sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O ICHL precisa de melhorias urgentes


Um dos pontos fundamentais da greve dos professores e professoras das universidades federais brasileiras foi o que se convencionou chamar, durante o período de greve, de “pauta local”. Na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), especificamente no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), local onde desenvolvo minhas atividades profissionais, a necessidade de cuidados vai do banheiro, passa pelas salas de aulas e chega à estrutura geral do próprio Instituto. Uma das coisas que me preocupa há duas consultas para reitoria da Instituição, e foi ponto fundamental das propostas nas duas vezes as quais fui candidato a reitor: a falta de funcionamento dos hidrantes e todas as consequências negativas que isso pode acarretar em caso de um incêndio. Em ocorrendo um acidente desse tipo, principalmente em uma época de clima tão quente como agora, todo o patrimônio físico será perdido em segundos, uma vez que, além de a construção ser antiga, não há a mínima condição de os caminhões dos bombeiros chegarem ao ICHL em tempo de debelar o fogo. Desde 2004 chamo a atenção para esse item que revela “as péssimas condições de trabalho” nas quais desenvolvemos nossas atividades. E que fique bem claro, não se trata de responsabilizar o diretor da unidade. Nem tão pouco a reitoria. O que se tem é uma política pública de “segurar” as verbas para a manutenção das universidades. Não se pode admitir que sejamos obrigados a administrar as unidades com base na fé e na força das orações, a torcer diuturnamente para que não ocorra qualquer tipo de acidente. Além de não ter nenhum hidrante pronto para o uso, o ICHL é uma unidade fixada no “meio” da floresta, com imensas dificuldades de acesso para caminhões-pipas. Ou se soluciona esse problema antes que algo mais grave venha a ocorrer ou a história nos cobrará por sermos coniventes. Corremos o risco de perder não apenas o patrimônio físico, mas também, ter vidas ceifadas. O ICHL precisa de cuidados urgentemente. Antes que a porta não possa mais ser fechada.

Se você ainda não leu a “Carta aberta ao secretário Sérgio Mendonça”, cliquei aqui, leia e replique. Todos precisamos refletir sobre o problema. Juntos!

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