segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Quando a racionalidade acadêmica inexiste

Há momentos e movimentos dentro das universidades brasileiras que parecem refletir simplesmente uma busca individual e insana pela criação de guetos. Enquanto, de um lado, os teóricos discutem a religação dos saberes, do ponto de vista administrativo, discute-se o saber do eu-sozinho. A racionalidade didático-pedagógica perde sentido. Os prédios e as vagas nos conselhos superiores passam a ditar o tom dos discursos. Ou os sentimentaloides sonhos individuais de se passar para a história como mentor de alguma Faculdade ou Instituto. O bem-comum que se lixe. O coletivo que desapareça. Vale a esperteza da manipulação dos discursos e colegas para se vencer um debate que de acadêmico não tem nada. E quando a razão acadêmica e dinamitada em nome dos argumentos administrativos com fins de se ganhar poder e prédios, a noção de universidade morre. Fica-se com a impressão que é desejo de muitos que cada um se transforme em um Instituto ou uma Faculdade ambulante. A unidade acadêmica, princípio basilar de uma universidade, dá lugar a um amontoado de cursos que viram Faculdade ou Institutos. Só há uma explicação para movimentos como esse: a insana e gloriosa luta(não mais velada) por CDs.


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