sábado, 16 de junho de 2012

A greve dos professores e o aumento dos deputados


Quero ver, agora, qual decisão o governo federal irá tomar relativamente à reivindicação dos deputados federais. Enquanto os professores caminham, amanhã, para trinta dias de greve em busca de remuneração digna para a carreira de magistério superior, os deputados federais querem reajuste na verba de gabinete de R$ 60 mil para R$ 75 mil. Vejam bem, leitores e leitoras, somente a diferença de verba de gabinete proposta pelos deputados é de R$ 15 mil por mês. Caso observemos a tabela dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), somente a diferença pedida pelos deputados é quase cinco vezes maior que o vencimento básico de um professor titular com dedicação exclusiva, que é de R$ 3.110,85. A proposta dos deputados é tão acintosa que, se comparada com o que os professores reivindicam, é maior do que a remuneração bruta de um professor universitário que, com os descontos, não chega aos R$ 15 mil que os deputados querem de aumento na verba de gabinete. Essa diferença pedida pelos deputados provoca um impacto de R$ 92,5 milhões por mês nos cofres públicos. Apesar de todas as ponderações, alguém duvida de quem será atendido primeiro? É bem possível que os deputados ganhem o aumento integral pedido nas verbas de gabinete e, aos professores, sejam oferecidas migalhas.

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2 comentários:

  1. Veremos o que a opinião pública vai fazer a respeito desta farra com o dinheiro público.

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  2. Tirinha sobre a greve dos professores:
    http://rosearaujocartum.blogspot.com.br/2012/06/iscola-o-crime_16.html

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