quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ganhar dinheiro não é pecado

No capitalismo, nunca foi pecado ganhar dinheiro. Aliás, muitos não querem nem saber a origem do dinheiro: contando que seja ganho. Nas universidades públicas, principalmente nas federais, há uma corrente que defende a venda total, ampla e irrestrita de serviços e outra corrente que o espaço público, financiado pela sociedade, não pode ser usado para interesses particulares, dentre eles, “ganhar dinheiro”. Faço parte deste segundo grupo com muito orgulho. Portanto, não foi “falta de sensibilidade”, como muitos alegam, brecar projetos que geravam incomensuráveis benefícios individuais, quando exerci o cargo de Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Reafirmo, ganhar dinheiro não é pecado, mas, usar toda a estrutura física e de laboratórios das instituições públicas em benefício próprio não pode ser aceito. Percentuais de recursos para inventores e autores de projetos que gerem riquezas paras a universidades é uma coisa. Percentuais ínfimos, que apenas justificam a utilização do espaço físico e de jovens pesquisadores (como bolsistas) é outra. A desonestidade intelectual e o cinismo, até hoje, balizam tal discussão. É preciso aprofundá-la!


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quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Uber-professor e a reforma trabalhista

Convoco você, bate-panelas verde-amarelo CBF, a sair para a rua aos gritos e comemorar tudo o que puder: a Reforma Trabalhista começa a gerar seus primeiros resultados. E não foi nem na iniciativa privada. Foi na Prefeitura de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, administrada pelo PSDB. A proposta é só uma amostra-grátis de o quê se prepara para os trabalhadores brasileiros em geral e, particularmente, os trabalhadores em Educação. A criativa e engenhosa armadilha é a seguinte: o professor-Uber não teria vínculo empregatício e seria acionado por meio de um aplicativo sempre que o professor titular faltasse a aula. Aquele que estiver mais próximo da escola corre para lá e assume a aula. Como uma “caixa-de-maldades” desta não tarda a se espalhar, daqui a pouco o próprio Governo Federal, por um meio de uma mente prodigiosa, cria o Uber-professor universitário. Querem apostar?!


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terça-feira, 25 de julho de 2017

Somos a imagem que fazem de nós

Em Educação, muita das vezes, somos a imagem que fazemos de nós. De outro modo, principalmente nos anos inicias, às vezes, somos a imagem que os professores fazem de nós. Em outros casos, somos aquilo que os colegas de turma nos fazem ser. Professores e professoras, por mais que se eximam deste papel, são fundamentais no processo de formação dos estudantes. Quando não há nenhum tipo de modelo em casa, os jovens tendem a se espelhar no comportamento dos professores e professoras. Assim sendo, não nos cabe a máxima “faça o que eu digo, mas, não faça o que eu faço”. Se o jovem perde a referência em casa, na escola, nós, professores e professoras, seremos esta referência perdida. Adianta pouco fugir disto.


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