sábado, 18 de agosto de 2012

Ufam e UnB iniciam parceria no Largo de São Sebastião


A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), representada pelo Grupo de Pesquisa em Ciências da Comunicação, Informação, Design e Artes (Interfaces), liderado pelo professor Gilson Monteiro, que também coordena o Programa de Mídias Digitais da Ufam (Ecoem) e a Universidade de Brasília (UnB), por meio do Laboratório de Pesquisa em Arte Computacional (MidiaLab), coordenado pela professora Suzette Venturelli, deram hoje o primeiro passo para o surgimento de uma parceira de cooperação técnico-científica entre as duas instituições: realizam hoje, às 19h, no Largo de São Sebastião, a apresentação do Projeto Geopartitura. Os estudantes de doutorado em Arte Computacional da UnB, Claudia Loch e Francisco Barreto, acompanhados da técnica da UnB e pesquisadora do MidiaLab, Juliana Hilário, fazem hoje, na Praça, uma demonstração do Projeto Geopartitura, que estuda “questões emergentes envolvendo a música, a geografia, e dispositivos móveis como celulares para permitir a criação coletiva georeferenciada de um sistema multimídia em tempo real. O geoposicionamento de cada celular permitirá ao sistema conectar cada aparelho aos demais, dentro de um raio de “descoberta”, criando para cada conexão estabelecida uma corda virtual que vibra e soa de acordo com a distância entre os pontos.” Hoje, pela manhã, às 9h, Juliana e Francisco ministraram uma oficina sobre o Geopartitura para estudantes e membros dos grupos de Pesquisa Interfaces e Linguagens, Mídia e Moda (Mimo), ambos coordenados pelo professor Gilson Monteiro. Amanhã, os pesquisadores do MidiaLab deslocam-se ao município de Itacoatiara a fim de fazerem uma apresentação do projeto naquela cidade. Ao retornarem a Manaus, farão mais uma apresentação e uma oficina ainda em locais a serem definidos. Vale ressaltar que as atividades hoje realizada foram autorizadas pelo Comando Local de Greve (CLG) pois os estudantes e membros dos dois grupos de pesquisas participam ativamente das atividades “potencializadoras da Greve” promovidas pelo CLG.
Juliana Hilário reencontra em Manaus o Guaraná da sua infância

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Prioridade do Governo: investir na Educação privada


A prioridade do Governo Federal, ainda que tenha mudado do PT para o PSDB, parece ser sempre o investimento na Educação superior privada. Hoje comentarei pouco. As fotos falarão por mim. Vejam, leitores e leitoras! Aqui funcionava o Hotel Maksoud Plaza, à Rua Augusta, bairro de Cerqueira César:

O prédio está em reformas. Funciona, agora, a Sociedade Educacional das Américas:

O detalhe da placa não deixa nenhuma dúvida: “Aqui tem investimento do Governo Federal”.

À esquerda, ao lado da logomarca do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), uma sigla: Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Moral da história: recursos dos trabalhadores brasileiros financiam a educação privada. Nada mais a comentar!

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Boato sobre a reabertura das negociações


Circula na Internet, especificamente no Facebook, o boato de que o Governo Federal teria reaberto as negociações com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Oficialmente, nenhum membro do Comando Nacional de Greve (CNG) foi informado da novidade. A notícia espalhou-se com um rastilho de pólvora. Por enquanto, porém, não passa de boato. O que se tem de oficial é que o Andes-SN, em ato público realizado hoje, pela manhã, foi recebido na Secretaria da Presidência da República e nova Carta à Presidente Dilma Rousseff fora entregue. O documento exigia a reabertura das negociações e reafirmava o Andes-SN como o único representante dos professores e professoras das universidades federais em greve. O boato tem certa lógica em função dos fatos ocorridos esta manhã, em Brasília. No entanto, não há nada de oficial. Pode até ser que, agora, quem conduza as negociações, se forem reabertas, seja realmente o ministro Gilberto Carvalho. Porém, a informação de que as negociações foram reabertas não está confirmada oficialmente. Haverá reunião do CNG hoje, às 20h. Caso tenha havido qualquer sinalização do Governo, a informação só será oficialmente repassada aos delegados nesta reunião.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Estudantes de Mestrado em Letras vão à Justiça


Hoje pela manhã, ouvi em uma rádio local, uma reportagem na qual “estudantes do Mestrado em Letras” da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ameaçam ir à Justiça para garantir o direito de defenderem as dissertações. Não vejo problema nenhum que qualquer pessoa, ao se sentir com seu direito ferido, procure a Justiça para que tente corrigir a situação de injustiça por ela alegada. A tal estudante do Mestrado em Letras “que não quis se identificar”, porém, proferiu uma série de inverdades que, levadas ao ar em uma rádio da cidade, tendem a jogar a opinião pública contra nós, os professores em greve e não contribuem em nada para que o problema maior que é o descaso do Governo Federal em relação à categoria dos docentes em greve seja solucionado. As inverdades fora tantas que, me parecem, tinham o fim não de solucionar o problema das estudantes (ela disse não ser só ela), mas, de ferir não só os grevistas, mas também, o Comando Local de Greve (CLG). A primeira alegação de que professores de fora, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), viriam para compor a Banca de Defesa da referida candidata não procede. A não ser que a própria coordenação do Mestrado em Letras tenha solicitado a passagem ilegalmente e marcado a defesa. Como o período letivo foi suspenso, não apenas para os cursos de Graduação, marcar defesas em Pós-graduação em período de greve, é, com a máxima boa vontade, furar a greve. Portanto, a passagem do professor que faria parte da banca nem deveria ser solicitada pela coordenação do Mestrado. Se o fez, tem de arcar com as consequências do ato. Alegar que serão jubilados se não defenderem no período previsto para a finalização do curso só pode ser visto, mais uma vez, como forma de tentar jogar a população contra os professores e professoras em greve. Quando uma categoria entra em greve, da mesma forma que o trabalho é suspenso, os prazos também o são. Assim sendo, enquanto a greve não for finalizada, é ilegal e impossível que os estudantes de qualquer nível sejam jubilados. Se os jubilarem, aí sim, essas estudantes estariam “com a faca e o queijo” à mão para ganhar a ação judicial. Ir à justiça é um direito. Ameaçar fazê-lo por meio da mídia parece mais uma tentativa de intimidação.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Governo nem toca na questão dos professores em greve


