A universidade brasileira, inclusive a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), nos moldes atuais está completamente falida. Os programas de pós-graduação passam por uma crise de “governança” nunca antes visto em função da falta de participação dos professores nas decisões colegiadas. Em alguns departamentos, como o de Comunicação Social, os professores ainda se reúnem. Nos Programas de Pós, no entanto, a participação é inócua. Caso essa letargia completa se espalhe, não demora e nem para a administração superior se terá quadros suficientes e comprometidos. Uma lástima essa apatia coletiva.
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A cúpula da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) reuniu-se sexta-feira, dia 28, na Fazenda Experimental, durante o dia inteiro, com os trabalhos encerrando-se às 17h, para avaliar e discutir os procedimentos relativos à melhoria da Faculdade de Medicina. Essa reunião é de suma importância para o futuro da Medicina no Amazonas pois, no período de 3 a 5 de setembro, uma nova equipe da Comissão Avaliadora do Ministério da Educação (MEC) estará em Manaus para avaliar e vistoriar as condições de oferta do Curso de Medicina da Ufam. Todos sabemos que a Ufam assinou um Termo de Saneamento de Deficiências com prazos e rigorosos a serem cumpridos. Ao final da reunião concluiu-se que “todos devem falar a mesma língua” quando da presença dos avaliadores em Manaus. O que a sociedade espera é que o Curso de Medicina da Ufam, a partir de agora, siga uma nova rota.
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A saída do professor José Aldemir de Oliveira da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Sect) pode levar de roldão o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), professor Odenildo Teixeira Sena. Caos os dois retornem para as suas atividades acadêmicas na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), perde a equipe do Governo Braga, mas ganha a Ufam, com certeza, pelo retorno de dois dos seus mais respeitados pesquisadores. Os programas de Pós-graduação nos quais os dois desenvolvem suas atividades ganharão reforços na produção e na orientação de estudantes. Deve-se reconhecer que os dois professores foram importantíssimos para a implantação de uma política de Ciência e Tecnologia no Estado. A saída do professor Odenildo Sena da Fapeam até agora não passa de especulação. Mas o professor José Aldemir pediu exoneração do cargo que ocupava.
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Ao que parece, trata-se de uma visão distorcida querer atribuir à burocracia todos os problemas da Universidade brasileira. Não se faz Administração sem registro, sem controle e sem o cumprimento mínimo de prazos, pois instala-se o caos completo. O que se pode fazer é tentar minimizar os efeitos da burocracia. Tudo que emperrar a máquina, tudo o que implicar letargia deve ser eliminado. No entanto, não se pode prescindir do registro das atividades. As notas dos estudantes precisam ser lançadas, os planos de aprendizagem devem ser discutidos longamente, bem como todos os projetos devem ser avaliados e aprovados nos colegiados e instâncias competentes das organizações. Ainda que seja o espaço da plena liberdade de cátedra, isso não dá o direito aos professores de não prestarem contas das suas atividades. Quem se achar livre de quaisquer controles comete equívoco dos mais graves.
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As inscrições para o Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) encerram-se no dia 31 de agosto de 2009, segunda-feira. Na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), os estudantes devem procurar as coordenações de Curso para confirmarem se seus nomes constam na lista dos selecionados a fazer o exame. A grande dificuldade das coordenações de cursos é confirmar os dados dos estudantes finalistas. Seria interessante se os estudantes possíveis finalistas de todos os cursos fossem às coordenação para confirmar ou preencher os dados necessários para a efetivação da inscrição sob pena de não colarem grau quando da conclusão do curso.
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Algo precisa ser feito, com urgência, para superar a situação de apatia existente nas universidades públicas brasileiras, em especial na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Talvez seja necessário um divã coletivo para se descobrir a razão dessa desmotivação que se espalha como um câncer em fase terminal. O certo é que as pessoas perderem completamente a noção de responsabilidade. Assumem trocentos compromissos, não comparecem a nenhum deles e esquecem que nada funciona na instituição sem que haja decisão coletiva. Para consumo externo o discurso vigente é o da democracia, na prática, há uma tendência centralizadora, uma vez que a democracia só se concretiza com a participação. Quando professores, técnicos e estudantes não comparecem às reuniões colegiadas, transferem ao dirigente o direito de decidir por todos eles. Ou acontece um tratamento urgente para essa apatia ou crescerá cada vez mais o regime totalitário, nas universidades.
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Não é possível que algumas pessoas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) não entendam que a vida particular de cada um dos seus professores, técnicos e estudantes só diz respeito a cada aos próprios. Entra eleição, sai eleição, mas os corredores não param de registrar maldades e comentários insignificantes academicamente, mas, picantes do ponto de vista da fofoca, da mentira, da infâmia, em alguns casos, da difamação. Já não era tempo de os corredores as cantinas servirem para os colegas discutirem mais ainda a academia, seus problemas e soluções? Se todos esquecessem o processo de consulta e respeitassem a vida de cada um, inclusive dos candidatos, problemas de relacionamento, pelo menos, seriam menores ou não existiriam. E isso já seria um ganho imenso em uma instituição com tantos problemas a serem solucionados.
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