terça-feira, 7 de abril de 2015

Tratamento sim, prisão, jamais

Quando digo em todos os lugares que meus filhos jamais estudariam em um colégio cuja filosofia educacional é treinar para concursos e não para a vida é, justamente, pelo desfecho que tomou um vídeo que envolve um estudante desta referida escola na qual eu jamais matricularia um dos meus filhos. Criminalizar o problema é demonstrar uma visão punitiva e não pedagógica de uma violência sim, mas, que precisa ser vista pedagogicamente e não criminalmente. Botar a menina que filmou e o garoto agressor pura e simplesmente no banco dos réus é estar ao lado daqueles que defendam a diminuição da maioridade penal e da pena de morte. O vídeo demonstra a que ponto pode chegar um jovem, por soberba ou para se mostrar para a menina que gravava as cenas. E é para isso que deveria ser usado: como forma de educá-los a fim de que atrocidades daquelas não fossem toleradas ou potencializadas na fase adulta. Nenhum dos que participaram do infeliz episódio pode ou deve ser visto pura e simplesmente como um criminoso comum. Certamente, se o meu filho fosse a vítima, no íntimo, teria vontade até de esganar os agressores. No entanto, como adulto e educador, tenho a obrigação de dominar meus instintos animalescos. A sociedade, da mesma forma, tem o dever de dominar o instinto coletivo animalesco. Caso contrário, ao invés de educar, potencializar crimes ao criminalizar atos inconsequentes de jovens que são adolescentes e não podem ser tratados como adultos. Tirá-los do caminho da violência exibicionista é nossa responsabilidade. Criminalizá-los é perder uma chance de ouro de efetivamente nos portarmos como educadores. Todos os envolvidos precisam de tratamento, de acompanhamento psicológico e não de prisão punição pública. Que o episódio nos ajude a refletir sobre a nossa reação coletiva relativamente ao caso.


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