quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um IGC do qual não se pode ter orgulho


O fato de só o curso de Biologia estar entre os que podem sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC) não significa que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), cujo Índice Geral de Cursos (IGC) foi 3, tenha motivos para se orgulhar. Aliás, não só a Ufam, mas também o Instituto Federal de Educação (Ifam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também ficaram com IGC 3, numa nota que via de 1 a 5. Só haveria motivos para se tecer loas e até para se comemorar se o IGC fosse 4 com tendência para 5. Assim como se manter com a nota 3 por mais de 9 anos nos cursos de Pós-graduação não é nenhum motivo de orgulho, ficar anos a fio com IGC 3 só revela que o próprio Ministério da Educação (MEC) precisa investir mais para que pelo menos a Universidade e o Instituto Federal saiam desse patamar de 3. Mais uma vez, fica evidente que a falta de condições de trabalho, que durante a greve dos docentes o Governo Federal não quis nem saber de ouvir falar, é fator preponderante na falta de qualidade do ensino superior no País, principalmente o oferecido pelas universidades e institutos federais. Ao invés de comemorar que só um curso corre riscos na Ufam, a comunidade, bem como a própria administração superior, deveria acender a luz vermelha e usar a nota como forma de pressionar o MEC por mais investimentos.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!

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