A passagem
do cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, pelo Brasil, além de ter
sido uma demonstração de liderança, provocou, em mim, algumas reflexões. E uma
delas me fez concluir que o Papa, por dever de ofício, deve sim ser contra o
aborto. Assim como em uma universidade pública, o reitor ou a reitora, por mais
que creiam em Deus, quer sejam católicos ou protestantes, devem defender com
unhas e dentes o direito de a pessoa duvidar até da existência de Deus, pois a
liberdade é um dos "dogmas" da universidade. Na Igreja Católica,
dirigida pelo Papa, ser a favor do aborto seria um dos maiores contrassensos.
Ao invés de ficarmos discutindo se o Papa deve ou não ser a favor do aborto,
deveríamos, isto sim, também por princípio, defender fielmente que o Estado
seja laico e assim o proceda. Assim como é dever da universidade defender o
preceito da liberdade (talvez plena), é dever da Igreja a defesa dos seus
dogmas. Logo, se o Papa se posiciona contra o aborto, nós, os católicos, por dever
de crença, temos segui-los. Da mesma forma, por dever de ofício, nós, os
professores universitários, à parte nossas crenças, defendemos a liberdade. E
que assim o seja por todos os séculos, amém.
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