sábado, 22 de fevereiro de 2014

O (lamentável) silêncio dos inocentes

A cada dia fico mais convicto que, no Brasil, existe uma universidade do discurso, a mais bela, respeitadora dos direitos humanos e da liberdade dos indivíduos, e a universidade da prática, diametralmente oposta à universidade dos discursos efusivos. E tive um exemplo do que falo quando, do dia 8 ao dia 16 de fevereiro, fiquei no exercício da Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Dia após dia uma coisa me incomodava desde que foram marcadas as vagas especiais, de acordo com o estabelecido pela Lei, no Estacionamento do Centro Administrativo: o completo e constante desrespeito às vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida e às vagas destinadas aos idosos. Por meio da Portaria 449/2014, após conversar com o Prefeito do Campus, professor Atlas Augusto Bacellar, e com a Pró-reitora de Assuntos Comunitários, Káthia Augusta Thomé, tentei fazer valer a Lei dentro da Instituição. Em pouco tempo descobri que jamais se pode fazer valer a Lei quando a comunidade insiste em ignorá-la. Ontem compartilhei este link no Facebook com o apelo de que as pessoas nos ajudassem nesta luta. Pasmem, leitores e leitoras! Até hoje, às 19h30, duas pessoas tinham curtido o apelo: duas amigas do Rio Grande do Sul. Ou quase ninguém lê o que escrevo no Facebook ou o apelo foi totalmente ignorado pelos colegada da UFAM.


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