sábado, 27 de maio de 2017

Sala de aula, liberdade e respeito

Que a sala de aula não é mais a mesma no mundo inteiro, muito embora ainda mantenha, digamos, “aquele ar de prisão domiciliar”, isso é fato. O problema é que, talvez advindo do núcleo familiar, perdemos a noção dos limites, do respeito. O fato de termos mais liberdade não significa que devamos encarar o professor (ou a professora) como se não significasse “um nada”. Há um ser humano que deixa o seu núcleo familiar para se dedicar, bem ou mal, ao processo de educar muitas pessoas anos a fio. Só por isso, já mereceria respeito, não só dos estudantes, mas também, da sociedade. Pensemos nisso, todos nós, antes de qualquer atitude de desrespeito a um professor ou professora.


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sexta-feira, 26 de maio de 2017

A questão da inflexibilidade curricular

O Brasil não avançará na Educação Superior enquanto os estudantes tiverem de enfrentar, no mais das vezes, estruturas curriculares inflexíveis, em alguns casos, chamadas de “grade curricular”. Se o estudante não tiver autonomia, no máximo em acordo com seu orientador ou tutor, pouco de novo teremos ao longo da carreira. Formar profissionais voltados ao mercado, ao invés de formá-los para a vida e o mercado ser uma consequência da boa formação, não mudará a Educação do País. É uma incongruência, a universidade, que prega a liberdade como meta precípua, engessar a vida acadêmica dos seus estudantes. É preciso vencer esta barreira da inflexibilidade para termos uma Educação Superior mais ágil e com respostas aos anseios da sociedade.


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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Não aprendemos com 1964

As cenas de ontem e as temerices do presidente Michel Temer (PMDB), ao reagir contra os manifestantes com um novo AI 5 demonstram claramente uma coisa: não aprendemos com 1964 nem com os sombrios anos seguintes da ditadura militar que se instalou no País. A máxima de que a história se repete como tragédia está diante dos nossos olhos e não temos conseguido enxergar. Quando tempo demoramos para sair do buraco anterior que nos metemos? Quantas vidas foram necessárias, de todos os lados do espectro, para que voltássemos a ter o direito de manifestar livremente nosso pensamento? Seremos obrigados a derramar sangue de inocentes e guerreiros para salvar o Brasil de uma nova ditadura? O lado deles, o de lá, o das temerices, parece ter aprendido rigorosamente cada passo. É o que tenho visto ultimamente. E nós, do outro lado, “pegamos corda” e caminhamos, juntos para o abismo. Quem ganha com a volta de um regime de exceção que, parcialmente, já se instalou no País? Nem a sociedade nem a democracia ganham. Disto tenho plena certeza. Já sabemos o que nos espera. Deixaremos chegar lá? Eis a questão.


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