O Governo Federal não aguentou a pressão e começa a receber hoje, pela manhã, parte dos servidores federais em greve. Os primeiros a serem recebidos são os representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). Essa entidade representa 26 categorias do funcionalismo público federal e é quem tem denunciado o governo federal junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), bem como ingressou com com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto da presidente Dilma Roussef que permite a substituição de servidores federais em greve. Hoje, ainda, o Ministério do Planejamento também começa a negociar com os servidores em greve do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Amanhã, serão recebidos os policiais federais, dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em nenhum momento, porém, o Governo sinaliza que esquecerá o acordo forjado entre ele e a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes-Federação). Ao que tudo indica, continuará ignorando os servidores, professores e professoras das 54 universidades federais em greve assim como o faz com a entidade que representa os professores e professoras das universidades federais em greve, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Ao contrário, ameaça com o corte de ponto, o que só acirra os ânimos. Enquanto isso, a base do Andes-SN reúne-se em assembleias gerais nas universidades em greve, e reafirma a posição de não retomar as atividades enquanto não forem reabertas as negociações e feita uma proposta que reestruture a carreira e aborde as condições de trabalho.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Servidores federais recebem apoio das centrais sindicais


As mais de 30 categorias em greve, dentre elas os professores e técnicos das universidades e institutos federais, e os mais de 350 mil servidores públicos federais em greve receberam o apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT). A se levar em conta que a CUT é ligada umbilicalmente ao Partido dos Trabalhadores (PT), que governa o País, trata-se de um reforço e tanto ao movimento dos trabalhadores que exige do Governo não apenas a abertura das negociações, mas, respeito às entidades representativas das categorias. Em nota divulgada nos seus sites, as centrais sindicais repudiaram o que chamam de autoritarismo do governo federal na “condução” das negociações. No comunicado, “as centrais pedem a regulamentação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) - que trata do direito à greve e organização coletiva dos trabalhadores. As entidades criticam o corte do ponto e a substituição de grevistas pelo governo, afirmando que isso "serve apenas para acirrar os ânimos e pôr lenha na fogueira do descontentamento do funcionalismo público federal." Com essa demonstração pública de apoio espera-se que o Governo sensibilize-se e retome as negociações com os professores e professoras em greve, suspensa desde o dia 03 de agosto após a assinatura de um acordo forjado entre o governo e a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes-Federação). Que, definitivamente, o Governo entenda que essa Federação fantasma não representa a maioria dos professores e professoras em greve.

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domingo, 12 de agosto de 2012

A pressão do Governo Federal para acabar a greve


O Governo Federal usa de todos os artifícios de artimanhas possíveis para tentar acabar com a greve dos professores e professoras das universidades e dos intitutos federais de educação. Nem que seja se aliar aos grandes grupos e Comunicação como Rede Globo de Televisão e Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo. A matéria divulgada por aquele jornal na última sexta-feira e reproduzida em vários blogs e portais de notícias é um exemplo desse conluio contra a greve dos professores e professoras. É vergonhoso que um Governo que se diz do Partido dos Trabalhadores (PT) use esse tipo de artimanha para atingir trabalhadores legalmente em greve e jogá-los contra a opinião pública. Para fazer parte desse jogo, o jornal Folha de S. Paulo ouviu o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, ameaçar os reitores das universidades federais que não ser curvaram às pressões nem do senhor Sérgio Mendonça nem do senhor Amaro Lins e não informaram nem os nomes dos professores nem dos técnicos em greve. O titular da Advocacia Geral da União (AGU) disse que os reitores e reitoras que não informaram os nomes dos grevistas “serão responsabilizados por improbidade administrativa”. Adams declarou ao jornal que a responsabilidade dos reitores e reitoras que não mandaram a lista dos grevistas para efeito de corte de ponto deverão ser investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público. Fica mais do que evidente que se trata de uma nova forma de pressão com o fim de tentar desmobilizar professores e professoras em greve. É vergonhoso que esse Governo do Partido dos Trabalhadores (PT) tenha a ousadia de se unir aos setores mais retrógrados da mídia brasileira pata tentar desmoralizar trabalhadores em greve. O uso desse tipo de pressão via mídia é mais uma das tantas covardias desse Governo contra nós, professores e professoras e contra o sindicato que nos representa. Lastimável!

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