terça-feira, 23 de maio de 2017

O limite entre o jornalismo e os patrocínios

Hoje, em rede nacional, no programa jornalístico de maior audiência, a Rede Globo de Televisão, ao que parece, ainda que nas entrelinhas, deixou claro que tem um nome para substituir Michel Temer (PMDB) que, ela, como por milagre, descobriu que não serve mais para o Brasil: é Henrique Meirelles, o ministro da economia. Cenas de um seminário do qual o ministro participava, em São Paulo, foram exaustivamente mostradas durante o jornalístico da emissora. Além deste fato, chamou-me a atenção o patrocinador do evento, por mais que os ângulos das tomadas tentassem esconder: ninguém menos que a Construtora Norberto Odebrecht. Tanto uma situação quando a outra deveriam ser motes para discussões nas salas de aulas dos cursos de jornalismo Brasil afora. Um emissora tomar posição como se viu e se vê é postura eticamente aceitável? O tal patrocínio da Odebrecht era ao evento ou, também, ao jornalístico? Por força do fato jornalístico, a emissora teve de “engolir” o patrocinador? Ou tinha interesse? Há uma distância entre o que os donos das empresas pensam e o que decidem com os patrocinadores que nem nós, os jornalistas, entendemos. Nos cursos de jornalismo, porém, não é pecado discutir tais problemas.


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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tomar partido mata o jornalismo

Quando as empresas de mídia decidem tomar partido de alguma causa, terminam por matar o jornalismo. E não me venham dizer que, se ocorre nos Estados Unidos, pode ocorrer tranquilamente no Brasil. O episódio do empurrarão para levar à queda de Michel Temer (PMDB), claramente patrocinado pela Rede Globo de Televisão, cegou a emissora. Por outro lado, mais acirradamente, o grupo Folha, por meio do jornal Folha de S. Paulo, enterrou o capital técnico do qual tanto se orgulhava: o da prática de um jornalismo independente. Ao tomar partido da defesa total de Temer, também demonstra cegueira a cada nova matéria ou entrevista. Assumidamente, os dois grupos, que já não praticavam o jornalismo desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT), assumiram, de vez, a prática da propaganda (enganosa) travestida de notícia. Se um dia praticaram o jornalismo, este se nos apresenta, atualmente, completamente morto.


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domingo, 21 de maio de 2017

A mídia e o ódio de clase

Venhamos e convenhamos, como eu ouviu na minha infância, a mídia conseguiu o objetivo da classe que representa: há um ódio coletivo, quase mortal, em relação a Luiz Inácio Lula da Silva. Lula é santo? Não. É um ser humano que foi cooptado pela classe alta, refestelou-se e foi inebriado pelos regabofes, mas, acredito, de quando em vez, tem rompantes de “lugar de classe”, ou seja: não esquece as origens. Hoje, na Feira Municipal Jorge Teixeira de Oliveira, a Manaus Moderna, pude comprovar que o ódio foi inoculado nas pessoas. Com todas as denúncias, fatos e provas, para a maioria, o único culpado pela corrupção no Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva. Foi um ódio ensinado. Cultivado a cada matéria escrita, lida ou propagada pela Televisão. A mídia brasileira finge ser neutra, mas, propagada o ódio de classe. Criou um País dividido, cego. Que não consegue enxergar o cerne da corrupção porque faz bem aos dominantes que Lula seja visto com o único corrupto. Empresários são limpos, vítimas de políticos achacadores. É o que ensinam ao povo. É o que o povo aprende.


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