quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Unicamp reage


A mudança de atitude dos reitores das universidades brasileiras em relação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi tomada de forma radical pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): não usará o Enem este ano para o ingresso de estudantes. É uma reação corajosa e deveria se seguida pelas demãos universidades. Enquanto o Ministério da Educação (MEC) não garantir a lisura do Enem esse exame não pode ser utilizado para ingresso nas universidades brasileiras. Como o dito popular assevera, “o brasileiro só fecha a porta depois de roubado”. Com o MEC não foi diferente. Só agora, após a comprovação de que a segurança em torno das provas impressas é frágil, toma-se a atitude de buscar ajuda junto ao Ministério da Justiça. Antes tarde do que nunca é outro dito popular. Mas, a Unicamp reagiu em tempo e corretamente. Que as lições sirvam para melhorar o processo nos anos seguintes.

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mudança de atitude


Os reitores das universidades federais que aderiram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) precisam urgentemente mudar de atitude. Para induzir a adesão ao Enem, o Ministério da Educação (MEC) “vendeu” a idéia de que o Enem era um exame seguro e que poderia ser utilizados pelas universidades como forma de ingresso. O que se vê, a cada dia, são denúncias de que não há a mínima segurança das provas após a impressão. O que um dos jornais de Manaus denunciou o “abrigo” das provas nas próprias casas dos coordenadores, parece ocorrer no Brasil inteiro. O MEC preocupou-se em “vender” as benesses do exame mas se esqueceu de assegurar a legitimidade do processo inteiro. Para completar, rompeu o contrato com o consórcio que realizaria a impressão e distribuição das provas. Com isso, o novo Enem só deve ocorrer no final do novembro ou no início de dezembro. O Enem se revelou frágil e muito mais passível de fraude que os antigos vestibulares das universidades. Reitores e reitoras, se uma atitude firme o próximo ano letivo será comprometido pelo Enem. Corram!

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Segurança zero


Um jornal de Manaus divulgou que os 120 fiscais que trabalhariam no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ficaram com as provas dez dias antes nas próprias casas. Em sendo verdade a denúncia, pelo menos em Manaus, a garantia de inviolabilidade do Enem é zero. O ministro da Educação, Fernando Haddad precisa ser informado imediatamente que as garantias de inviolabilidade apresentadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) são as maiores, certamente, durante o processo de elaboração das provas. Passada esta fase, no entanto, após sair da gráfica e serem distribuídas, as provas enfrentam vulnerabilidades imensas. Essa de fiscais guardarem as provas em casa é de uma fragilidade que beira a inocência. Desse jeito não há credibilidade que resista.

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domingo, 4 de outubro de 2009

Autonomia do estudante


A idéia embutida no uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ingresso nas universidades brasileiras é muito boa, pois permite ao estudante escolher em qual escola vai concorrer sabendo o número de pontos que obteve, ou seja, saberá as reais chances de obter êxito ou não no curso que almeja. Pela primeira vez na história do País o estudante terá autonomia de escolher onde quer ingressar. Essa mudança de postura é de suma importância para, na pior das hipóteses, dar mais liberdade ao estudante na hora da escolha da carreira, algo fundamental em uma sociedade democrática. É evidente que, com a liberdade de escolha, muitos estudantes de determinadas regiões podem ficar de fora das universidades localizadas nos estados nos quais o desempenho dos estudantes no Ensino Médio for medíocre. Nesses casos, o Enem forçará investimentos na melhoria da qualidade do sistema inteiro. Se isso acontecer, valerá a pena, inclusive, correr o risco de um desgaste como o que houve com a centralização do Exame e anulação das provas. O que todos desejamos é um país que dê oportunidade ao maior número possível de pessoas a ter acesso a um ensino superior de qualidade.

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sábado, 3 de outubro de 2009

Avaliação de livros


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) tenta, a todo custo implantar um processo de avaliação da produção científica dos programas de Pós-graduação brasileiros feita em livros. O Brasil seria o primeiro país a implantar a avaliação de livros semelhantemente ao Qualis de Periódicos. A grande discussão gira em torno dos parâmetros a serem utilizados para esta avaliação. Para amenizar a rejeição dos pesquisadores, a Capes passou a de nominar o dito Qualis Livros de “Roteiro para a avaliação de livros”. Não ameniza, de forma nenhuma, a rejeição. Um dos maiores problemas em se tratando de livros é avaliar o potencial que a obra tem para influenciar uma área do conhecimento. Como a Capes avalia os programas trienalmente, um livro pode ser mal-avaliado no espaço de três anos e depois se tornar uma obra de referência na área. O problema está posto e ainda há muito a ser discutido para se chegar a um modelo de avaliação aceito pela maioria.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Prejuízo e credibilidade


Não se trata apenas (vejam só, leitores e leitoras, apenas) do prejuízo de R$ 30 milhões somente com a impressão das novas provas. O mais grave de tudo com o o cancelamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a perda de credibilidade que o exame passa a carregar. Os que aderiram ao Enem como porta de entrada nem quiseram discutir possibilidades de problemas iguais a esse. É evidente que se tem uma economia em escala enorme com a centralização de todos os exames. No entanto, quando acontece um problema como o que ocorreu agora, a credibilidade do sistema inteiro vai para o brejo. Quem, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) embarcou na cantilena do Ministério da Educação (MEC) de que aderir ao Enem era mais democrático (e, certamente, muitos viram, como Ufam, a chance de se livrar das fraudes incessantes) quebrou a cara. Resta saber quem vai pagar os R$ 30 milhões? Certamente, é mais uma conta espetada no bolso do contribuinte. E a credibilidade? Quem vai recuperar?

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Praga do PSM


Só pode ser uma praga ou resquícios do Processo Seletivo Macro (PSM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) o cancelamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria realizada nestes sábado e domingo. Há fortes suspeitas de que houve vazamento das provas. Um homem teria procurado o jornal o Estado de S. Paulo e oferecido as duas provas por R$ 500 mil. De acordo com esse homem, havia um esquema de venda de provas no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Nos três últimos PSMs da Ufam os concursos foram anuladas, dentre eles, por suspeita de vazamento das provas. Com a adesão da Ufam ao Enem ficou a impressão de que, agora, os candidatos estariam imunes às fraudes. Porém, não houve nem tempo de realização das provas do Enem e surge a denúncia de fraude. Só pode ser mesmo praga. Não é possível!

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