, quase um Deus. Logo, você deixa de ser humano, passa a não poder errar. Justamente porque você é modelo. É como se você se tornasse prisioneiro de o quê os outros pensam sobre você. Sem contar que, aos olhos de quem “te admira”, tudo de bom que ela (ou ele) conseguir é mérito próprio. Os fracassos, no entanto, são atribuídos, especificamente, a você que foi o modelo ou o ídolo. Portanto, não quero ser ídolo nem modelo para ninguém. Quero ser gente e que as pessoas ao meu redor também possam sê-lo. Erros e acertos (muito mais erros) são a essência de o quê nos torna humanos. Que cada um de nós possa exercer este quê de vida é o meu desejo. Inclusive, para que eu possa exercer melhor meu processo de saúde mental!


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