quinta-feira, 24 de maio de 2018

Descobertas e inventividade como metas


Ao invés de termos como meta, na Pós-graduação brasileira, a publicação insana de artigos científicos baseados em teses e dissertações fracas, deveríamos mudar o foco das pesquisas no País. Precisamos abandonar, gradativamente, este modelo de financiamento e estruturação dos programas de Pós-graduação centrado em orientadores e orientadoras induz à mesmice. Torna as pesquisas fracas e pouco inventivas. São pesquisas que giram em torno de o quê já se pesquisa. Um ciclo vicioso de produção em série de artigos frágeis porque são baseados em pesquisas frágeis. Nossas metas deveriam ser centradas na inventividade dos projetos e não, apenas, na experiência do orientador ou da orientadora. É preciso das asas aos orientados e orientadas. Talvez, assim, tenhamos capacidade de arejar a Ciência brasileira com inventividade e descobertas como metas.

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quarta-feira, 23 de maio de 2018

A dores da Pós-graduação brasileira


Faz muito tempo que venho batendo na tecla de que a estrutura da Pós-graduação brasileira, centrada na autoridade de orientadores e orientadoras, está falida. Falida por centrar a avaliação na produtividade excessiva e no número de artigos publicados. Falida, por ser estressante e provocar doenças nos pesquisadores e seus orientados e orientadas. Por isso, não me espanta a mais nova matéria online sobre “dores dos estudantes de Pós-graduação”. É uma estrutura que produz sofrimento e hostilidades permanente entre os próprios colegas, professores e professoras. Como propaga Domenico De Mais, precisamos focar no “ócio criativo”. Certamente, teríamos uma Ciência mais inventiva e prazerosa. “Menos dores e mais amores” talvez seja um bom lema para nós!

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terça-feira, 22 de maio de 2018

Anúncios para a vida inteira


Há alguns tipos de anúncios que nos conquistam para a vida inteira, ou, para a morte, neste caso específico. Se não conquistam, são pensados para nos conquistar. Porém, às vezes, carregam nas tintas. Hoje, por exemplo, vi um que dizia assim: “sepulturas eternas: pague em 36 vezes, sem juros”. Fiquei com aquela sensação de vazio, de que algo precisava ser dito para, digamos, “melhorar” o anúncio. Pensei: “sepulturas eternas – pague em 36 vezes sem jutos, mas, por favor, não morra antes de quitar a última prestação”. Lembrei de outro anúncio profunda e extremamente esclarecedor. Um cursinho Pré-vestibular de Manaus anunciava: “Nossos alunos são os melhores: estão conosco há cinco anos”. Ler “bons” anúncios também nos ensina!

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