quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A dificuldade do agir ecossistêmico

O agir ecossistêmico, baseado no aporte teórico-metodológico que propusemos, a epistemologia ecossistêmica e a cartografia do acaso, de tão simples, complexifica-se. A aplicação da Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, temperada com pitadas de Fritjof Capra e Maturana e Varela; ganhou mais sabor com gotas do perspectivismo ameríndio de Viveiros de Castro. Na prática, rompe-se com a visão tradicional de que existe um distanciamento entre sujeito-objeto de pesquisa e parte-se para a ousadia de não se querer mais admitir tal distanciamento. Ao contrário, como defende Maria Luíza Cardinale Baptista, há “paixão-pesquisa”. Logo, para haver paixão-pesquisa, é necessário haver envolvimento. Portanto, entre sujeitos da pesquisa, numa autopoiese prigogineana. Como resultado, pensar ecossistemicamente já não é fácil. O agir ecossistêmico, então, depende de uma libertação quase completa dos modelos mentais tradicionais, sem negar, é claro, a contribuição da Ciência tradicional para o avanço do pensamento científico. Um desafio e tanto: aceito por uns e rejeitado por muitos.


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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Ainda sobre os banheiros nas universidades

Não é de hoje que tenho discutido a configuração dos banheiros nas universidades brasileiras. E criticado o fato de a mudança da nomenclatura dos banheiros da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) ter sido encarada como uma mudança social chocante. Não foi. E não deve ser choque nenhum. Ao contrário, o que as universidades brasileiras deveriam fazer, todas, sem nenhuma exceção, principalmente as públicas, era arrancar, de vez, as placas de gênero dos seus respectivos banheiros. Talvez, ainda admito, com muito esforço, que haja o banheiro adaptado. Nos demais casos, o que se deve fazer é educar os usuários de banheiros, quaisquer que sejam os gêneros possíveis, a terem práticas higiênicas responsáveis. Nada além!


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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A diferença entre parceiro e amigo

Mudar de lugar também significa estar atento às mudanças culturais. Principalmente às filigranas no uso exato da Língua Portuguesa. Em Manaus, por exemplo, quem senta à mesa e joga dominó com a gente, ao longo do tempo, não é apenas amigo, vira parceiro. Já à mesa, é tratado como parceiro. Mas, se a amizade se consolida ao longo do tempo, é tratado só como parceiro. Aqui na Bahia é diferente. Se a amizade for intensa, mas, só amizade, fica, no máximo, no campo do “amigão”. Porque, parceiro, efetivamente, é aquele que mora com outro e dividem momentos de alegria e de tristeza. De fato, é uma parceria de convívio diário. Fazer essa distinção é fundamental para o convívio diário por estas bandas.


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