terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A impessoalidade do verbo haver

Nada pessoal contra o Ministro da Educação, Mendonça Filho, mas, o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal. Portanto, se é impessoal, permanece na terceira pessoa do singular pois não tem sujeito. Sem nenhum preconceito linguístico. Ainda mantenho preconceito contra o Governo ilegítimo. E aproveito a deixa apenas para lembrar a peculiaridade do verbo que, certamente, será esquecida, se estivermos em uma escola sem partido. Flexionar o verbo haver, portanto, é um erro. Quem sabe, muito provavelmente, na hora da fala, as pessoas o flexionam por correlacioná-lo, justamente, com os verbos “ocorrer” e “existir”. Nada que possa provocar a queda de um Ministro. Há erros muito mais graves neste Governo.


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pesquisa sob suspeita na Federal do Paraná

A Polícia Federal realizou uma operação quarta-feira, dia 15, denominada “Research”, nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A Polícia suspeita que só na Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram desviados R$ 7,3 milhões de verbas destinadas a bolsas de pesquisa. De acordo com material publicado no site G1, o juiz do caso, Marcos Josegrei da Silva, declara, no despacho: "Os desembolsos eram autorizados pela Instituição de Ensino com base em singelos expedientes que levavam os nomes dos beneficiários e os valores a serem pagos. Esse estado de coisas conduziu a pagamentos mensais a quem sequer vínculo com a Universidade possuía ocasionando um desfalque inaceitável de mais de R$ 7 milhões em um período superior a três anos sem que, para dizer o mínimo, ninguém da instituição de ensino percebesse, ainda que os fatos se repetissem mensalmente".

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

O que são projetos de MINTER e DINTER

Aos interessados nos projetos de Mestrado Interinstitucional (MINTER) ou Doutorado Interinstitucional (DINTER), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) esclarece o passo a passo. O que não está dito na página da CAPES é que MINTER ou DINTER não pode servir para alavancar ganhos financeiros dos professores das instituições que ofertam as turmas. Ao contrário, há parecer jurídico da Procuradoria Federal da CAPES que turmas de MINTER ou DINTER devem fazer parte da carga horária dos professores na instituição de origem. Fica claro, portanto, que qualquer forma de pagamento de professores, direta ou indiretamente, é irregularidade gravíssima. Sem contar que, nas instituições de destino, ou seja, nas quais o MINTER ou DINTER é oferecido, ao invés de “viabilizar a formação de mestres e doutores, principalmente professores pertencentes a quadros de docentes, além de apoiar a capacitação de docentes para os diferentes níveis de ensino; subsidiar a nucleação e o fortalecimento de grupos de ensino e pesquisa; e fortalecer e estabelecer as condições para a criação de novos cursos de pós-graduação”, criou-se um novo problema. Futuros mestres e doutores estão solicitando liberação total, o que tem criado problema internos graves. A continuar desta forma, talvez a CAPES seja obrigada a suspender, de novo, os projetos de MINTER ou DINTER. Tradicionalmente, os Editais de MINTER ou DINTER eram publicados em Abril. Este ano, só serão abertos, talvez, no segundo semestre. Não é um bom sinal!


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